domingo, 8 de novembro de 2009

Notícias do IV Workshop de Iniciação em PNL


Aconteceu neste último sábado, dia 07 de Novembro a quarta edição do Workshop de Iniciação em PNL - A Bula da Mente.
Contamos com a presença de profissionais das mais diversas áreas que tiveram contato com uma nova abordagem da PNL, muito além da clássica visão focada no mercado e nas relações em forma de conquista e persuasão. Os novos conceitos que partem dos pressupostos clássicos da programação neurolinguistica, somados às recentes descobertas e estudos no campo da biopsicossomática, neurociência e terapia regressiva e transpessoal fazem deste workshop algo realmente novo e multifocal.

Misturando teoria e muita prática, fizemos em conjunto, mais um evento emocionante com práticas de tirar o fôlego e totalmente fundamentadas e discutidas.
O conteúdo da nossa proposta vai muito além dos livros clássicos do assunto e envolvem uma riqueza de assuntos que visam o auto-conhecimento, numa grande descoberta da possível 'bula da mente'.
Encerramos assim neste ano de 2009 os workshops de iniciação e teremos em Dezembro o 'segundo módulo' - O intermediário, para os que já estão certificados nesta primeira fase.

Evoluindo estamos, não porém, por novas conquistas ou pelo fruto de novidades que supostamente nascem, mas pelo simples conhecimento do que sempre esteve ao nosso lado e não conseguimos dar nome.

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Anjo Torto

Por Jordan Campos

Parecia pior... Pior que o medo de ver o sol e mais um dia chegar.
Se protegendo na noite onde tudo parece mais calmo, velado.
Refúgio único.
Ele parece mal, muito mal.
Pai e mãe que nunca teve estão mais longe ainda
A chuva é o único som e a goteira uma companhia irritante
E tudo o que já fez parece para nada servir neste momento

Quem vai ajudá-lo?
Quem vai atendê-lo?
Listas de celular servem para quando se está bem e perto.
Atualizando páginas de relacionamentos e nenhum sinal, aquilo já era obsessivo.
Longe, ali... Só a chuva o serve.
Orando para que um raio o leve para um mundo mais bonito, que seja.
Ultraromântico, quase desistente, escreveu assim num papel amarrotado:

Torpe fadiga das causas pedidas
Veneno homeopático suicida.
Acalenta-me, sentimento rude!
Cante-me uma doce canção de ninar.
No pelourinho, com as mãos atadas.
Quem me dilacera, se estou só?
Água salobra, lágrima vermelha.
Saboreiam-me, apenas as moscas.
Do leite derramado em bolsa frígida.
Do refém que paga em dobro para não devolvido ser.
De todas as canções de amor que fazem trair:
Somos iguais fingindo sermos os tais.
Da diferença que sei.
Pelo que cansei.
Depois de todas as feridas que untei.
Deste sereno artífice, da Fé dos que não recuam.
E pisam no abismo.
E simplesmente...
Aprendem a voar.

Embebedou-se da lucidez pior, com maior teor de realidade.
E lá se foi mais um, sem respostas.
Às grandes perguntas que só na sua mente se pôde fazer
Pois que palavra alguma significaria.
Sentindo-se apenas a placenta crescida e não o filho bendito.
Seu rosto era inundado e disfarçado ao mesmo tempo
Pelo choro persistente daquela noite.
Pelo suor ansioso a espera do Sol
E pela chuva que já inundava tudo.
Bela dissimulação da dor.

Arrepender-se de quê?
Perdoar a quem?
Quem era a vítima... Quem o tinha colocado ali?
Ele mesmo, destino, Deus?!
Neste momento em que o pior dos pesadelos é estar acordado
Ele se foi...
Abençoado pelo trovão e apanhado pelas mãos de um anjo.
Anjo torto e lindo, mas não caído.

Não... não havia mais tragédia, havia renascimento.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

ACHADOS E PERDIDOS


Por Jordan Campos

A minha razão agora,
talvez seja o rosto que nunca conseguirei esquecer
banhado em um rastro de desejo e cautela.
Ela talvez seja a metáfora que minha música disfarça
ela talvez seja mil coisas diferentes no decorrer de um dia.
Na verdade nós somos fome e banquete ...
revezando um bombom de chocolate em plena sala de espera.

...

Eu sempre pareço tão feliz na multidão
Meus olhos são discretos e orgulhosos ao mesmo tempo
Que ninguém até então entendeu o que é que há
Deve ser que eu sou o único a dirigir sem parar
Ignorando os sinais de perigo e contramão:
Com duas mãos tapando meus ouvidos
Meu coração fica sempre sem a velha proteção.
Cheguei de novo então no velho achados e perdidos
Eu, bem, eu sempre fico um pouco dividido:
Fico aqui ou saio correndo e deixo tudo pra trás?
Velha pergunta, nova razão

Ligue para o achados e perdidos
Peça para passar a ligação
Ligue para o achados e perdidos
Talvez você possa enfim se encontrar
De certa forma você sempre vai estar por lá.
É que nós pertencemos a este lugar.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Ousar ( reprise )



Por Jordan Campos

A maior experiência da vida são as pessoas complexas. O real bom combustível separador do achismo vazio, da verdade mais real que existe são as pessoas complicadas. Subir na montanha e procurar a paz não resolve nada – lugar vazio e frio. É no meio do suor, da lágrima, do frio na barriga... Que repousam as mais eloqüentes lições.


É necessariamente quando tudo parece ruir, quando a dor aperta que tudo está no caminho de se resolver. Você conhece algum momento da humanidade onde se mudou, evoluiu... Sem que houvesse revoluções, guerras, mortes? Não... desconheço. A própria fase histórica onde nada se fez, nem uma rebeliãozinha, foi a idade Feudal ‘das trevas’. Com a nossa alma é a mesma coisa é preciso que venha a revolução, que doa, que sangre... Que morra a velha carcaça e que reine absurda: a nova casca.

Pedimos e recebemos, mas quase nunca da maneira como queremos que seja. Dizemos: “que seja feita a vossa vontade” e assim que terminamos listamos as nossas. Coragem Irmãos!!! Amigos, companheiros...

Peça.

