sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Diário de Bordo – Jordan na Turquia – 21/10/11 –Am I an Indian Citizen?Por


Por Jordan Campos


Todas as novas fotos e as “proibidas” (risos) no link: http://www.flickr.com/photos/jordancampos/

Minha barba estava grande e eles não têm adaptadores de 110V. Talvez por isso, todos dizem que tenho quarenta anos? Uau, eu sou um bom partido quarentão (risos). Este diário se inicia na madrugada deste dia 21/10, quando no Brasil ainda era dia 20/10. Estou no futuro: muito cuidado com isso.  Na minha apresentação eu mostrei a forma como eu uso a iridologia, e para minha surpresa, eles não conheciam este tipo de “iridologia transpessoal.” Eles se acostumaram com iridólogos que olham suas íris e dizem sobre colesterol, estômago ácido, tendências a problemas glandulares, etc... Ficaram surpresos com o novo olhar que fala, por exemplo: “eu vejo nos seus olhos que você não digere as emoções, que seu pai não te deu carinho, você não administra isto até hoje, tem raiva dele e isso consome seu fígado com gordura... sofreu um trauma de desvalorização há 10 anos e isso afetou seus ossos...” Isso é novo por aqui! É que a maioria dos iridólogos não é terapeuta, e não entram no infinito campo emocional e etário que a íris revela.

Bem, isso me rendeu até agora a marcação de nove consultas de iridologia com 5 Indianos, 1 Paquistanês, 1 Turco, 1 Italiano, 1 Americano e a fila aumenta (opa...)... Atendi da meia noite de hoje até as 4 da manhã, o grupo de Indianos. E agora, sem tradutor ou ajuda, meu inglês técnico surgiu. Já estou pensando e sonhando em inglês. E recebendo em Euros pelos exames (não aceito dólar, ok? rsrsrs). Estão pedindo para eu ficar mais uma semana só para atender iridologia, vou pensar sobre...  Voltemos: Olhar aqueles Indianos profundamente foi maravilhoso. Logo a Índia, um país espiritualizado, se admirou com a potência e a precisão desta avaliação. O pessoal da Índia disse que eu tenho provavelmente uma vida passada lá, dizem que eu sou tão “cute”. Eles são uns fofos e me chamaram para em 2012 participar de um grande evento lá para falar de Iridologia. Eu vou!!! Teve até uma família da Índia que me propôs não voltar ao Brasil agora e estender um mês na Índia, com casa, comida, roupa lavada e muitas consultas por dia... Está sendo muito interessante meu contato com esta nação. Digo que eles me olham diferente e me tiraram de “mascote”. Fico honrado, pois respeito e admiro imensamente a espiritualidade daquela cultura, e se gostaram de mim, devo ser “gente boa”.

Em contrapartida aos meus atendimentos de iridologia tinha uma das Indianas que é considerada um grande oráculo por lá. Ela me colocou sentado na madrugada e sacou um “tarot indiano”, e desta vez meus olhos foram fitados. Ela começou a falar de minha vida de forma surpreendente. Sobre eventos ocorridos recentemente e sobre o que me espera!!! Um momento engraçado foi quando ela foi falar de sentimentos, amor! Ela pediu que antes de dizer o que me esperava, que eu dissesse o nome de quatro mulheres que possivelmente eu poderia me casar, ou re-casar, ou tê-la como parceira. Eu disse: “quatro?”. “Mas não tenho quatro pretendentes!” Ela firmemente disse: temos sempre cinco possibilidades na vida. Escolha... (pausa dramática)... Foi muito bom, falamos de terapia, planos, business, Love and other small great things.

Acordei às 8hs. Muito bem disposto. Café da manhã com olhares carinhosos de todos e fui assistir à apresentação de meu mestre, Hans Tendam. Apresentação focada, segura e no estilo dele. Decidi fazer a barba no salão daqui. Entrei e o cara era um Turco e me disse, com o sotaque carregado, para que sentasse. Expliquei o que queria com cuidado: “não tire muito a barba, passe a máquina com o pente n.02”... Ele riu e disse que ele era o “barbeiro” que sabia o que fazia e completou: “Don’t be Panic!” Pôxa, depois dessa sentei e observei. Para variar ele praticamente tirou a minha barbada t e estou com uma cara de pinto mal dormido. ( ... )

