sábado, 5 de dezembro de 2009

Workshop Nível II em PNL - Avançando na Reprogramação Mental

Neste dia 05 de Dezembro de 2009 realizamos o Workshop Nível II em PNL. Pensamos seriamente em modificar o nome de’ PNL’ para algo mais condizente com a nossa proposta que vai muito além dos clássicos livros e cursos de abordagem em auto-ajuda e aceleração motivacional em PNL focados exageradamente em relacionamentos e negócios. Procuramos aqui identificar não a aceleração e receitas de felicidade rarefeitas, mas os motivos que levam ao freio maior que nos paralisa. Falamos de programação profunda, de programas biológicos, intra-uterinos, ancestrais, espirituais e invasores, este último nesta segunda fase mereceu destaque especial com uma introdução em influências energéticas humanas e não-humanas e uma exploração e desmistificação da hipnose e de estados alterados de consciência. Conceitos de PNL, biopsicossomática, parapsicologia, psicoenergia, etologia e terapia regressiva e transpessoal. Contamos com a presença marcante e de simplicidade cativa do psicólogo Dr. Idalino Almeida, que trouxe a missão de falar de seu conceito de ‘imagenharia’ e hipnose, com práticas divertidas, surpreendentes e de tirar o fôlego.

Nesta semana, até esta sexta, através do http://www.jordancampos.com.br/ estaremos divulgando a agenda do primeiro semestre de 2010 com muitas novidades.

Obrigado a todos os participantes que se graduaram para o WS Avançado – Master – que ocorrerá em 2010. Teremos Workshops em iniciação a partir de Março, mensalmente; Workshops Intermediários por bimestre; e Workshops avançados por semestre.

Segue algumas fotos abaixo:

A Turma Reunida

Em ação

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Intergração dos Hemisférios Cerebrais - Urgente para os dias 'modernos'.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Presença especial do Dr. Idalino Almeida

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
O que você acredita se torna verdade.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
"Soninho Gostoso" com auxílio da boa Hipnose

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Momento Papai Noel

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Ho Ho Ho...

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Encontrar adjetivos por livre associação e circular o 'presente'.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Confraternizando... e criando amigos.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
E não é que o presente acabou voltando para mim? Presente foram vocês.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Resumindo... Diálogos Interiores e Adestrando Emoções.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Técnica Rápida de dessensibilização de Cargas Emocionais e Somáticas.

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Até breve!!!
Valeu.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

Saudade (voltando pra casa)


Adaptada por Jordan Campos
Em memória a Italvar Cruz (garanta gargalhadas do lado de lá)

Trancar o dedo numa porta dói.

Bater com o queixo no chão dói.
Torcer o tornozelo dói.
Um tapa, um soco, um pontapé, doem.
Dói bater a cabeça na quina da mesa, dói morder a língua, dói
Cólica, cárie e pedra no rim.
Mas o que mais dói é a saudade.

Saudade de um irmão que mora longe.
Saudade de uma cachoeira da infância.
Saudade de um filho que estuda fora.
Saudade do gosto de uma fruta que não se encontra mais.
Saudade do daquele que se foi cedo de mais, do amigo imaginário que nunca existiu.
Saudade de uma cidade.
Saudade da gente mesmo, que o tempo não perdoa.
Doem essas saudades todas.
Mas a saudade mais dolorida é a saudade de quem se ama.
Saudade da pele, do cheiro, dos beijos.
Saudade da presença, e até da ausência consentida.

Você podia ficar na sala e a pessoa no quarto, sem se verem, mas sabiam-se lá.
Você podia ir para o dentista e a pessoa para a faculdade, mas sabiam-se onde.
Você podia ficar o dia sem vê-la, a pessoa o dia sem vê-lo, mas sabiam-se amanhã.
Contudo, quando o amor de um acaba, ou torna-se menor,
Ou quando alguém ou algo não deixa que esse amor siga,
Ao outro sobra uma saudade que ninguém sabe como deter.

Saudade é basicamente não saber.
Não saber mais se a pessoa continua fungando num ambiente mais frio.
Não saber se a pessoa continua sem fazer a barba por causa daquela alergia.
Não saber se a pessoa ainda usa aquela saia.
Não saber se a pessoa foi à consulta com o dermatologista como prometeu.
Não saber se a pessoa tem comido bem por causa daquela mania de estar sempre ocupada; se a pessoa tem assistindo às aulas daquela pós graduação maluca,
Se aprendeu a entrar na Internet e encontrar a página do Diário Oficial;
Se aprendeu a estacionar entre dois carros; se ele continua preferindo Coca-Cola;
Se continua preferindo suco;
Se continua sorrindo com aqueles olhinhos apertados;
Se continua dançando daquele jeitinho enlouquecedor;
Se continua cantando tão bem;
Se continua detestando o MC Donald's;
Se continua amando;
Se continua a chorar até nas comédias.

Saudade é não saber mesmo!
Não saber o que fazer com os dias que ficaram mais compridos;
Não saber como encontrar tarefas que lhe cessem o pensamento;
Não saber como frear as lágrimas diante de uma música;
Não saber como vencer a dor de um silêncio que nada preenche.

Saudade é não querer saber se a pessoa  está com outro, e ao mesmo tempo querer.
É não saber se ele está feliz, e ao mesmo tempo perguntar a todos os amigos por isso...
É não querer saber se a pessoa está mais magra, se a pessoa  está mais bela.
Saudade é nunca mais saber de quem se ama, e ainda assim doer;
É deixar partir e mesmo assim continuar de mãos dadas para sempre.
Saudade é isso que senti enquanto estive escrevendo e o que você, provavelmente, está sentindo agora depois que acabou de ler...

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Não Discuta a Relação !!!