Mas cuidado: para quando seu Deus bater em sua porta você não esteja no quintal procurando trevo-de-quatro-folhas. Tá doendo? Mergulhe que vai curar. Acredite na lógica maior. Abra a porta, vai, vai!!! Estas palavras não estão sendo escritas por que li no livro, escutei de alguém... Vivi o absurdo da altura do pico e da profundidade do penhasco.E começo a entender com a ajuda desta gente que amo, a gente. Escrevo pela emoção de quem tem na pele isso tudo.

A vida é curta: você não vai conseguir ler todos os livros que quer ler. Não vai conseguir visitar todos os lugares que sonha. Não vai saber todas as novidades que acontecem neste segundo nem em 100 anos. Então... Se a artéria do teu coração, neste exato momento estourar e você cair neste teclado... o que ficou? O que fica?

Pense nisso.

Ouse aceitar a tua revolução neste segundo e comece a mudar o resto de sua existência.

domingo, 25 de outubro de 2009

Tradução (A Canção) / Jordan Campos

Compartilho aqui no blog o clip da canção "Tradução", de minha autoria.
Ela leva minha voz e violão apenas e é climatizada em cenas do filme "Romance" com o Vagner Moura e Leticia Sabatella.
Engraçado que a minha saudosa Muros de Vento a musicou em um CD acústico ao vivo que se esgotou no tempo, então aqui vai a versão apenas de voz e violão caseira mesmo, feita por mim.

Êita terapia boa esta. Espero que gostem.
O clip tem legendas da letra da canção.



sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A PESSOA


Por Jordan Campos


A pessoa queria um palácio
Eu só queria um endereço.
A pessoa queria o prato mais caro
Eu só queria “matar” a fome.
A pessoa queria o carro do ano
Eu só queria chegar.
A pessoa queria o maior salário
Eu só queria pagar em dia.

A pessoa me pediu o Sol
Levei-a para um pôr-do-sol, e ela de óculos escuro.
A pessoa me pediu a Lua
Fomos ao telhado sem nuvens e ela de costas lixando as unhas.
A pessoa me pediu um presente
Me embrulhei numa caixa, ela abriu e ficou procurando em minhas mãos.

A pessoa disse que queria ficar rica de vez
Eu olhei a agenda do meu celular na parte “contatos” e disse que eu já estava.
A pessoa não entendeu:
Eu tenho Amigos.

A pessoa só queria supérfluos.
Eu só queria o essencial.

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domingo, 18 de outubro de 2009

Semana de Sumiço


Nesta última semana estive um pouco ausente do blog, correria e mudanças de horário em minha agenda e novos rumos e desafios na escolha em ser uma ferramenta ao meu próximo. Do filantrópico óbolo ao requinte executivo, revelo minha projeção, como diria Jung.

Nossa, estou precisando de uma secretária externa urgente, um braço direito, e porque não um esquerdo também. Incrível que coloquei alguns anúncios e as pessoas realmente ‘viajam’ com seus currículos mirabolantes. Os mais ‘velhos’ não colocam data de nascimento, os mais novos ainda com seus e-mails tipo: ‘aninha_sapeca@hotmail...’ ou pior: 'andrea_muito_louka@gmail...’ Quem iria chamar estas criaturinhas para uma entrevista? Vou ter que incluir no roll de palestras que dou uma apenas para redigir currículos. Não falei também das fotos que acompanham os currículos. Pedi ‘com foto’, não para discriminar ninguém, mas para ter uma idéia de como a pessoa se preocupa com sua imagem. Foi o fim... De 188 currículos que recebi, pedindo fotos, apenas 55 enviaram. Destes que citei tem ‘fotinhas’ de Orkut, poses e beijinhos, olhares fatais e até de defuntos. Meu Deus!!! Depois reclamam de desemprego e falta de oportunidades – as pessoas não sabem nada de marketing pessoal. Precisam de um curso completo. Se algum empresário estiver lendo este blog podemos fechar uma turma destas, ok?

Pronto, consegui nove currículos, que se não tiverem clonados, servirão de base.

Saudades de minha secretária Milla, que hoje mora na Espanha, bem casada e lutando. Ela era o ‘cara’. Nunca encontrei ninguém igual à Milla. Isso quando eu era dono de um estabelecimento de educação / e a sala da direção era um pequeno laboratório de terapia (risos). A Milla era fantástica, cuidava de tudo e quando eu entrava com cara de estressado me expulsava da minha empresa mandando um corte de cabelo, um jantar e dizendo: não me apareça aqui até estar ótimo, e ela deixava tudo ótimo, até nas crises.

Bem, nestas noites, mudando de assunto, andei um pouco pela madrugada de Salvador e as ruas mostram fantasmas e zumbis que ganham e perdem a vida. Eu me senti frágil, mas jamais culpado. Viajei ao Taj Mahal e ao submundo da favela mais frágil. Semana de opostos e energias complexas. Acabei de tomar um banho que vou dar a receita: água fervendo, dez pedras de cânfora, vinagre de maçã, sal grosso e alfazema. Não, não é um kit despacho, é algo científico na minha transpessoalidade e cada elemento assumindo um papel na limpeza e clareza do corpo, mente, espírito e perispírito.

Que venha nova semana, estou pronto para você.

Amém.

sábado, 10 de outubro de 2009

Inexata exatidão.

Por Jordan Campos



Quisera eu, nos vinte e poucos anos pretéritos que antecedeu sentar aqui às 02h04 da manhã, e ter o afã de pensar poder ler todos os livros, provar todos os gostos, saber todas as falas e rimas, todas as formas de tocar meu violão e os instrumentos imaginários que embalaram o extremo bipolar que sou e que somos.

Hoje presto atenção na sombra do vento que me revela segredos que não escutava antes. Sei que poderia ter feito melhor, que deveria ter calado naquele minuto que me rendeu dois anos de discussão, que falhei tentando ser mais do que supunha, mas que ri horrores justamente por não levar teorias ao travesseiro. Será que evolui? Não, a evolução não é a idade, não é o ganho tecno-cultural, nem tampouco as facilidades de se fazer mais e, ou melhor. A evolução é simplesmente se dar conta do que sempre existiu. Na verdade tudo já é, só traduzimos. Evoluir é traduzir. E das minhas histórias caladas parei de culpar, exigir de mais ou arrepender. Se eu voltasse, se nós voltássemos àquele dia, faríamos exatamente igual. Pensamos que teríamos outra ação, e isso é mero engano. Truque do ego que interpretou a conseqüência póstuma, nada a mais que isso. Eu gosto muito do que sou hoje, então agradeço aos meus desafetos, a quem me fez chorar, às doenças, aos colapsos, aos divinos demônios que são responsáveis por que eu seja exatamente assim. Devo tudo a vocês, também.

