Você já pensou em ter um
Consultor Sentimental? Isso já é uma realidade - Entenda como funciona o
Coaching de Relacionamentos – Uma nova ferramenta para a imensa confusão
afetiva dos dias atuais. (Por Jordan Campos)

- “Por que parece tão difícil
encontrar alguém “certo” para mim”?
- “Por que minhas relações
parecem sempre estar associadas ao sofrimento”?
- “Por que busco tanto uma
relação sadia e isso parece tão difícil, e no decorrer do tempo eu perco a motivação
e traições acontecem”?
- “Por que está tão difícil
de encontrar alguém que eu possa experimentar estabilidade, família e ter uma
troca sexual intensa e que dure”?
- “Por que é tão difícil
romper uma relação que já acabou”?
Posso começar dizendo que de
tantas perguntas parecidas que se seguiam, comecei a esquematizar um sistema
lógico para respondê-las de forma personalizada como em uma consultoria de
coaching. E a grande verdade resumida que eu encontrei é que estas pessoas não
se conheciam. Não sabiam que eram, afetivamente falando. Misturavam em si
mesmas um conjunto de vários modelos afetivos e se atiravam ao mundo tal qual
metralhadora bêbada. E isso obviamente atraia confusão. Por não saber quem eram
e o que era viável que procurassem, acabavam beijando sapos e forçando que os
mesmos virassem príncipes – não sabiam identificar pares afins – ninguém nunca
as ensinou sobre isso. Com o Coaching de Relacionamentos eu posso fazer a
pessoa entender quem ela é e o que procura dentro de seu perfil, desejos e
possibilidades – e assim diminuir drasticamente a atração aos que não combinam
com sua estrutura íntima. Posso também ajudar aos casais a enxergarem verdadeiramente
a situação de suas relações e se podem ou não seguir juntos, tendo respeito,
confiança, sexualidade e felicidade. Tudo como uma equação matemática de jogos
de sinais. E a boa notícia – isto tem dado muito certo!
Coaching de Relacionamentos é um processo focado no
entendimento de quem somos para um relacionamento, o que objetiva um
autoconhecimento afetivo – descobrir sua identidade afetiva. Eu parto da
pressuposição que temos uma autoimagem equivocada e mentirosa sobre nós mesmos
– não está claro nas nossas mentes quais os nossos limites afetivos e quem
realmente nós somos, e vamos assim, construindo subpersonalidades que nos
afastam mais ainda de nossa essência. O Coach de Relacionamentos traça um plano
possível e de impacto que ajuda a pessoa a expressar habilidades e competências
reais, que são as que ela trouxe ao mundo, e que muitas vezes são suficientes
para agradar a alguém (um grande problema é querer construir um perfil que
agrade a todos – esta é a grande cilada). Entendendo como acabamos por
construir esta imagem falsa de nós mesmos que pode ter variadas origens e
raízes (revistas de dicas femininas, livros de autoajuda, crenças dos pais, medos,
baixa estima, etc), podemos dissipar as máscaras que tanto atrapalham a nossa
genuína expressão e bons relacionamentos.
Um exemplo simples: Imaginemos uma mulher que tem
uma personalidade mais caseira, não curte beber, gosta de programas mais
família e que é assumidamente a clássica romântica vai sair com as amigas no
sábado de noite. Se ela tivesse acesso a um Coaching de Relacionamentos,
faríamos com que ela nesta saída pudesse expressar realmente quem ela é, e
definiríamos qual o melhor “partido” dentro de seus gostos, visão de mundo e
vida seria o mais próximo do ideal-real. Mas o que acontece é que ela ao sair
vai se produzir e se comportar de forma a não deixar claro quem ela é - e
consequentemente ou não vai atrair ninguém, ou vai ser flertada por pessoas
erradas. Ela coloca uma minissaia modeladora, capricha no batom vermelho e
quando chega ao local mesmo sem gostar muito, fica com uma garrafa de Ice em
mãos e dando goles. A mensagem que ela está passando é de fêmea sexual, que
curte bebida e situações casuais. Depois vai reclamar dos homens com quem
trocou telefone na noite: “Eles somem” – “Só querem sexo” – “Não tem homem
sério”. (...) Se ela, sem mexer muito na cena anterior, apenas trocasse a
garrafa de Ice por uma de refrigerante ou água de coco, estaria sendo ela mesma
e enviando a mensagem certa ao meio, do que espera. Só isso já mudaria muita
coisa – e ela estaria sendo ela, sem precisar tirar o batom vermelho que ela
gosta, mas talvez colocando uma saia mais longa ou folgada. Talvez aquele “cara”
que combinaria com ela não gostou do que viu e nem encostou, mal sabendo ele,
que ela estava fantasiada do que não era. Estou falando aqui só de símbolos
práticos, nem entrei aqui na questão do comportamento dela na fala, nos
exageros numa conversa, no jogo de sedução, etc. A pessoa deve ser ela mesma!!!