A tarde foi de mais palestra e atendimento em iridologia. Não vou conseguir atender a todos, infelizmente... Estou achando incrível a experiência de atender diversos países levantando e sentando da cadeira. Fiz um método mais rápido para conseguir satisfazer a todos e eles ficam tão emocionados. Uma Indiana disse: “Eu sei que isso não é técnica, eu vi quando você na sua palestra olhou nos olhos daquela mulher e em 10 segundos falou tudo dela. Eu vi naquele momento... A sua aura abriu e uma cor forte entrou pelo topo de sua cabeça. Você sabe disso. Seu atendimento é feito de outra forma, Jordan.” – Bem, não vou discutir com uma Indiana terapeuta legítima. Engraçado que meu inglês flui bem melhor com eles. Com um americano, por exemplo, preciso de mais concentração. Uau...

A Tulin, presidente do Congresso, informou que teríamos uma surpresa pela noite, e que subíssemos ao salão Royal, onde eu me apresentei. Escrevo agora este diário às dez para uma da manhã do dia 22/10, no Brasil são 07:50. A noite aqui acabou. O que rolou? Olhe as fotos no link lá de cima direto no Flickr, ou se estiver no facebook abra meu álbum da Turquia e desça as fotos. Uma dançarina de dança do ventre entrou arrebentando. Era festa!!! Bem, minha religião não proíbe isso, então... Cai na festa e liberei subpersonalidades que nem eu sabia que tinha. Uma colega apresentadora de Congresso e dançarina, a de blusa verde nas fotos, parou a festa quando fez a dança do ventre com um copo de água na cabeça. Todos aplaudiram e ela disse que só as mulheres podiam ter este domínio da mente e corpo. Eu discordei. Ops... Detalhe? Fui parar no meio do salão, com uma saia vermelha e tive que colocar o copo na cabeça e fazer a dança do ventre. Você deve estar pensando: “que mico, derrubou o copo” .. hahaha ... Eu fiz a coisa toda e ainda com o copo mais cheio que o dela - se isso é poder mental, força de vontade, orgulho masculino ou se eu realmente fui dançarina em outra vida não sei... Mas arrasei (risos) ...

Boa noite, boa noite... Amanhã é o último dia do Congresso. Domingo só passeio, e segunda começa o roteiro de aviões de volta ao Brasil.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O “Dia D” do Brasil na Turquia – Diário de Bordo – 20/10/11

Por Jordan Campos

Todas as fotos deste dia no álbum do meu facebook ou no link livre a seguir: http://www.flickr.com/photos/jordancampos/sets/72157627938495280/ 

Vou usar um eufemismo para resumir o dia: F.A.N.T.Á.S.T.I.C.O. !!!! Sim, isto é um eufemismo.
Não tinha como disfarçar, a pergunta era: “Quem era o representante do Brasil e da América do Sul?” “Aquele “garoto” de braços tatuados e sorriso largo”? Os olhos estavam atentos.
O presidente do próximo Congresso Mundial que será no Canadá, Mr. Bob Holmes, sentado na primeira fila da minha apresentação. Sentando na quarta fila e com papel e caneta nas mãos, o meu mestre Hans Tendam – Ele sentou para me assistir!!! Vou descrever a emoção: Imagine que você é um ator iniciante esforçado que vem “dando certo” e chamando a atenção pelo trabalho que faz, e de repente em uma apresentação sua o Robert de Niro senta em sua frente e diz: “mostre seu trabalho, atue!!!”  (entedeu???)

Uau!!! Hoje é tudo ou tudo! O mundo dirá: “Jordan, return to your country and forget it”... ou “Jordan, you are very welcome to the world body therapists and come back soon”.
Então, foi neste clima e ainda com a missão de representar a ABTR (Associação Brasileira de Terapia Regressiva) e ainda mais: colocar à prova a nova abordagem terapêutica que organizei, chamada Terapia Transpessoal Sistêmica (TTS), que iniciei. Meus alunos no Brasil precisavam disso, e confiavam em mim. Minha assessora Gabriela torcia e mandou uma msg de texto de madrugada para mim cheia de luz. A terapeuta mais linda deste mundo, a Martha Mendes, estava colocando o coração para fora de ansiedade por este momento – ela bem sabe como foi para estar aqui e tudo que vencemos. Meu facebook estava cheio de mensagens emocionantes, minha caixa de email também. Eu fui dormir às 01h00 da madrugada e às 03h30 acordei e meu corpo dizia: “você está pronto”! (risos) Eu estava completamente seguro do que ia fazer e falar e de como ia proceder e sem me preocupar com quem ia se submeter à prova prática, necessária no Congresso. A questão era que no Brasil eu já fazia muito isso, a linguagem era conhecida, mas o que 52 países vão achar? Tenho que falar uma língua universal: AMOR!!! Apertei minha tecla SAP.