Hoje à noite, 30.11.2009 realizamos a divertida palestra: "Não Discuta a Relação e Seja Feliz".
Um momento de reflexão para as nossas urgentes questões que envolvem relacionamento.
Brigas, desentendimentos, cobranças... Veladas por vítimas de si mesmas, na vergonha e no medo de muitas vezes se mostrar do jeito simples que se é.
As mulheres tiveram a sua revolução, mas agora parece que uma silenciosa e sublimnar questão masculina está surgindo, um homem mais sensível e carente e uma mulher mais dominadora e distante???
... Invertemos o papel e com medo de assumir de cara limpa, acabamos descontando em horas de discursos inúteis, de divórcios fáceis e de uma emoção doente e que anda em círculos.
Foi muito bom refletir com vocês.
A palestra foi vocês que fizeram!!!














domingo, 29 de novembro de 2009

O Que os Olhos não Vêem o Coração pode Sentir.


Por Jordan Campos

Derrama em mim amigo, esta chuva.
Não desista de gritar aos meus ouvidos, mesmo quando me fizer de surdo.
Nem quando eu teimar em te esquecer, quase de propósito.
Pois vejo seus olhos bem abertos em minha’lma
Grato.

Alguns dizem que vc é Deus,
(você deveria ser bom então de dublagem, quando o céu se abria)
Outros que foi um filho e irmão bem a frente de nosso tempo,
(os gênios os são e morrem cedo)
Ou que foi um grande Espírito de luz
(Mas qual, na fonte não o é?)
Também que foi os três – trindade.
(Ah, Constantino!!!)
Até que não existiu comentam.
(seria mais fácil.. para alguns)
Pra dizer a verdade acredito em uma das premissas acima.
Mas fica cá entre nós e os que me sabem.

Conforta-me e me deixa orgulhoso de poder ter contato com tua 'história'.
Mesmo meio remexida e adequada...
Mesmo que o namorado da Madonna tenha mais referências no google do que ti.
(essa foi péssima)

Há os que criticam sem saber...
Mas, se alguém juntar todas aquelas palavras, conceitos, parábolas e métodos.
Vai ver que mesmo aquilo tendo sendo escrito bem depois
O conteúdo é imbatível...
Quase impossível para a época
Alguém conseguir contar uma “historinha” gigantesca
Em moral, vida e amor como é.
Atemporal.

Se tiraram algo, ou colocaram outras...
Se as Marias foram santas ou não.
Ou se a estrela de Belém foi um disco voador.
Tanto faz: a mim não mudou – a essência.

Sim estas palavras são um louvor.
Sem religião explicitada e estando em todas...
Como só vc e eu sabemos.
Hei de comer este pão que me entregas a cada dia.
Que assim seja, e seja cada vez mais.
Faz chover... e abre as comportas do céu.

sábado, 28 de novembro de 2009

Muro das Lamentações


Por Jordan Campos

Quando tudo parece dar errado.
Quando o 'gás' acaba de repente
Quando vem aquela febre do nada.
Quando a agenda do celular não leva a lugar nenhum...
Quando acaba o 'dinheiro' e mês ainda tem
Você é meu muro das lamentações.

Quando o céu fecha e os relâmpagos iluminam
Consertando a antena do telhado
E o vento indicando que a direção foi totalmente errada
Mas mesmo assim por teimosia continuo...
Tentando resistir para ver aquele filme de novo e de novo...
Você é meu muro das lamentações.

Quando a lanterna queima no acampamento
Depois daquela história do disco voador.
Quando meu reflexo no espelho some.
Quando o DVD de Shakira começa a pular e trava tudo.
Quando em todos os sites dá “bad server, bad server...”
Você é meu muro das lamentações.

Mas quando a água virar vinho
A lua encostar na Terra que de um salto possamos estar lá
Quando quiser visitar a Terra do Nunca com roupa de dormir.
Quando seu cachorro falar que não agüenta mais a ração
Da tal última geração..
E o rádio não parar de cantar canções de amor
E isso de repente for ensurdecedor...
Quando você se arrepender e não puder voltar
Quando teimar que depois do rio não há mar.
Quando procurar no google manual de instrução para 'estátua'.
Ou simplemente quiser chorar...

Eu serei o seu muro das lamentações.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Antologia

Por Jordan Campos

Era uma vez uma menina de traços fortes e alma tímida.

Ela tinha um velho piano e remendos de peças de família.
Ela tinha uma irmã-espelho que às vezes a confundia e outras a consolava em dias de trovões.
A menina era triste por não poder falar, só tocar.
A menina tinha um bocado de sonhos naquelas notas imensas e prolongadas.
Quem não esconde seus mais secretos desejos num baú qualquer?
Alguns perdem de vista e nunca mais o encontram – num universo paralelo.
Outros, sexuais e criativos, compõem e criam o surreal.

A menina tinha medos, traumas e vergonha.
Chorava escondida e jurou um dia ser feliz.
‘Mochilou’ as partes de sua identidade que restou e foi tentar a sorte na cidade grande.
Uma fuga e um encontro.
Descobriu que as ‘nuvens não eram feitas de algodão’...
E que os homens precisavam parecer mais que são: sendo feios, envergonhados e inseguros.
Ela não teve pena deles e os usou a seu bel prazer.
Confundiu tudo e fez escolhas também.
Magoou um tanto e se vingou um pouco de seus pais, avós, ancestrais e daquele deus da igreja.
Ela não precisava ir mais à igreja para saber o que é certo e errado.
Ela não precisava de anéis de brilhantes para adornar corações de pedra.

E lá ia ela, a menina do piano, de cabelos desarrumados.
Um dia tomou a pílula maldita da lucidez para testar como seria fazer o papel.
Foi o início do fim... Um outono necessário de folhas que caem.
Antes uma profana explícita que uma canalha silenciosa.
Ela não sabe ainda o que quer de tudo isso.
Mas sabe muito bem o que não quer.
Nem sempre faz o melhor para si mesma, mas nunca faz o que não está a fim de fazer.