Não é triste agora saber que não irei a todos os lugares que queria, nem que não vou conseguir ler tudo que queria, nem pecar o tanto que queria... A existência, nesta sala de aula do grande Educandário, é curta demais para lamentações e extremos culposos. O tratado do amor platônico tem que sair do papel. Rapunzel tem que cortar os cabelos e abrir a porta da casa e apresentar a escada e a mesa de jantar - a Esperança que entrou de verde tem que voltar, e de verde ainda mostrar seu interior multicolorido. Nem vou corrigir o que estou aqui digitando numa velocidade psicográfica, vou deixar como está. Nesta ‘sala de aula’ existe uma escolha, e não várias desculpas. Sem passado ou futuro, só presente. Embrulhado dentro de nós.

De exato, minhas histórias caladas, explicitadas no inexato ato de meu olhar clandestino. De inexato a centelha divina da surpresa do segundo que vem, e que venha de todo, da forma que vier, ‘que seja feita a vossa vontade’. E mesmo se rebelde permanecer, vou baixar a cabeça e tentar não reagir e só sentir. Quando a febre vier me provar de novo que luto, quando eu terminar este falatório... Vou deitar e fechar os olhos para o fora e abrir para o dentro.

Sim, desafinei naquele dia. Sim, não sou tão grande quanto supunha. Sim, falhei naquele dia e noutro. Sim, emprestei sem poder e queria de volta o mais rápido. Não, não fiz por mal, não me leve a mal, se puder me perdoe. Sim, às vezes duvido, quem não o faz? Mas sim, só espere de mim uma sinceridade tão ilógica e dessocializada que por vezes desentenda. Sou o homem-sol que adora tempestade, sempre.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

A Ciência do BEIJO


Por Jordan Campos

Existe algo mais delicioso do que o beijo?


Se você, por exemplo, respondeu: chocolate, experimente chocolate com beijo, então. Você pensou... “sexo”? O beijo é o tempero do sexo, pelo menos falando em sexo total e não no ‘sexo puramente genital’. Ou seja, para tudo que você pensar eu defenderei que fica melhor com beijo. – O grande termômetro da relação.

A falta do mesmo numa relação, no entanto pressupõe alguma sombra lacunar que deve ser pensada e se possível corrigida em tempo. E se você acha que não sabe beijar, vamos concertar este conceito. Sim, você sabe beijar. Apenas pode não ter encontrado alguém que beije e responda ao mesmo como você. Se você baba, há de encontrar a sua alma gêmea da baba. Se beija o nariz ao invés da boca, alguém há de te beijar o nariz e se melecar juntinho... E por assim vai, mas, por favor, relaxe.

Segundo o kama sutra existem 30 tipos de beijos. Vou prosear aqui no blog sobre alguns, sob meu ponto de vista, como terapeuta que sou, para ajudar nos relacionamentos e levantar a bandeira eterna do BEIJE MUITO. Assim como ninguém merece o ‘papai-mamãe’ sexual de sempre, o beijo é a mesma coisa, então vamos lá:

- Beijar de lado é o mais comum, inclinar as cabecinhas e começar a investigação é a preferida das novelas e do cinema. Permite uma penetração profunda da língua, para os que beijam de língua. (pois existem aqueles casos de vácuo de boca, terríveis – você espera que algo venha de lá e fica um vazio...) Recomendo este beijo para iniciar um relacionamento com o pé direito.

- O beijo inclinado quando um dos dois coloca a cabeça para trás e a outra pessoa, que a segura pelo queixo, a beija. Recomendo nas preliminares, quando se prefere fazer sexo com lentidão e de frente.

- Tem o beijo direto, quando os lábios dos dois se unem diretamente e se chupam como se fossem uma fruta madura. É um tipo de beijo em que o importante é que além de serem chupados, os lábios sejam mordiscados e levemente acariciados com a língua. Pode ser mais excitante do que o beijo de língua.


- Temos o beijo com pressão, onde os lábios se pressionam fortemente com a boca fechada. É um beijo para iniciar a relação ou para terminá-la, tipo oito ou oitenta, não convém mantê-lo por muito tempo. Os dentes se cravam na parte interior dos lábios e pode sair sangue.

- Já o Beijo superior ocorre quando um dos dois pega o lábio superior com seus dentes e o outro devolve o “carinho” beijando-lhe o lábio inferior. É um beijo autoritário, para dizer quem manda na ‘parada’.

- O Beijo ‘luta de língua’ é aquele que se atira para todos os lados... Dentes, gengiva, o céu da boca, o aparelho, a obturação, o canal...

- O Beijo palpitante acontece Quando um dos dois deposita sobre os lábios milhares de beijos bem pequenos percorrendo toda a boca e a junção dos lábios. É bom no pós orgasmático para quem tem, o no pós fingimento para quem o faz.

- O Beijo nominal é legal. Você toca com os dedos os lábios do outros, abre e beija e fica repetindo isso com dedos e língua... muuuuito bom. Recomendo.

- Beijo com um dedo, quando o amante percorre a boca da amada por dentro e por fora com um dedo. Sim, vai o dedo e a língua junto. Lave as mãos, ok? Por que já bastam as bactéria da boca. Santas bactérias.

- Beijo com dois dedos, quando uma das pessoas fecha dois dedos, molha-os ligeiramente nos lábios do outro e faz uma pressão sobre sua boca. É meio cafajeste, e não costumo usar.

- Beijo Capilar, este é dado na raiz dos cabelos... Uma ótima opção para acordar, ou para iniciar a pegação.

- Beijo nos pés – Olha, vou dizer, poucos sabem a satisfação de dar e receber este aqui. Não é apenas dar beijinhos não. É beijar de língua o pé inteiro, as entradas de cada dedinho, joanetes, etc etc... Faça após o banho.