Ok... Comecei a apresentação com tudo, e aqui revelo um segredo: dedico grande parte do sucesso que foi este dia à Valéria Santana, minha nova amiga, que traduziu a apresentação. Nota: ela não sabia que ia fazer isto e nem é tradutora oficial. O Milton Menezes, que faria isto não veio. E o Giancarlo, que faz as traduções para o Dr. Woolger também não. Entra em cena a Martha, e como boa ariana, resolve o “problema” apresentando a Valéria, que não conhecia meu tom de apresentação, meu ritmo, minhas intervenções... E ela foi: Perfeita! Brasil, temos uma nova tradutora, sensível, linda e competente à disposição! A apresentação durou três horas e meia, e foi preciso uma intervenção para eu parar (risos)...

Falei com ênfase da necessidade de ressignificar crenças limitantes, de como podemos fazer o simples, mascarado por formas que não levam a lugar nenhum, comum hoje em dia. Fui ousado, enfrentei a medicina ortodoxa e a indústria farmacêutica, mostrei que existe uma Farmácia da Alma interna, pronta para ser usada. E ensinei o “pulo do gato” na minha visão. Fiz várias práticas, e mostrei toda a teoria da minha criação: a Terapia Transpessoal Sistêmica (TTS). Ousei não falar o que sempre se falava, inverti a fórmula e a emoção chegou. Falei da técnica da personificação do conflito, que estruturei, e mostrei como é simples e lindo fazer isto. O pessoal achou que eu era meio bruxo, quando comecei a olhar as íris e ver todos balançarem a cabeça dizendo: “Você está vendo isso pelos meus olhos? Oh, my God!” Engraçado perguntarem onde podem ter este conhecimento de iridologia, se teriam que ir ao Brasil estudar comigo. A iridologia clássica é americana e européia e o jeitinho brasileiro de fazer iridologia chamou a atenção, isso é fantástico – agradecimento aqui ao meu professor Edomar Cunha (Brasil), Dr. Javier Salomé (Espanha) e Dr Danielle Lo Rito (Itália) que me deram a base na iridologia.
Claro, mostrei que a Síndrome do Pânico é na verdade uma grande amiga, que se soubermos o que ela quer, mudamos nossa história pessoal, como fiz com a minha quando a tive. Expliquei todo este processo, que está no meu livro: “Entrevista com o Pânico”.

O Hans Tendam interrompeu minha apresentação discordando de um ponto (risos) ... Eu estava dando um exemplo de conflito intrauterino, quando nós estamos passivos no ventre materno e o que nossa mãe sente migra para nós, e dei um exemplo onde uma mulher descobria que estava sendo traída e deixava o programa-crença: “Homem não presta”, instalado na criança e prejudicava todos os relacionamentos futuros de sua filha. O Hans disse: “Ei, esta é uma crença só do Brasil, não é?” ... Eu disse: “Não Hans, na verdade é uma crença errada, pois é claro que os homens prestam e muito...” rsrsrs.

Era chega a hora da intervenção maior, de provar que podemos evocar um conflito e colocar ele sentado na nossa frente, fazer um acordo com ele e promover uma mudança total na nossa dor. O que eu estava propondo era colocar mais um paciente na sala de terapia – o próprio conflito personificado. Como não tinha ninguém em pânico na sala e a técnica serve para qualquer tipo de conflito, deixei em aberto. O único pedido era que eu nunca tivesse tido contato com a pessoa que viria sentar ali. Para dar credibilidade ao processo.
Uma senhora inglesa quis ser chamada. Sentou na minha frente e disse que tinha uma dor imensa. Eu a interrompi e pedi para olhar sua íris. Então eu disse: “Estou vendo aqui que você tem um problema digestivo grave. Vejo que sofre de grande introversão emocional e que não consegue expressar isso... estou certo?” Ela colocou as mãos no estômago e com olhos molhados disse: “Sim, exato”. Prossegui: “Existe algo em você, algo acontecido, que você não aceitou e não aceita até hoje. Você engoliu isso, mas não digeriu, por isso seus sistema digestivo entrou em colapso. Me diga o que há.” 