Esse é o ponto.
Hoje, o grande problema nos relacionamentos é
exatamente o fato de que pouquíssimas pessoas sabem quem são quando estão à
dois. Procuram máscaras, estratégias e adotam crenças que não interagem com
quem são – assim, atraem pessoas erradas, aumentam a sensação de que algo está
errado, turbinam sua carência e solidão e acabam por culpar os gêneros, seja
masculino ou feminino, pelos seus insucessos afetivos. São traídas assim por elas
mesmas, e perdem pessoas para seu maior inimigo – sua falsa identidade
sentimental. Só conseguimos curar o que conhecemos, sendo assim, podemos
alterar os antigos significados por novas ações e crenças – e ter uma alta taxa
de sucesso nas escolhas, e por consequência nas relações. A grande parte das
dificuldades nas relações está ligada às questões de insegurança, timidez,
baixa autoestima, conflitos na identidade sexual e até à questões inconscientes
de vínculos familiares e de relacionamentos passados. Estas experiências não
assimiladas sabotam a felicidade, ou seja, impedem a conquista e a manutenção
de relacionamentos saudáveis.
Evoluímos nos últimos tempos em relação à
Inteligência Emocional, mas ainda estamos engatinhando na Inteligência Erótica,
que é a inteligência que nos fará ter uma maior longevidade nos relacionamentos
tendo feedback sentimental e sexual
neste próximo século. Estamos no primeiro momento da humanidade em que podemos
expandir nossa sexualidade apenas pelo prazer – e isso mudou muito, mas as
pessoas ainda estão acorrentadas a velhos paradigmas e crenças limitantes – e o
resultado é tristeza e frustração. Entender quem somos, e a relação
entre amor e desejo é um caminho. Entender como estas definições se relacionam
e como se chocam com que somos. Porque aí mora o mistério da inteligência
erótica. Se há um verbo que vem junto com amor é o "ter". E um verbo
que vem junto com desejo é o "querer". No amor, nós queremos ter,
queremos conhecer o amado totalmente, possuí-lo. Queremos minimizar a
distância. Queremos diminuir o espaço. Queremos neutralizar as tensões.
Queremos proximidade. Mas no desejo, temos a tendência de não querer voltar aos
lugares em que já estivemos. Conclusões precipitadas não mantêm nosso
interesse. No desejo, queremos uma ponte para atravessar. Ou seja, o fogo
precisa do ar. O desejo precisa de espaço. Somos os únicos animais que têm uma
vida erótica, o que significa que a sexualidade foi transformada pela
imaginação humana. Somos os únicos que podem fazer amor por horas, ter momentos
de pura alegria, orgasmos múltiplos, e sem tocar em ninguém, apenas com a
imaginação. Nós podemos insinuar. Não precisamos fazer. Neste paradoxo entre
amor e desejo, o que parece ser desconcertante é que os ingredientes que nutrem
o amor - interdependência, reciprocidade, proteção, preocupação,
responsabilidade pelo outro - são os mesmos que podem sufocar o desejo. Porque
o desejo vem com uma série de sentimentos que nem sempre são os favoritos do
amor: ciúmes, possessividade, agressão, poder, domínio, safadeza, ofensa. Basicamente
muitos de nós se excita a noite pelas mesmas coisas que se manifestam
contrárias durante o dia. Conseguir entender como este momento moderno interage
com quem somos faz parte do Coaching de Relacionamentos.
Minha base terapêutica é a
transpessoal. Uso muito a abordagem direta ao inconsciente para gerar novos
significados às experiências que nos debilitam. Uso PNL, terapia regressiva,
reprogramação mental, constelação familiar, entre muitas outras modalidades...
E por uma questão de ter sido escolhido e não de escolher, acabei me
transformando também em um Assessor Sentimental, o que chamo aqui de fazer um
Coaching em Relacionamentos. É a autodescoberta de si, gerando um afiar da autoestima, um reparo da autoimagem
e uma produção de verdadeira autoconfiança, que é o maior ingrediente
afrodisíaco que existe. Coching de Relacionamentos não é um conselheiro amoroso
- ele é um técnico que fará a pessoa se encontrar, se conhecer e estar na melhor
posição com uma refinada estratégia para o gol da sua felicidade.
Por Jordan Campos – Terapeuta
Clínico, Coach de Relacionamentos, Escritor, Conferencista e Músico - www.jordancampos.com.br