- Beijo viajante é o beijo que não se concentra na boca... viaje, viaje... Entendeu?

- Não poderia deixar de incluir o beijo no peito ou nos seios... Esse é um beijo onde a umidade e a pressão são fundamentais. Algumas pessoas quando estão chegando lá, intensificam tudo se sentirem uma leve dor no bico do peito ou seio. Vale tentar.

Bem, agora treine sem parcimônia e renove seu guarda-roupa de beijos.

Se tiver alguma sugestão ou quiser postar a sua experiência com um dos beijos acima, fique à vontade, mas nunca na vontade.

domingo, 4 de outubro de 2009

O Ser Humano está doente.


Por Jordan Campos

Não falo dos sintomas, nossos maiores amigos. Falo do conteúdo disto, da consciência presa no calabouço das sombras. Das nossas sombras de pecado, certo e errado. Bipolares buscando um pólo que seja.

Quando um amigo, se é que tens um de verdade, te mostra a verdade nua e crua, fala o que te falta na sua cara e te revela seu lado sombrio, falseado de vã moral, o que você acha? Que ele de repente virou inimigo? Poucos ou quase nenhum tem a coragem para isto. Mas, não estamos a sós, os sintomas fazem esta parte. Tiram-nos do trono do ego e nos mostram como vermes reféns. Oh, bendito sejam, mas malditos são nas nossas línguas, os ‘pobres’ recebidos na pele ou na mente, vez ou outra.

A medicina preventiva de nada adianta para eles - quanto mais procuramos a cura total, mais chamamos o seu oposto. A prevenção só serve para alertar ao acúmulo de toxinas ingeridas pela boca, pulmão, pele, ouvidos, olhos e mentes. Mas é incapaz de barra a doença que seja, e sabemos muito bem disso. Mas ler isso nos choca e incomoda.

Tudo há de ter seu pólo, e assumí-lo é a única prevenção real. Somos bons e maus, somos curtos e longos, temos aqui um reflexo de todo o universo. Não há a evolução como supomos, há apenas um saber melhor sobre o que sempre esteve ali. Somos TUDO tentando nos dividir, isso gera a angústia. Como um livro, feito e oportuno. A cada vez que o lemos parece que tudo muda nele - se não tivéssemos a certeza de que seu conteúdo não muda, acharíamos que foi trocado e reescrito. O que muda é o momento, a clarividência de se abrir ao que sempre esteve ali. Pensamos que conquistamos, mas apenas tomamos ciência.

Se de repente achamos a beleza bela, acabamos de pressupor a feiúra.

A queda não é o fim. Mas o começo recheado de luz. Na história cristã a queda foi de Lúcifer e o que este nome significa? Significa: ‘o possuidor de luz.’ – A queda é repleta da luz, a doença também. Tudo é UNO. E os maiores heróis da história, Deuses e curadores tiveram que descer aos infernos, enfrentar os monstros para ter a iluminação. Até Jesus tentado foi no deserto. A história nos revela que só enfrentando a sombra como parte de nós poderemos ascender a tentar a saúde total, pois a luz sempre terá uma sombra.

...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Toda a Loucura que nos há.


Por Jordan Campos

Há quem goste dos venenos mais lentos!
Sentir o consumo quente de todo o suor
Pensar num instante em tudo que se fez ou nunca também
E lentamente se deixar levar ao limite do antídoto
Acha que o veneno trará a imunidade...
E arcará sozinho com as responsabilidades e seqüelas
Sozinho. Egoísta proposital.

Há quem goste das bebidas mais fortes!
O absinto que sinta queimar toda a tola razão
E poder dizer de cara limpa que não foi o próprio que estava ali.
Fuga mesquinha e covarde? Mas o que fazer nessas horas?
A garganta acesa para falar o que há
Para tentar decifrar se foi um vício ou uma queda
Tentar.

Há quem goste das drogas mais poderosas!
Para aprender a lutar, academia da mente.
A química que corre nas veias o pertence.
Mas acham que não pertence a ela. Tsc, tsc...
Doses e overdoses para parar esta louca ansiedade
E controlar o pânico no que não existe.
Existe?

Há quem goste dos cafés mais amargos!
Para acordar de vez dos pesadelos mais absurdos
Para olhar em volta e apenas soltar um suspiro esquisito
Para queimar a língua de todos os julgamentos em vão.
Para restabelecer a ordem no barril de pólvora
E eu que nem tomo café
Tomava.

Há quem tenha um apetite voraz
E os delírios mais loucos
Roubando frases feitas a sangue frio
E montando suas próprias conclusões
Tendo o impulso dos que vão à lua sem construções
Fazem para si nem sempre o que há de melhor
Mas nunca fazem o que não querem fazer não!

Há quem goste de brincar de calda de chocolate.
E esquecer que na verdade não é a calda, mas sim o sorvete por debaixo.
Há quem não é contra e nem a favor, muito pelo contrário.

Existem também os normais, nunca entendidos, no hospício mais próximo.

sábado, 26 de setembro de 2009

ENTREVISTA COM O PÂNICO - O LIVRO


É com imenso prazer que apresento o lançamento de meu segundo livro: ENTREVISTA COM O PÂNICO.
Uma obra urgente e necessária no imenso caos que a medicina se encontra em confundir o sintoma pânico por uma doença que não existe. Sim, o pânico não é uma doença, assim como todo o processo sintomático vindo da ‘árvore ansiedade’ é clareado nesta ousada e emocionante obra, com toques autobiográficos. Mas não vou me antecipar...


Acesse o site www.curadopanico.blogspot.com e adquira já o seu exemplar. O formato é em e-book e pode ser lido em seu computador, palm, celular ou até imprimir. Você recebe um download com o arquivo do livro completo e embarca nesta viagem emocionante e esclarecedora.