Ontem ela machucou os dedos quando uma’ ficha’ caiu.
E ficou preocupada em deixar o piano assim enferrujar.
Sua antologia estava ali.
Ela está agora entendendo que não é a cobertura, e sim o sorvete.
Pronta para melar o nariz e sorrir sem precisar mais de palavras.
A canção, enfim está voltando...
A paz chega iluminado seu olhar... Está escutando as dores do silêncio e deixando-as partir.
Entregando seus sentimentos, corpo e mente...
E reaprendendo a voar.

A menina pode estar ali, aqui ou ao seu lado bem agora.
Pode estar num e-mail escondido, no seu trabalho, ser sua vizinha,
Ou a mão que escreve agora estes versos soltos.
Mas isso agora é o que menos importa.


...

domingo, 22 de novembro de 2009

Aconteceu: I Congresso Nacional de Terapia Regressiva

Foi realizado entre os dias 20 e 22 de Novembro de 2009 o I Congresso Nacional de Terapia Regressiva em Salvador - BA. O evento contou com terapeutas, psicólogos e médicos de todo o Brasil que discutiram a terapia regressiva e suas diversas formas de aplicação como alavanca do futuro da saúde do corpo, mente e espírito. Fronteiras se quebraram, rótulos ressignificados e desmistificada foi, esta valiosa ferramenta para a humanidade.

Com muito orgulho eu, Jordan Campos, fui um dos conferencistas apresentando o tema: Terapia de Regressão no Tratamento do Transtorno do Pânico e Ansiedade Generalizada. Fruto de pesquisa, vivência clinica e muito amor, estou desenvolvendo com sucesso uma nova abordagem e tratamento para este 'mal' da modernidade. Aproveitei para disponibilizar meu livro e-book no Congresso: Entrevista com o Pânico. Este livro já rompeu as fronteiras do país e em menos de 45 dias de pré-lançamento já vendeu mais de 500 cópias.

No próximo ano estaremos em São Paulo, que será sede para o II Congresso Nacional, e em 2011 viajaremos para a Turquia - sede do Congresso Mundial e levaremos um trabalho belíssimo para o Mundo ver o que brasileiro faz.



Congressitas de todo o país reunidos.














Mesa com os conferencistas na abertura do Congresso.



O terapeuta baiano de regressão e transpessoal  Jordan Campos apresentando.





















Jordan Campos abriu o evento.






















Jordan Campos demonstra sua técnica de personificação do trauma, com acesso ao inconsciente profundo.












O Autor e sua Obra.















Autografando seu livro para a psicóloga piauiense, Sra. Olinda. Em breve estaremos lá.













Dr. Ribamar Torurinho (Teresina - Piauí), pediatra e terapeuta de regressão. Um novo amigo que a vida me deu, com muita "química" como o próprio disse. Sentimos isso juntos meu querido doutor.



















Renato Coutinho (Recife - Pernambuco), psicanalista, pesquisador e psicoregressor. O homem de 150 sonhos. Uma figura marcante, sensível e de muita força. Um amigo instantâneo.



















A paulista Marta Moreira Mendes, pedagoga e psicoterapeuta. Uma mestra de talento, pesquisa e doçura. Alma grande!!! E já eleita presidenta do próximo Congresso em São Paulo.










O psicólogo paulista Davidson Lemela, diretor científico da sociedade brasileira de vidas passadas. Um Ser carinhoso, sereno e espiritual.




















O carioca João Carvalho, psicanalista transpessoal. Objetivo, de verbo forte e 'batizado' na Bahia. Preocupado na sistematização do novo e escritor.






















As amigas terapeutas baianas. Graça, Letícia, Conceição e Bete.
















A turma reunida em intervalo.

















Momento descontração. Renato sendo hipnotizado por uma inusitada terapeuta.













Bastidores...




















Concentração.






















O presidente do Congresso, psicólogo baiano Dr. Idalino Almeida (que prefaciou meu livro) e a organizadora do Congresso, Sylvia Janaína.














Vou colocar a legenda deste momento que virou chavão no congresso: "- Este é meu garooooto..."
Este é o Mestre dos Magos, meu amigo do peito e da alma, Dr. Idalino.









As fotos do evento foram feitas por:
Ivan Fraga de Souza

FONE: (71 - 9971-7660 )
http://www.flickr.com/photos/navifraga/

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Se Eu Pudesse


Por Jordan Campos

Se eu pudesse
Reafinar meu diário sonoro, não teria feito aquela canção.
Não daquele modo egoísta, afiado.
Estou retrô assumido, mas sem o verniz costumeiro dos fingidores poetas.
Batendo nas portas do céu:
- Quem é você, acaso te conheço?
Não era minha hora.

Nunca tive além de mim para oferecer
Nunca tive tanta pausa para escrever, como agora.
Às vezes sinto falta do que nunca me fazia falta.
Não existe “efeito borboleta” em minhas veias...
Apenas o sangue que corre por aqui, corre por pura falta de opção.

Nossa! Se eu pudesse...
Mas me perdi de madrugada na volta para casa, naquela noite confusa.
Voltando daquele estranho Pub
Onde eu era o homenageado, mas não o notado.
Obras feitas ao vento.
Talvez tenha sido quando eu liguei a guitarra naquele temporal de Março
E aquele raio mudou tudo.

Se eu pudesse, falaria toda a verdade.
Mas quem ficaria?
Se eu pudesse, eu voltaria
Mas esta estrada não existe mais, em nenhum lugar.

Sim, e não sei o que a foto do lado tem a ver com isso.
Estou feliz, sim, claro... Relaxe.
O poeta também é um fingidor, como dizia Pessoa.
Será?

sábado, 14 de novembro de 2009

Atemporal



Nestes dias tenho feito auto-regressões potentes estimulado por uma velha amiga paulista que conheceu um mundo estranho há cerca de 23 anos atrás, no qual eu estava lá, mas que como Plutão, foi rebaixado, por um astrônomo ridículo e egoísta qualquer.