Ela contou que seu filho estava desenganado pela medicina e que não aceitava aquilo, que tinha medo de perdê-lo e que isso tudo a estava matando. Que precisava de ajuda. Então, eu a coloquei sutilmente em contato com este medo e pedi para que “ele” não estivesse mais nela, que a partir de então ele era apenas uma parte assustada dela e que entraria pela porta do salão. Ela tremeu. Eu perguntei se ele poderia entrar. Ela permitiu. Eu perguntei: quem entrou na sala? Ela disse: Uma criança vestida de branco e muito triste e assustada... Convidamos a criança para sentar na cadeira à frente - colocamos as duas “cara a cara” e eu fui apenas um intermediador entre as duas, tentei na minha técnica, apenas fazer um acordo, e mudar o sintoma do medo por outro, e assim integrar estas partes, que na verdade são uma só. Então o momento mais fantástico aconteceu e que ninguém entendeu direito na hora, só depois, no testemunho da senhora a coisa toda ficou clara para a platéia. Simplesmente, para ser bem resumido, houve um momento em que não precisamos falar mais nada... a tradução não era mais necessária. Eu e aquela senhora, estávamos nos comunicando sem palavras, apenas pelo nosso campo de energia, as palavras, idiomas... Eram dispensáveis e algo grande aconteceu. Ela começou a esboçar sintomas físicos de expulsão de algo pela boca, e pouco a pouco o sorriso voltou a reinar na face daquela inglesa. Eu tentei apenas ser didático para a platéia, aquela senhora estava em sincronia profunda comigo e com a “terceira pessoa.” A Valéria, tradutora, apenas repassava o que sentia com suas palavras.
Palavras da Sra. inglesa após a intervenção: “Vocês não têm ideia do que me aconteceu. Eu pude ver, eu vi, eu vi... meu sintoma ali sentado na minha frente, e vi como ele sofria e notei assustada que era eu mesma sofrendo... Eu não sabia que estava naquele estado. De repente, uma energia que não consigo descrever, um poder imenso, muito grande, fez com que eu soubesse ou entrasse na mente do Jordan, eu acho... Eu passei a entender tudo. Eu não escutava mais a tradução, apenas escutava e sentia o Jordan sem palavras, uma linguagem que eu desconhecia... Então aceitei o acordo de trocar o medo por um “arroto-bocejo” a cada vez que aquele sintoma quisesse voltar. Eu precisava limpar meu estômago mental, aquilo ficou claro... Me reconectei comigo mesma, estou me sentindo livre... E eu me sinto leve, plena, feliz e certa que fiz algo incrível... (!!!).

Depois disso, perguntas, respostas, abraços e fui ao quarto dormir por 3 horas seguidas. Estou aqui no saguão do hotel profundamente emocionado. Agradeço a todos que acreditaram em mim e me deram apoio. Aos que não acreditaram também, pois confesso-me orgulhoso ariano que corre mais ainda atrás quando isso acontece. Dedico à minha filha Sofia, que veio a este mundo com uma linda missão. Dedico à causa humana e a Deus, que nunca me faltou. Acho que se eu tenho um diferencial como terapeuta, este diferencial é a minha FÉ. Ela me move e faz estes “milagres”, que não passam de Leis Naturais, acontecerem a cada hora em minha vida. Estou honrado pela vida. Tenho muitos planos e muito trabalho pela frente. Mando muita luz para minha nova sócia na Intercessio também.  Obrigado, obrigado e obrigado.
E tenho uma certeza maior: nada disso é meu, eu não sou o Jordan - apenas estou o Jordan.
E tenho que correr... Pois a vida é rara e frágil.



quarta-feira, 19 de outubro de 2011

19/10/2011 – Diário de Bordo Turquia 02 – Conhecendo Terreno e Sonhando.