Leia a Sinopse abaixo:

A rotina de um terapeuta transpessoal é virada ao avesso quando em seu consultório uma pessoa se dizendo ser o próprio Pânico resolve pedir ajuda e se tratar. Ele chega em uma confusa crise de identidade e grave quadro depressivo, culpando a medicina e seus portadores de não o entenderem. Aceitando tratar o inusitado paciente, com suspeita de transtorno de personalidade e delírio, o terapeuta viaja aos surpreendentes bastidores da Síndrome do Pânico, ressignificando tudo que já se disse sobre o assunto, encontrando explicações e pontos de vista realmente novos e ainda não entendidos - chegando à conclusões surpreendentes desta patologia psíquica que não para de crescer no mundo moderno e já ocupa o segundo lugar como queixa nos consultórios médicos e terapêuticos. Em Entrevista com o Pânico o autor e terapeuta Jordan Campos, que quando jovem conseguiu superar um doloroso quadro desta Síndrome em si mesmo, junta fragmentos autobiográficos e o conjunto de pesquisas em neurociência, biopsicossomática e psicologia a um universo holístico palpável a todos os públicos. Uma abordagem profunda, emocionante, reveladora e bem humorada que conduz o leitor a um novo olhar libertador sobre este novo mal dos tempos modernos.

Quem seria esta pessoa? Seria o próprio Pânico? O que ele quer de nós? Existe realmente a cura total? O que ele está disposto a revelar?

Acesse agora e garanta seu exemplar: www.curadopanico.blogspot.com

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

I Congresso Nacional de Terapia Regressiva



CLIQUE NA IMAGEM AO LADO PARA AMPLIAR.

Estarei participando como conferencista neste grande congresso que acontecerá em Salvador, que contará com grandes nomes da terapia regressiva no Brasil e que com cereteza será um marco para nossa cidade no que se diz respeito à saúde mental e processos terapêuticos.

De 20 a 22 de novembro de 2009 - Abertura: 20/11 (sexta), às 19h30 - Encerramento: 22/11 (domingo), às 18h. Local: Salão Pacífico do Hotel Porto Farol - Barra - Salvador-BAHIA - VAGAS LIMITADAS!!! RESERVE JÁ A SUA!!! Informações: 71 3346-3924 / 8841-8077 E-mail: cmailto:congressoregressaobahia@gmail.com
  INSCRIÇÕES ABERTAS!!!




domingo, 20 de setembro de 2009

Solidão no Divã - Um Ensaio

Por Jordan Campos

Estava voltando para casa esta semana quando parado fiquei em um longo engarrafamento. Algo deveria ter acontecido, pois não era normal que às 22h aquela avenida estivesse assim numa quinta-feira simples. Os ânimos estavam alterados, aliás, como em qualquer evento que pareça tirar um segundo da rotina deste povo de meu planeta Terra. A ansiedade estava num processo perigoso e acelerado em toda esta gente. Todos assaltados por pensamentos ansiosos e antecipatórios, e sempre insatisfeitos com tudo. Não importava se tinham um bom emprego, queriam mais; se tinham uma boa família, procuravam sempre algo para servir de desculpa em suas escapulidas... Um quadro repetitivo e vazio. E que aos poucos por falta de solução, somatizava as conhecidas síndromes psiquiátricas na mente. Depressão, pânico, TOC, transtornos alimentares – todos prolongamentos distintos de um mesmo agente: a ansiedade. Mas de onde vinha esta ansiedade? – Essa era a pergunta recorrente em meu consultório e em eventos que participava. Culpavam a mídia, a globalização, as exigências de mercado, o ritmo acelerado. Não estavam errados, mas também não totalmente certos. Eu havia depois de anos estudando o assunto e levando à prática, observado que todas estas pessoas tinham algo muito em comum: sofriam de solidão. Uma solidão profunda. E solidão não é falta de gente para sair, namorar ou fazer sexo, isto é carência, e carência não é solidão. Solidão também não é o sentimento experimentado pelas pessoas que estão longe ou pelas que já se foram e não podem voltar, isto é saudade e saudade não é solidão, embora muito confundida com esta. Muitas vezes nos impomos um tempo íntimo e nos afastamos para reorganizar a mente e respirar um pouco, e isso é busca de equilíbrio e jamais solidão. Outras vezes o destino nos coloca, sem perguntar se queremos, num claustro involuntário como lagartas em casulos, e isso é uma lei da natureza. Falta de gente ao lado é simplesmente um momento, um detalhe. Solidão é muito mais simples e duro que isso, é quando nos desconectamos com nossa própria alma e procuramos desesperadamente pelo nosso EU. Solidão é ausência do EU. É quando dentro de nós não existe mais esta identidade e ficamos ansiosos a procurar algo que possa fechar este buraco.


Procuramos em ocupações, em compras, em paixões vazias e príncipes encantados e soluções que caiam milagrosamente do céu e nos enganamos em todos os beijos e camas que deitamos, produzindo assim uma doença de solidão que a depender do mapa mental de cada um fica representada com a classificação moderna das síndromes psiquiátricas. É como se cem pessoas estivessem dentro de uma sala fechada e lá fosse lançado um agente alérgico. Destas cem, setenta nada sentiriam. Dez sentiriam muita coceira, dez começariam a espirrar, cinco sentiriam falta de ar, três sentiriam os olhos arderem e muita dor de cabeça e duas entrariam em choque anafilático. O mesmo agente levando a uma repercussão diferente em cada ser. Assim é a solidão como agente alérgico. Ela invade aquele ambiente e provoca a sensação de algo errado que é a ansiedade, e logo depois alguns desenvolvem depressão, outros pânico, transtornos alimentares e TOC. Poucos podem pirar mesmo e cometer um suicídio.
A teologia explica que a solidão é a falta de Deus em nós, que precisamos dele para nos sentir completos. A sociologia explica que quando o indivíduo não corresponde às expectativas das normas sociais vigentes em sua cultura, este ser fica a par da sociedade e desenvolve uma solidão social. A psicologia ortodoxa enxerga que problemas no comportamento e na formação da personalidade fazem o ser se sentir só, complexo, traumático e desenvolver a solidão. A filosofia é um tanto mais radical e diz que nascemos sós e vamos morrer a sós, e que nada adianta se fazer como perda de tempo – devemos aceitar nossa solidão e viver com ela.
Na era atual podemos entender que de tudo isso há uma vertente real, e que se olharmos profundamente a solidão não é falta de alguém ou de algo; é sim falta de si mesmo – falta de identidade. Perdida em alguma circunstância traumática e dolorosa, talvez muito antes de nós mesmos como nomeados em nossas carteiras de identidade. Carregamos uma solidão congênita, que pode ser na memória biológica de nossos ancestrais ou na memória espiritual de outras vidas. Mortes mal morridas desenvolvem uma sub-personalidade de solidão, o espírito fica perdido no momento da morte e não consegue se guiar ou ser guiado, não entende e não aceita aquela morte e se sente traído por Deus e por ele mesmo nas suas crenças imediatistas e provisórias. O destino compulsório impõe outra existência a este ser como prova de amor e continuidade, mas um simples fator traumático, como um parto complicado, por exemplo, evoca a memória da sub-personalidade. Outras pessoas são vítimas de tragédias, de guerras, onde todos morreram e elas ficaram sós. De abandonos profundos que levaram à morte. De prisões em sentimentos, objetos e circunstâncias. E precisam ‘voltar lá’ e reconectar a experiência para trazerem de volta o seu Eu. Hoje temos solidões químicas também, onde as drogas o álcool e os vícios produzem um adeus à identidade e ocupam este lugar provocando a dependência e muitas vezes a morte social e real. Sempre que colocarmos a nossa felicidade em algo ou alguém, estamos prontamente justos a fracassar. Pois tudo pode nos decepcionar, até nos mesmos! Digo com firmeza que a síndrome do pânico ou qualquer transtorno de raiz ansiosa começa na solidão, ou na falsa completude. Quando a ‘ficha começa a cair’ o corpo assusta e o tal ‘vômito mental’ chega e desesperamos. Toda pessoa que desenvolve a crise deve parar e perceber que sente solidão. Talvez seja uma daquelas com a ‘síndrome do eterno insatisfeito’, mascarando a imensa dor que sentem pela falta de si mesmos. Solidão, solidão... Solidão.