Ela conta sobre meus tempos de infância e sobre façanhas e coisas misteriosas. E outras lindas, como a alma dela é.
Sim, sou eu na foto ao lado.

Comecei neste ‘prólogo’ acima para falar de identidade ou algo similar. Afinal você se conhece bem? Saberia tudo que há dentro de você agora mesmo? O que faria com toda a informação eclodida que algum mecanismo de defesa, de boicote ou de luz guardou? Acostumamos ao agora sendo atemporais. Tememos a morte, aranhas e baratas. Criticamos os outros para nos escutar, mas se alguém falar nisso tapamos os ouvidos.
Crescemos... esquecemos o frescor de um céu azul e brilhante e rezamos para trovões não pertubarem. Ríamos deles e esquecemos tudo isso... Chega um momento em que não paramos mais de morrer. E só uma coisa pode nos salvar: a nossa história silenciosa, mas não para viver no saudoso, e sim para contemplar de cara limpa o agora – mas ela se encrava num canto qualquer do hemisfério direito. Existem pessoas boas que passaram na nossa vida, existem pessoas más e existem nós. O nosso EU que é tudo isso, sem pólos, resultado de exatamente tudo. Temos tudo numa soma divina correndo em nossas veias, feridas, lágrimas e gozos.

Minha filinha de dois anos hoje me abraçou e disse: “Pai, você é tão lindo!” – E raciocinei rápido: crianças não mentem, pelo menos até terem que fazer isso para sobreviver... ops, volta, volta Jordan.
Atraímos o que nos falta. Colocamos pessoas nas nossas vidas para aprender o que nos falta em mil personalidades congênitas atrás. Os laços de sangue vêm para dar mais uma chance, e triste é ver as partes desistirem. Volta, volta Jordan (de novo).

Queremos mais e andamos em círculos. Deixamos livros pela metade, procuramos defeitos nos nossos parceiros, e mil desculpas outras, por pura solidão. Queremos ganhar na loteria e esquecemos de olhar no espelho. Solidão voraz de nossa própria identidade que se ejetou em um dia passado qualquer e se perdeu do caminho de volta. Esta identidade aguarda num lugar triste e frio por uma simples mão, um bom banho, uma comida leve e um cafuné para dormir em paz em nosso peito, e nunca mais sair de lá.

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O Castelo dos Destinos Cruzados


Por Jordan Campos depois de ler um antigo texto do sumido Marcio.


Não procurava novas 'amizades', ao contrário, procurava até descartar algumas, já que enfadado estava com a repetição de erros, com a falta de compromisso de alguns destes ditos seres existentes...
Aí, de repente você adentra em minha vida como um furacão, sem pedir licença, de forma avassaladora, intransigente e não me ouve dizer que não quero mais. Queria?
Inicia uma devassa em minha alma e um processo (in)desejado se vislumbra.
Até quando permitirei?

Minha alma se enche de força para extravasar emoções, mesmo sabendo que riscos estou correndo, sempre...
Meu cérebro se dirige a assuntos que costumava renegar.
Luto para que a razão se fortaleça e não permita que o sentimento tome conta.
Desenvolve-se um carinho que não sei de onde veio, sou tomado de uma devoção que não autorizo, apesar de não conseguir extingui-la.

Nasce uma afeição que não sei como seria explicada sua origem...

Afinidades que não se explicam são afloradas, crescem, tomam vida, se envaidecem e passam a tomar conta de todas as outras emoções.
Sensibilidades que são sentidas e não explicadas...
Sentimentos que se despertam sem uma razão específica...
A dualidade que se faz presente sem ser questionada...
O destino que é visualizado sem estigmas de sofrimento...
A esperança que instiga mesmo sem forças...
A cabala que se fragmenta para minorizar as nuances da transição...

O sonho, que antes era pesadelo, agora se transforma para que se possa entender sua mensagem, seu discurso, seu entendimento, sua compreensão de minha vida e minha razão de viver.
A imagem que mareja de lágrimas a visão daquele que chora de saudade se reportou a isso quando nos aproximamos.

Achei tão intenso, colocar em prática as simples lições que se seguem, exprimindo que a amizade:
- é amizade na melhor forma de expressão;
- é calar para ouvir;
- é ouvir para entender.

Agradeço, então, pela oportunidade de, novamente, sentir o que é amizade e a doce sensação de ter alguém tão próximo de minha alma, um amigo, amiga, anjo.

Olho, Saliva e Paixão.


Por Jordan Campos



Você precisa de alguém que te dê emoção.
Que tenha saúde, olho, saliva e paixão.
Você precisa se convencer que vai se enganar outra vez, assim.
Se enganando em outros beijos-sapos da meia noite.
Mas que cabeça dura hein?
Não percebeu que nada irá se completar até você se completar?
Deixe a emoção tomar sua mente e se livre da lucidez dos vazios.

O engraçado é que você sabe exatamente disso tudo.
Já cansei de te dizer isso.
E agora acho que só meu silêncio pode funcionar.

Você determina o sucesso a partir da sua razão.
Influência seu destino.
Faz a sua sorte.
Realiza-se.

Mas sem risco*, você corre mais risco que arriscando*.
Seja visto, se embebede na saliva e se apaixone.
Saia do armário, da casa, do chuveiro...
Faça o telefonema no modo “emergência” mesmo.
Agora você vai precisar ser um pouquinho egoísta.

Desculpe por falar tudo assim.
Mas você me pediu para ouvir...
Então é sua a mala que tem o botão que se apertado muda tudo.
E o tudo não é nada
E o nada está esperando sua tradução.