Por Jordan Campos


Uau... Hoje foi o dia de finalmente dormir.
Depois de quase 30 horas sem dormir (não consigo apagar no avião), finalmente Morpheus me visitou. Sonhei com uma menina de vestido floral e passadeira de flores. Ela sentava comigo e conversava por horas. Ríamos bastante juntos. Acordei e me esqueci do sonho para variar. Uma sensação de proteção, uma cor de “bem” em minha alma.




Os turcos são sisudos e desconfiados. Se você pede uma coca-cola eles olham para o lado como se alguém pudesse escutar. Fiz o experimento com doces, peixe e até uma safira linda – igual.
Passeei pelo lindo Hotel Pine Bay e me preparei para a noite que seria a abertura oficial do Congresso Mundial. 42 países estão aqui representados. Todos os continentes. E quem abre o congresso amanhã? O brasileiro, Jordan. Ok, estamos afiados. Conheci a Valéria que será minha tradutora na apresentação e a química foi perfeita. A Martha Mendes, meu anjinho da guarda, acertou mais uma vez. O Idalino se diverte pechinchando nas compras. Conheci também a bela Tulin, com quem durante este último ano me correspondia por email, sempre. Ela é a presidente do Congresso. Um amor de pessoa e com muita competência.



Mas, pela tarde o grande encontro. Estudei esta pessoa há tanto tempo e de repente o holandês Hans Tendam, para mim, o maior nome mundial na Terapia Regressiva aparece.
Ele é o diretor geral deste congresso. Apresentei-me e ele já sabia quem eu era e disse assim: “quando soube que era metade brasileiro e metade holandês aprovei a sua vinda”... Uma figura linda e bem humorada. Eu caprichando no inglês e ele me surpreende com um português perfeito. Mais uma para ele. Uma honra para mim ter sido escolhido pelo meu “mestre” para falar aqui. Ele e a Tulin são os grandes responsáveis por isto. 









 De tardinha um grupo de belgas que você pode ver nas fotos me pararam na piscina para umas fotos.  Disseram: “você é o Jordan van der Zeijden?” – Choquei!!! Sou conhecido na Bélgica e levei conselho: “você tem que traduzir seus vídeos viu, nos deu o maior trabalho... Parabéns pelo trabalho”. Uau...
A noite chegou e uma abertura linda, com humor, profundidade e música clássica. Vou dormir cedo que amanhã o dia começa comigo. Brasil na área!!! De noite mando o diário do dia 20!
O diário mais esperado! Vamos lá! O vídeo vai rodar o mundo e ser mais uma referência em abordagem terapêutica – “responsa papa”!!!!!
Fui...

18/10/2011 – Diário de Bordo – Um Terapeuta na Turquia


Por Jordan Campos

Começo a escrever este diário de bordo (serão sete diários no total) sobrevoando o sul da Itália. São 16h37 na Turquia e no Brasil com o horário de Verão, 11h37. Ok, já viram que 5 horas de meu dia 18/10 sumiram. Eu que falo tanto para ficar no presente vim parar no futuro. Mas farei um futuro-presente.  Estou indo representar muita coisa na Turquia. Será uma viagem complexa em vários sentidos e de uma profunda auto-descoberta de se colocar à prova tudo aquilo que me trouxe aos 32 anos de idade, sem me sentir nem um pouco precoce pela vida em pólos rigorosos, como foi e é a minha.
Depois de algum problema que afastou o terapeuta Milton Menezes de estar lá, como Corpo dos responsáveis pelo congresso eu realmente serei o único sulamericano a expor um tema. Minha amiga e terapeuta Martha Mendes me ligou minutos antes que eu embarcasse me passando toda aquela luz. Meu amigo e mestre dos magos, Idalino Almeida já está lá na Turquia e representará a ABTR (Associação Brasileira de Terapia Regressiva) a qual defenderei no congresso. Eu tenho registro na OTHB (Associação dos Terapeutas Holísticos do Brasil) também, mas nem um mísero telefonema ou email recebi (só recebo anualmente um contato sobre pagamento de cotas mesmo), então oficialmente e de coração represento apenas a ABTR como entidade. Vivemos em um mundo em que feedback, tato e comunicação são essenciais.