Cheguei ao final do engarrafamento e muitos solitários voltaram para as suas casas cheias, mas vazias. Andavam em bando, mas eram sós.

Forjavam um verniz de potência sobre tudo – alicerce de vidro.

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

A Tecla Pause

Por Jordan Campos

Você entenderia se eu pedisse para parar o mundo?
Sim, se todas as pessoas de repente pudessem ser pausadas.
Tudo: carros, animais, gente.
Então, se você pudesse escolher apenas uma das milhões de pessoas pausadas.
Escolher uma, para estar em “play” contigo.
Quem seria esta pessoa?
Um “inimigo” para acertar as contas cara a cara?
Uma paixão para saciar o desejo em qualquer lugar que não mais em seu pensamento?
Um Amor para andar de mãos dadas olhando para a lua, sem tirar os olhos uma vez para conferir se está tudo bem ao redor?
Então, o que você faria?
E se de repente você não quisesse apertar “play” nenhum e sair a sós.
Bater aquele papo com o nada.
Que só é nada porque não foi traduzido.

Voltando à questão:
Quem você escolher, mesmo sendo ninguém, pense sobre isto.
Com certeza vai mostrar como atualmente está direcionada a sua rotina
Vai te revelar como as coisas ao seu redor estão acontecendo e por quê.
Sim, esta feliz ou infeliz pessoa vai dizer muito às suas dúvidas atuais.

De onde eu tirei isto?
Ontem, viajando de pelos céus, pensei nisso.
E queria aqui te convidar a apertar sutilmente o ‘pause’.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Por Falar em Paixão...

Por Jordan Campos

Buscamos como ao ar uma ponta que seja da tal felicidade, do gosto dos filmes e das novelas.

De onde vem este sentimento que para e muda o humor do mundo assim e talvez faça a gente se sentir tão melhor, mesmo que por um longo segundo? Somos os desbravadores dos mares e do espaço, mas primatas do coração, reféns d’uma saliva angustiante alheia e de um tremor que nos faz pegar no coração com os cansados dedos e sentir doer e arder literalmente. Você já sentiu o coração doer de amor? Não estou falando da metáfora, digo literalmente - num vazio angustiante ou numa pontada cruel? Sim, ele dói. Sim, ele pede algo ‘incompreensível’ desde que nascemos. Buscamos a tal metade da laranja e não nos contentamos com o limão com açúcar e pinga, não. Enganamos-nos nas bocas e nos sexos. Eles invertem os papéis, trocam os gêneros e ainda assim há de se fazer sentido em algo sem sentido. Queremos para sempre o que não temos e adoecemos coletivamente da pathos, vulga paixão.

Quem não se apaixona não vive. Há dor nisso também, como milho apertado que só na dor vira a bela pipoca. Ah, pipoca lambuzada da derretida dita cuja!
Como dizia o Renato querendo falar da paixão: “quem inventou o amor, me explica por favor”.
É um desafio na terapia que faço e sinto a cada dia desafiar os enredos do amor e da paixão. Não se pode friamente guiar. Há de se precisar sentir e se travestir do mais belo espelho para tentar devassar as profundas tristezas, com carinho e pureza, esfaqueando Freud que se remove na tumba, e que sinceramente não me dá a menor pena. Trocou a entrega única que explica e cura na sequência, numa vertente bifásica, por um charuto fálico e perdeu a chance de ir simplesmente além do médio.

Apaixone e deixe apaixonar.
Ame sempre, no entanto.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Pecados

Por Jordan Campos


Tu tens o apetite voraz que é a loucura dos normais.
Tens todos os pecados capitais em ti:

Tens a Luxúria - lascívia corrupta que arde o que te encontra.
Tens a Ira – paixão cega que te incita ao medíocre.
Tens a Avareza – este imenso desejo de possuir: concupiscência primitiva, a cobiça do Eu.
Tens a Soberba – não no orgulho, mas no amor-próprio exagerado.
Tens a Gula – no excesso do amor e das iguarias que se auto-consomem em tua boca.
Tens a Inveja – desgosto ao próspero conquistado e não remetido em Capital Social a ti.
Tens a preguiça – indolência, morosidade e negligência consigo mesmo.