...

domingo, 8 de novembro de 2009

Notícias do IV Workshop de Iniciação em PNL


Aconteceu neste último sábado, dia 07 de Novembro a quarta edição do Workshop de Iniciação em PNL - A Bula da Mente.
Contamos com a presença de profissionais das mais diversas áreas que tiveram contato com uma nova abordagem da PNL, muito além da clássica visão focada no mercado e nas relações em forma de conquista e persuasão. Os novos conceitos que partem dos pressupostos clássicos da programação neurolinguistica, somados às recentes descobertas e estudos no campo da biopsicossomática, neurociência e terapia regressiva e transpessoal fazem deste workshop algo realmente novo e multifocal.

Misturando teoria e muita prática, fizemos em conjunto, mais um evento emocionante com práticas de tirar o fôlego e totalmente fundamentadas e discutidas.
O conteúdo da nossa proposta vai muito além dos livros clássicos do assunto e envolvem uma riqueza de assuntos que visam o auto-conhecimento, numa grande descoberta da possível 'bula da mente'.
Encerramos assim neste ano de 2009 os workshops de iniciação e teremos em Dezembro o 'segundo módulo' - O intermediário, para os que já estão certificados nesta primeira fase.

Evoluindo estamos, não porém, por novas conquistas ou pelo fruto de novidades que supostamente nascem, mas pelo simples conhecimento do que sempre esteve ao nosso lado e não conseguimos dar nome.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Anjo Torto

Por Jordan Campos

Parecia pior... Pior que o medo de ver o sol e mais um dia chegar.
Se protegendo na noite onde tudo parece mais calmo, velado.
Refúgio único.
Ele parece mal, muito mal.
Pai e mãe que nunca teve estão mais longe ainda
A chuva é o único som e a goteira uma companhia irritante
E tudo o que já fez parece para nada servir neste momento

Quem vai ajudá-lo?
Quem vai atendê-lo?
Listas de celular servem para quando se está bem e perto.
Atualizando páginas de relacionamentos e nenhum sinal, aquilo já era obsessivo.
Longe, ali... Só a chuva o serve.
Orando para que um raio o leve para um mundo mais bonito, que seja.
Ultraromântico, quase desistente, escreveu assim num papel amarrotado:

Torpe fadiga das causas pedidas
Veneno homeopático suicida.
Acalenta-me, sentimento rude!
Cante-me uma doce canção de ninar.
No pelourinho, com as mãos atadas.
Quem me dilacera, se estou só?
Água salobra, lágrima vermelha.
Saboreiam-me, apenas as moscas.
Do leite derramado em bolsa frígida.
Do refém que paga em dobro para não devolvido ser.
De todas as canções de amor que fazem trair:
Somos iguais fingindo sermos os tais.
Da diferença que sei.
Pelo que cansei.
Depois de todas as feridas que untei.
Deste sereno artífice, da Fé dos que não recuam.
E pisam no abismo.
E simplesmente...
Aprendem a voar.

Embebedou-se da lucidez pior, com maior teor de realidade.
E lá se foi mais um, sem respostas.
Às grandes perguntas que só na sua mente se pôde fazer
Pois que palavra alguma significaria.
Sentindo-se apenas a placenta crescida e não o filho bendito.
Seu rosto era inundado e disfarçado ao mesmo tempo
Pelo choro persistente daquela noite.
Pelo suor ansioso a espera do Sol
E pela chuva que já inundava tudo.
Bela dissimulação da dor.

Arrepender-se de quê?
Perdoar a quem?
Quem era a vítima... Quem o tinha colocado ali?
Ele mesmo, destino, Deus?!
Neste momento em que o pior dos pesadelos é estar acordado
Ele se foi...
Abençoado pelo trovão e apanhado pelas mãos de um anjo.
Anjo torto e lindo, mas não caído.

Não... não havia mais tragédia, havia renascimento.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ACHADOS E PERDIDOS


Por Jordan Campos

A minha razão agora,
talvez seja o rosto que nunca conseguirei esquecer
banhado em um rastro de desejo e cautela.
Ela talvez seja a metáfora que minha música disfarça
ela talvez seja mil coisas diferentes no decorrer de um dia.
Na verdade nós somos fome e banquete ...
revezando um bombom de chocolate em plena sala de espera.

...

Eu sempre pareço tão feliz na multidão
Meus olhos são discretos e orgulhosos ao mesmo tempo
Que ninguém até então entendeu o que é que há
Deve ser que eu sou o único a dirigir sem parar
Ignorando os sinais de perigo e contramão:
Com duas mãos tapando meus ouvidos
Meu coração fica sempre sem a velha proteção.
Cheguei de novo então no velho achados e perdidos
Eu, bem, eu sempre fico um pouco dividido:
Fico aqui ou saio correndo e deixo tudo pra trás?
Velha pergunta, nova razão

Ligue para o achados e perdidos
Peça para passar a ligação
Ligue para o achados e perdidos
Talvez você possa enfim se encontrar
De certa forma você sempre vai estar por lá.
É que nós pertencemos a este lugar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ousar ( reprise )



Por Jordan Campos

A maior experiência da vida são as pessoas complexas. O real bom combustível separador do achismo vazio, da verdade mais real que existe são as pessoas complicadas. Subir na montanha e procurar a paz não resolve nada – lugar vazio e frio. É no meio do suor, da lágrima, do frio na barriga... Que repousam as mais eloqüentes lições.


É necessariamente quando tudo parece ruir, quando a dor aperta que tudo está no caminho de se resolver. Você conhece algum momento da humanidade onde se mudou, evoluiu... Sem que houvesse revoluções, guerras, mortes? Não... desconheço. A própria fase histórica onde nada se fez, nem uma rebeliãozinha, foi a idade Feudal ‘das trevas’. Com a nossa alma é a mesma coisa é preciso que venha a revolução, que doa, que sangre... Que morra a velha carcaça e que reine absurda: a nova casca.

Pedimos e recebemos, mas quase nunca da maneira como queremos que seja. Dizemos: “que seja feita a vossa vontade” e assim que terminamos listamos as nossas. Coragem Irmãos!!! Amigos, companheiros...