Nossa! Vou falar ao mundo de algo que quase destruiu minha vida (a síndrome do pânico).
Há 11 anos quando ela me deu um duro golpe e onde tive que me virar sozinho para entendê-la e superá-la, jamais esperava a vencer como fiz e estar aqui falando de como curá-la para o Mundo. E é com muito orgulho que faço isso. Dedico este escrito a todos os pacientes já atendidos nestes anos e que ressignificaram suas vidas. Queria estar aqui com talvez algum afago e mãos também de quem tenho laços profundos, mas ninguém pode ter tudo, não é? Assino um passado e o aceito como foi, com dores profundas e largos sorrisos. “Por que metade de mim é o que grito, mas a outra parte é silêncio.” E sou um simples Ser complexo.

Voltemos ao dia... Nossa, me senti o Tom Hanks nos aeroportos... Sai de Salvador às 13hs do dia 17. 
Fui para Guarulhos –SP esperar o vôo da Turkish Airlines que sairia às 00:05 do dia 18. Vaguei naquele aeroporto e aproveitei para revisar o inglês que de entendimento é bom, mas de “conversation” só lá para saber, rsrsr.... A Valéria, nova amiga que nem conheço pessoalmente me ajudará nas 3 horas de apresentação com a tradução da minha palestra.
O congresso é totalmente em Inglês! Vamos ter vídeo da apresentação! Depois, quando eu souber divulgo para quem quiser comprar o estojo completo ou a apresentação desejada.
Tive a sorte de estar neste avião com as duas poltronas ao lado livres e deitei e rolei... rsrs.
Parabenizar a Turkish Airlines pelo belíssimo equipamento e tecnologia de vôo. No trato humano, as aeromoças são meio impacientes, rsrs. Fui perguntar que tipo de chá ela iria me servir e a moça quase enfartou? “- what kind of tea? Tea, tea... black tea, oh god!” Aí eu disse: “- OK Ms. this can be. Can you put two ice cubes in my tea?” Ela disparou: “-Ice in tea, tea tea...????” ... hahaha... Eu amo chá gelado!


Cheguei a Izmir, minha mala psicodélica sumiu e veio em outro vôo, mas cheguei inteiro ao belíssimo Pine Bay Hotel. O dia 19 já amanhece e antes de dormir tirei esta foto ao lado da minha janela de quarto. Muitas emoções. Hoje será o dia dos contatos, de afiar a palestra que será na manhã do dia 20 e teremos hoje a grande abertura e jantar deste lindo evento.
O link para o site do Congresso é: http://www.regressioncongress.org/

Já com saudades do Brasil, de minha filha, amigos, pacientes e também de quem a gente sente falta mesmo sem ser sentido de volta, a dita cuja.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Lágrimas de Aeroporto


Por Jordan Campos

Nada mais ensurdecedor que aquele silêncio, naquelas pessoas.
Nada mais doloroso do que ter a exata noção, e em seguida não ter.
E a palavra sucumbir ante o pequeno ato de minimizar o imensurável.
E há uma saudade indescritível no silêncio
No arremesso dos aviões.
No aeroporto, lágrimas de adeus no embarque.
E lágrimas de conforto no desembarque.
Eu via em “raios-X” a desidratação das retinas, pobres meninas.
E neste vem e vai havia saudade.
Eu não teria palavra para traduzir saudade aonde vou agora.
É começar a escutar certas canções com óculos escuros, depois do aeroporto.

Eram aprendizes de estátua sem manual de instrução.
Feiticeiros sem mágica naqueles dias de ilusão.
E no silêncio também havia uma expectativa de reparação, de ser notado.
Planos e rotas – roteiros eternos aos corajosos aventureiros.
Que vão para nunca mais ser os mesmos.

Na cabeça, a razão da tal realidade.
No coração, a certeza de um amor sem fim.
Na partida, a esperança de retorno.
Na bagagem, momentos alegres, quentes, chuvosos, de sol.
Na pele, a chama que não se apagou, nem apagará.
Nas mãos, a sensação impotente de ter, e ter que deixar
No olhar um pedido silencioso.
Na garganta, um engasgo de choro.
Nos lábios, as palavras tristes de um adeus não dito - não permitido.
No vôo solitário, um olhar pousado.
Na lembrança, um retrospecto, cinco e ate seis sentidos reunidos.
E um breve período no “pause”.
No doce-amargo silencio da entrega ao novo.

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