Ok, e agora qual a solução, pergunta-me?
Quantos milhos a ajoelhar para o confessionário que fez?!
Eu por acaso sou padre, bispo ou enviado?
Vai me pedir para te julgar outra vez?
Pergunta-me onde estão os culpados, seus cães e capachos?!
Talvez sejam teus vizinhos, quem está agora na tua casa ou simplesmente quem escreve isso aqui para ti agora.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

A Profecia

Sentar e escrever apenas, sem meta ou planos... Deixando cada palavra formar uma sentença e entregar-me ao mais fundo estado de alma. Distrair o ego por um instante e mostrar tudo que se tem e tudo que se é. Lembrar dos tempos de criança onde o céu era repleto de discos voadores - azul e brilhante, sim. Andar pelas ruas de hoje e simplesmente estar em paz, como numa oração perdida há muitos anos, do tipo que consegue consertar tudo e fazer milagres - eu sou este homem da esquina. Se contar tudo que esteja por aqui, talvez você desligue o computador e se perca no caminho de volta de seus próprios sonhos.
Civilizações esquecidas vêem à tona agora em mim, revelando o fim dos tempos e tudo que já se disse sobre isso. Subpersonalidades de um jovem profeta que não viu apenas um só futuro, dito escrito. Voltando a mim podia dizer que existem milhões de futuros quânticos à nossa espera. Agora, exatamente agora posso mudar tudo num piscar de olhos, com a mão do meu espírito, o pensamento. Eu queria te fazer entender, mas seu novo telefone está na caixa.
Queria publicar no jornal, mas a edição de amanhã ficou pronta.

Volto pra casa e sento aqui.
Bastaria uma forte oração, sem palavras prontas, dita na emoção e na visualização, repetida como um mantra poderoso, dia a dia... E eu vi, haviam muitas saídas. Esqueceram de contar.

Desculpas - Música e Letra

Voz e Violão: Jordan Campos
Letra e Música: Jordan Campos



Se esse violão contasse tudo o que ouve em silêncio
Você se assustaria e me pediria para negar
Mas a verdade ainda é um peixe solitário num imenso aquário embaçado

Hoje eu não sei por onde começar
Tentar explicar o que eu nem sei se está em mim.
Ando nesta estrada todos os dias sem direção
Mas hoje minhas calças rasgadas não vão me conseguir carona.
Onde estão os sinais?
Onde está você?
Será que você não vê?
Que eu estive sempre aqui, com as minhas desculpas!

Ontem eu queria dizer logo de uma vez
Tentar explicar o que me deixa assim
Mas ontem faz tanto tempo que perdi a coragem
E hoje eu acho que sonhei com você.
Mas onde estão as palavras?
Onde está você?
Será que você não entende?
Sozinho eu fico assim, com as minhas desculpas!

Vai ver eu tô entrando numa fria de cabeça...
Vai ver eu acabe meus dias velho, feio e só...
De tanto procurar e fingir não achar.
Vai ver eu vou me acostumar e sentar...
Vai ver eu acabo encontrando você de novo e de novo...
De tanto negar que você sempre esteve aqui, em mim.

sábado, 5 de setembro de 2009

III Workshop em PNL

Fiquei muito feliz em poder realizar mais um Workshop neste sábado.
Cada vez que fazemos um work o público me surpreende positivamente.
Foi o mais heterogêneo em termos de profissões e de cidades natal.
O feriadão trouxe gente de outras cidades e estados.
Um dia excelente e de muito conhecimento.
Nossa PNL mostrou transpor a excessiva abordagem apenas voltada para auto-ajuda superficial e mercadológica. Apresentamos uma PNL espiritualizada e de auto-crescimento, com noções de terapia regressiva e psicoenergia.
Obrigado a todos os presentes e vamos aos próximos módulos.



















quarta-feira, 2 de setembro de 2009

O Efeito Rubens Barrichello – Pare e reflita!

por Jordan Campos

Acho interessante o modo como agimos em relação ao piloto Rubens Barrichello, o Rubinho, ou ‘Pé de Chinelo’... Ou qualquer outro apelido medonho que possamos o chamar.
Realmente ele não é um Senna, isso é fato. Ele é o típico trabalhador, operário de sua causa. Incansável na sua busca pela felicidade e pelo tão sonhado título – é o piloto mais velho na Fórmula 1, hoje. É um padrão meio azarado, que quando tudo está ao seu alcance ‘forças ocultas’ o desviam. Ou pior, quando tem em mãos o cargo desejado, um colega de trabalho (o Shumacher) é o queridinho da escuderia e ele fica em segundo plano. Realmente meus amigos, ele não é o Senna. Que ganhou muito, emocionou nossos domingos com vitórias e tragédia. Que tinha uma facilidade maravilhosa de ganhar e ganhar.

Sabe por que o Rubinho recebe tantas críticas? É humilhado pela imprensa e está no nosso consciente coletivo como o ‘perdedor’? Simplesmente porque ele é a nossa cara. A cara do brasileiro. Que rala, rala... Mas tem um chefão que manda no final, ou um colega privilegiado que te tira do sério. Que não pode desistir, que sonha em uma dia mudar a vida e conquistar o sonho interno, que luta além das forças. Que quando consegue uma rara vitória, samba e fica bobão. O Rubinho é um belo espelho do brasileiro. E por isso a repulsa, porque costumamos nos incomodar com aquilo que nos lembra a nós mesmos. Reagimos com desprezo, pois é difícil conviver com nossa própria imagem refletida. Nossos erros, limitações, lutas... Costumamos criticar no outro nossos próprios defeitos e limitações. Culpamos o próximo para fazer ecoar em nossa alma. Criticamos para subliminarmente tentarmos criticar a nós mesmos. Detestamos os iguais, pois eles nos mostram como somos.

O Senna é o sonho, o ‘impossível’... E adoramos nos enganar e ter heróis que sustentem a nossa apatia, ou que sirva de consolo para nosso lado Rubinho. Queremos ganhar sempre, ser brilhantes ao extremo, mas ganhar às vezes, como o Rubinho faz não vale. O efeito final disto tudo é o crescente distúrbio da inadequação, da ansiedade, do pânico e da depressão. Rejeitamos a nossa própria estrutura e criamos uma sobrestrutura recheada de ego, egoísta, para fingir que somos o que não somos.

Uma cebola com cascas de Senna, mas com miolo de Rubens Barrichello.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

SOBRE IR

Por Jordan Campos

Hoje não vou falar dos planos, das notícias, dos cortejos, ensejos e de todos esses panos retalhados que cobrem minha pele agora.
Hoje eu quero falar sobre ir.
Ir sem planos certeiros, passagem de volta, ou conduta “moral” de verniz.
Não é um convite à irresponsabilidade.
É um convite à identidade.