Peça.

Mas cuidado: para quando seu Deus bater em sua porta você não esteja no quintal procurando trevo-de-quatro-folhas. Tá doendo? Mergulhe que vai curar. Acredite na lógica maior. Abra a porta, vai, vai!!! Estas palavras não estão sendo escritas por que li no livro, escutei de alguém... Vivi o absurdo da altura do pico e da profundidade do penhasco.E começo a entender com a ajuda desta gente que amo, a gente. Escrevo pela emoção de quem tem na pele isso tudo.

A vida é curta: você não vai conseguir ler todos os livros que quer ler. Não vai conseguir visitar todos os lugares que sonha. Não vai saber todas as novidades que acontecem neste segundo nem em 100 anos. Então... Se a artéria do teu coração, neste exato momento estourar e você cair neste teclado... o que ficou? O que fica?

Pense nisso.

Ouse aceitar a tua revolução neste segundo e comece a mudar o resto de sua existência.

domingo, 25 de outubro de 2009

Tradução (A Canção) / Jordan Campos

Compartilho aqui no blog o clip da canção "Tradução", de minha autoria.
Ela leva minha voz e violão apenas e é climatizada em cenas do filme "Romance" com o Vagner Moura e Leticia Sabatella.
Engraçado que a minha saudosa Muros de Vento a musicou em um CD acústico ao vivo que se esgotou no tempo, então aqui vai a versão apenas de voz e violão caseira mesmo, feita por mim.

Êita terapia boa esta. Espero que gostem.
O clip tem legendas da letra da canção.



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A PESSOA


Por Jordan Campos


A pessoa queria um palácio
Eu só queria um endereço.
A pessoa queria o prato mais caro
Eu só queria “matar” a fome.
A pessoa queria o carro do ano
Eu só queria chegar.
A pessoa queria o maior salário
Eu só queria pagar em dia.

A pessoa me pediu o Sol
Levei-a para um pôr-do-sol, e ela de óculos escuro.
A pessoa me pediu a Lua
Fomos ao telhado sem nuvens e ela de costas lixando as unhas.
A pessoa me pediu um presente
Me embrulhei numa caixa, ela abriu e ficou procurando em minhas mãos.

A pessoa disse que queria ficar rica de vez
Eu olhei a agenda do meu celular na parte “contatos” e disse que eu já estava.
A pessoa não entendeu:
Eu tenho Amigos.

A pessoa só queria supérfluos.
Eu só queria o essencial.

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domingo, 18 de outubro de 2009

Semana de Sumiço


Nesta última semana estive um pouco ausente do blog, correria e mudanças de horário em minha agenda e novos rumos e desafios na escolha em ser uma ferramenta ao meu próximo. Do filantrópico óbolo ao requinte executivo, revelo minha projeção, como diria Jung.

Nossa, estou precisando de uma secretária externa urgente, um braço direito, e porque não um esquerdo também. Incrível que coloquei alguns anúncios e as pessoas realmente ‘viajam’ com seus currículos mirabolantes. Os mais ‘velhos’ não colocam data de nascimento, os mais novos ainda com seus e-mails tipo: ‘aninha_sapeca@hotmail...’ ou pior: 'andrea_muito_louka@gmail...’ Quem iria chamar estas criaturinhas para uma entrevista? Vou ter que incluir no roll de palestras que dou uma apenas para redigir currículos. Não falei também das fotos que acompanham os currículos. Pedi ‘com foto’, não para discriminar ninguém, mas para ter uma idéia de como a pessoa se preocupa com sua imagem. Foi o fim... De 188 currículos que recebi, pedindo fotos, apenas 55 enviaram. Destes que citei tem ‘fotinhas’ de Orkut, poses e beijinhos, olhares fatais e até de defuntos. Meu Deus!!! Depois reclamam de desemprego e falta de oportunidades – as pessoas não sabem nada de marketing pessoal. Precisam de um curso completo. Se algum empresário estiver lendo este blog podemos fechar uma turma destas, ok?

Pronto, consegui nove currículos, que se não tiverem clonados, servirão de base.

Saudades de minha secretária Milla, que hoje mora na Espanha, bem casada e lutando. Ela era o ‘cara’. Nunca encontrei ninguém igual à Milla. Isso quando eu era dono de um estabelecimento de educação / e a sala da direção era um pequeno laboratório de terapia (risos). A Milla era fantástica, cuidava de tudo e quando eu entrava com cara de estressado me expulsava da minha empresa mandando um corte de cabelo, um jantar e dizendo: não me apareça aqui até estar ótimo, e ela deixava tudo ótimo, até nas crises.

Bem, nestas noites, mudando de assunto, andei um pouco pela madrugada de Salvador e as ruas mostram fantasmas e zumbis que ganham e perdem a vida. Eu me senti frágil, mas jamais culpado. Viajei ao Taj Mahal e ao submundo da favela mais frágil. Semana de opostos e energias complexas. Acabei de tomar um banho que vou dar a receita: água fervendo, dez pedras de cânfora, vinagre de maçã, sal grosso e alfazema. Não, não é um kit despacho, é algo científico na minha transpessoalidade e cada elemento assumindo um papel na limpeza e clareza do corpo, mente, espírito e perispírito.

Que venha nova semana, estou pronto para você.

Amém.

sábado, 10 de outubro de 2009

Inexata exatidão.

Por Jordan Campos



Quisera eu, nos vinte e poucos anos pretéritos que antecedeu sentar aqui às 02h04 da manhã, e ter o afã de pensar poder ler todos os livros, provar todos os gostos, saber todas as falas e rimas, todas as formas de tocar meu violão e os instrumentos imaginários que embalaram o extremo bipolar que sou e que somos.

Hoje presto atenção na sombra do vento que me revela segredos que não escutava antes. Sei que poderia ter feito melhor, que deveria ter calado naquele minuto que me rendeu dois anos de discussão, que falhei tentando ser mais do que supunha, mas que ri horrores justamente por não levar teorias ao travesseiro. Será que evolui? Não, a evolução não é a idade, não é o ganho tecno-cultural, nem tampouco as facilidades de se fazer mais e, ou melhor. A evolução é simplesmente se dar conta do que sempre existiu. Na verdade tudo já é, só traduzimos. Evoluir é traduzir. E das minhas histórias caladas parei de culpar, exigir de mais ou arrepender. Se eu voltasse, se nós voltássemos àquele dia, faríamos exatamente igual. Pensamos que teríamos outra ação, e isso é mero engano. Truque do ego que interpretou a conseqüência póstuma, nada a mais que isso. Eu gosto muito do que sou hoje, então agradeço aos meus desafetos, a quem me fez chorar, às doenças, aos colapsos, aos divinos demônios que são responsáveis por que eu seja exatamente assim. Devo tudo a vocês, também.

Não é triste agora saber que não irei a todos os lugares que queria, nem que não vou conseguir ler tudo que queria, nem pecar o tanto que queria... A existência, nesta sala de aula do grande Educandário, é curta demais para lamentações e extremos culposos. O tratado do amor platônico tem que sair do papel. Rapunzel tem que cortar os cabelos e abrir a porta da casa e apresentar a escada e a mesa de jantar - a Esperança que entrou de verde tem que voltar, e de verde ainda mostrar seu interior multicolorido. Nem vou corrigir o que estou aqui digitando numa velocidade psicográfica, vou deixar como está. Nesta ‘sala de aula’ existe uma escolha, e não várias desculpas. Sem passado ou futuro, só presente. Embrulhado dentro de nós.

De exato, minhas histórias caladas, explicitadas no inexato ato de meu olhar clandestino. De inexato a centelha divina da surpresa do segundo que vem, e que venha de todo, da forma que vier, ‘que seja feita a vossa vontade’. E mesmo se rebelde permanecer, vou baixar a cabeça e tentar não reagir e só sentir. Quando a febre vier me provar de novo que luto, quando eu terminar este falatório... Vou deitar e fechar os olhos para o fora e abrir para o dentro.

Sim, desafinei naquele dia. Sim, não sou tão grande quanto supunha. Sim, falhei naquele dia e noutro. Sim, emprestei sem poder e queria de volta o mais rápido. Não, não fiz por mal, não me leve a mal, se puder me perdoe. Sim, às vezes duvido, quem não o faz? Mas sim, só espere de mim uma sinceridade tão ilógica e dessocializada que por vezes desentenda. Sou o homem-sol que adora tempestade, sempre.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Ciência do BEIJO


Por Jordan Campos

Existe algo mais delicioso do que o beijo?


Se você, por exemplo, respondeu: chocolate, experimente chocolate com beijo, então. Você pensou... “sexo”? O beijo é o tempero do sexo, pelo menos falando em sexo total e não no ‘sexo puramente genital’. Ou seja, para tudo que você pensar eu defenderei que fica melhor com beijo. – O grande termômetro da relação.

A falta do mesmo numa relação, no entanto pressupõe alguma sombra lacunar que deve ser pensada e se possível corrigida em tempo. E se você acha que não sabe beijar, vamos concertar este conceito. Sim, você sabe beijar. Apenas pode não ter encontrado alguém que beije e responda ao mesmo como você. Se você baba, há de encontrar a sua alma gêmea da baba. Se beija o nariz ao invés da boca, alguém há de te beijar o nariz e se melecar juntinho... E por assim vai, mas, por favor, relaxe.

Segundo o kama sutra existem 30 tipos de beijos. Vou prosear aqui no blog sobre alguns, sob meu ponto de vista, como terapeuta que sou, para ajudar nos relacionamentos e levantar a bandeira eterna do BEIJE MUITO. Assim como ninguém merece o ‘papai-mamãe’ sexual de sempre, o beijo é a mesma coisa, então vamos lá:

- Beijar de lado é o mais comum, inclinar as cabecinhas e começar a investigação é a preferida das novelas e do cinema. Permite uma penetração profunda da língua, para os que beijam de língua. (pois existem aqueles casos de vácuo de boca, terríveis – você espera que algo venha de lá e fica um vazio...) Recomendo este beijo para iniciar um relacionamento com o pé direito.

- O beijo inclinado quando um dos dois coloca a cabeça para trás e a outra pessoa, que a segura pelo queixo, a beija. Recomendo nas preliminares, quando se prefere fazer sexo com lentidão e de frente.

- Tem o beijo direto, quando os lábios dos dois se unem diretamente e se chupam como se fossem uma fruta madura. É um tipo de beijo em que o importante é que além de serem chupados, os lábios sejam mordiscados e levemente acariciados com a língua. Pode ser mais excitante do que o beijo de língua.


- Temos o beijo com pressão, onde os lábios se pressionam fortemente com a boca fechada. É um beijo para iniciar a relação ou para terminá-la, tipo oito ou oitenta, não convém mantê-lo por muito tempo. Os dentes se cravam na parte interior dos lábios e pode sair sangue.

- Já o Beijo superior ocorre quando um dos dois pega o lábio superior com seus dentes e o outro devolve o “carinho” beijando-lhe o lábio inferior. É um beijo autoritário, para dizer quem manda na ‘parada’.

- O Beijo ‘luta de língua’ é aquele que se atira para todos os lados... Dentes, gengiva, o céu da boca, o aparelho, a obturação, o canal...

- O Beijo palpitante acontece Quando um dos dois deposita sobre os lábios milhares de beijos bem pequenos percorrendo toda a boca e a junção dos lábios. É bom no pós orgasmático para quem tem, o no pós fingimento para quem o faz.

- O Beijo nominal é legal. Você toca com os dedos os lábios do outros, abre e beija e fica repetindo isso com dedos e língua... muuuuito bom. Recomendo.

- Beijo com um dedo, quando o amante percorre a boca da amada por dentro e por fora com um dedo. Sim, vai o dedo e a língua junto. Lave as mãos, ok? Por que já bastam as bactéria da boca. Santas bactérias.

- Beijo com dois dedos, quando uma das pessoas fecha dois dedos, molha-os ligeiramente nos lábios do outro e faz uma pressão sobre sua boca. É meio cafajeste, e não costumo usar.

- Beijo Capilar, este é dado na raiz dos cabelos... Uma ótima opção para acordar, ou para iniciar a pegação.

- Beijo nos pés – Olha, vou dizer, poucos sabem a satisfação de dar e receber este aqui. Não é apenas dar beijinhos não. É beijar de língua o pé inteiro, as entradas de cada dedinho, joanetes, etc etc... Faça após o banho.

- Beijo viajante é o beijo que não se concentra na boca... viaje, viaje... Entendeu?

- Não poderia deixar de incluir o beijo no peito ou nos seios... Esse é um beijo onde a umidade e a pressão são fundamentais. Algumas pessoas quando estão chegando lá, intensificam tudo se sentirem uma leve dor no bico do peito ou seio. Vale tentar.

Bem, agora treine sem parcimônia e renove seu guarda-roupa de beijos.

Se tiver alguma sugestão ou quiser postar a sua experiência com um dos beijos acima, fique à vontade, mas nunca na vontade.

domingo, 4 de outubro de 2009

O Ser Humano está doente.


Por Jordan Campos

Não falo dos sintomas, nossos maiores amigos. Falo do conteúdo disto, da consciência presa no calabouço das sombras. Das nossas sombras de pecado, certo e errado. Bipolares buscando um pólo que seja.

Quando um amigo, se é que tens um de verdade, te mostra a verdade nua e crua, fala o que te falta na sua cara e te revela seu lado sombrio, falseado de vã moral, o que você acha? Que ele de repente virou inimigo? Poucos ou quase nenhum tem a coragem para isto. Mas, não estamos a sós, os sintomas fazem esta parte. Tiram-nos do trono do ego e nos mostram como vermes reféns. Oh, bendito sejam, mas malditos são nas nossas línguas, os ‘pobres’ recebidos na pele ou na mente, vez ou outra.

A medicina preventiva de nada adianta para eles - quanto mais procuramos a cura total, mais chamamos o seu oposto. A prevenção só serve para alertar ao acúmulo de toxinas ingeridas pela boca, pulmão, pele, ouvidos, olhos e mentes. Mas é incapaz de barra a doença que seja, e sabemos muito bem disso. Mas ler isso nos choca e incomoda.

Tudo há de ter seu pólo, e assumí-lo é a única prevenção real. Somos bons e maus, somos curtos e longos, temos aqui um reflexo de todo o universo. Não há a evolução como supomos, há apenas um saber melhor sobre o que sempre esteve ali. Somos TUDO tentando nos dividir, isso gera a angústia. Como um livro, feito e oportuno. A cada vez que o lemos parece que tudo muda nele - se não tivéssemos a certeza de que seu conteúdo não muda, acharíamos que foi trocado e reescrito. O que muda é o momento, a clarividência de se abrir ao que sempre esteve ali. Pensamos que conquistamos, mas apenas tomamos ciência.

Se de repente achamos a beleza bela, acabamos de pressupor a feiúra.

A queda não é o fim. Mas o começo recheado de luz. Na história cristã a queda foi de Lúcifer e o que este nome significa? Significa: ‘o possuidor de luz.’ – A queda é repleta da luz, a doença também. Tudo é UNO. E os maiores heróis da história, Deuses e curadores tiveram que descer aos infernos, enfrentar os monstros para ter a iluminação. Até Jesus tentado foi no deserto. A história nos revela que só enfrentando a sombra como parte de nós poderemos ascender a tentar a saúde total, pois a luz sempre terá uma sombra.

...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Toda a Loucura que nos há.


Por Jordan Campos

Há quem goste dos venenos mais lentos!
Sentir o consumo quente de todo o suor
Pensar num instante em tudo que se fez ou nunca também
E lentamente se deixar levar ao limite do antídoto
Acha que o veneno trará a imunidade...
E arcará sozinho com as responsabilidades e seqüelas
Sozinho. Egoísta proposital.

Há quem goste das bebidas mais fortes!
O absinto que sinta queimar toda a tola razão
E poder dizer de cara limpa que não foi o próprio que estava ali.
Fuga mesquinha e covarde? Mas o que fazer nessas horas?
A garganta acesa para falar o que há
Para tentar decifrar se foi um vício ou uma queda
Tentar.

Há quem goste das drogas mais poderosas!
Para aprender a lutar, academia da mente.
A química que corre nas veias o pertence.
Mas acham que não pertence a ela. Tsc, tsc...
Doses e overdoses para parar esta louca ansiedade
E controlar o pânico no que não existe.
Existe?

Há quem goste dos cafés mais amargos!
Para acordar de vez dos pesadelos mais absurdos
Para olhar em volta e apenas soltar um suspiro esquisito
Para queimar a língua de todos os julgamentos em vão.
Para restabelecer a ordem no barril de pólvora
E eu que nem tomo café
Tomava.

Há quem tenha um apetite voraz
E os delírios mais loucos
Roubando frases feitas a sangue frio
E montando suas próprias conclusões
Tendo o impulso dos que vão à lua sem construções
Fazem para si nem sempre o que há de melhor
Mas nunca fazem o que não querem fazer não!

Há quem goste de brincar de calda de chocolate.
E esquecer que na verdade não é a calda, mas sim o sorvete por debaixo.
Há quem não é contra e nem a favor, muito pelo contrário.

Existem também os normais, nunca entendidos, no hospício mais próximo.