Apenas Ir aonde se puder estar.
Ir pelo seu presente - amanhã e ontem não servem para nada.
Premeditar o “será?”.
E viver no que “haverá”.
Com a ingenuidade de uma criança, mas com toda a Fé da mais forte oração.

Dormimos 1/3 de nossas vidas – aos 30 anos vive-se apenas 20.
E destes 20 passa-se 85% pensando sobre o que passou e o que se espera do futuro...
E o presente?
Continua embrulhado com o teu Deus vestido de carteiro buzinando na sua porta.
E você distraído a procurar seus ‘trevos de quatro folhas’ nos quintais.

Sentir o frio na barriga do “pôr tudo isto a perder”
E sorrir, com o risco de ser um sucesso.
Pois o tudo, agora, não é tudo: mero conformismo.

Comprarei Rufles e Coca-Cola.
Quem venham as desejadas calorias
Pois irei consumi-las vorazmente.
Nos meus agitados neuro-transmissores entusiasmados pelo:
Ir.

.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Eu e Você (algo mais)

Resolvi hoje postar uma canção minha. Ela está em voz e violão.
Eu mesmo compus, toquei e cantei.
Fiz este clip há algum tempo.
Estava revirando algumas coisas antigas no PC e a encontrei.
Gosto tanto dela!

Segue o clip e letra abaixo (aumente o som!!!)



Eu e Você (algo mais)

Enxugue suas lágrimas:
Esta não é uma canção de dor.
Arrume seu cabelo bagunçado:
O vento sopra agora a favor.
Peça um beijo em seus lábios partidos:
O mundo precisa do seu sorriso

Mas não se preocupe tanto assim
Só um pouco para eu não me esquecer.
Mas quando eu quiser chorar
Navegue pelo rio salgado e apenas me abrace.

A escolha final é sempre nossa.
Se o certo é errado, ou se tanto faz
Você sabe muito bem!

Mas, me diga algo mais sobre você
Algo que eu possa usar contra você
Pra te trazer de volta quando tentar fugir de mim.
Me mostre o que nunca mostrou a ninguém
E me faça apenas feliz nesta noite.

Enxugue minhas lágrimas
A canção me deixou assim.
Bagunce meu cabelo espetado
E me faça ver nos olhos que eu estou bem
Devolva o beijo que te dei e me faça sorrir.

Eu ando preocupado com você
Um tanto muito que a noite é longa.
Mas se você quiser chorar ...
Não importa onde esteja você já aprendeu a me encontrar.

Mas o frio gela minha alma
Que se dane o gelo!
A minha escolha eu já fiz
Só não me mostrei ainda.

domingo, 23 de agosto de 2009

Fragilidade e Controle (parte 1)


Por Jordan Campos

Nesta onda de vírus, gripes e notícias alarmantes, fico pensando o que estaria por de trás de todo este terror midiático e literal.
Haveria uma conspiração, uma revolução ou uma lógica ainda invisível?
Vou mudar o foco: quem estaria a ganhar com isso tudo?
Parece terrível pensar assim?
Não, calma...
Esta resposta pode ser assustadora, mas vale à pena refletir.
Não existe acaso. Nos bastidores do ser humano há de se ter quem ganhe com tudo sempre. E quem ganha é desesperadamente louco por lucro, e esta loucura sempre está isenta de qualquer pudor, moral e ética.
O terror desta nova gripe começou, e já ouvi dizer tanta coisa... Tipo que a mesma foi inventada em laboratório. Também há quem diga que foi uma falha de um laboratório da Novartis que fica no México, coincidentemente há 15 km do primeiro caso. Estão falando muitas coisas e tentam complicar mais a nossa cabeça. Outros juram que a vacina futura tem mercúrio e que isso pode ser fatal... Li até um artigo que suspeita de que agora com esta nova gripe, vão obrigar o povo mundial a se vacinar e que vamos receber micro-chips através dela, controladores, para a nova ordem mundial que se estabelecerá. Um plano macabro... (!!!) Em meio a abobrinhas, fumaça e especulação existe uma verdade velada?

Mas voltemos à pergunta original... Ou melhor, reflita e busque a melhor resposta para as perguntas abaixo:

Quem mais ganharia com uma depressão em massa?
Quem mais ganharia com o tratamento dos que são menosprezados por não serem os melhores (os complexados)?
Quem mais ganharia com a idéia que para ser feliz deve-se conquistar o mundo, comprar de tudo e ir além do limite?
Quem mais ganharia com a idéia ver de que ou você é um garanhão e pega todas ou é um fracassado?
Quem ganharia com as gripes, o câncer, o controle para a AIDS, a eterna dor?
Quem, quem?

... Fluoxetinas, Sertralinas, Diazepans, Rivotrils, Ritalinas, Viagras...

A indústria Farmacêutica, é claro!!!
Você pensou em quem?

Nenhum remédio está ali para ser dose única e se curar de vez. É preciso o controle, o uso prolongado que não cura a doença em si, mas aprisiona o ser por inteiro. Não é interessante curar, já pensou nisso?
É na indústria farmacêutica que estão os supostos antídotos de todos os maiores males que nos assombram, segundo os mesmos.
Sabe aquele homem que fura a fila e passa na sua frente com uma mala enorme quando você está no seu médico quase para ser atendido?
O representante da indústria do controle!!! Ele paga férias, cursos e até faculdade dos filhos de alguns doutores. E inundam e fascinam a nossa pressa com suas ‘amostras grátis’ em embalagens da salvação.

A tendência da tecnologia que afasta os homens no dia a dia, da alimentação rápida e descontrolada, da sexolatria que leva há tantos e tantos estragos... Da paranóia da existência, do mito do fracasso social... Tudo isso me leva a intuir que existe algo de muito errado na nossa esquina. Naquela farmácia ali mesmo.

(continua em breve...)

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Neste Dias

Por Jordan Campos

As ruas parecem estar diferentes
O cheiro da noite me envolve num sutil flerte
As estrelas perecem estar mais ao alcance, de repente
E eu bem sei o que isso significa.

Neste dias os pedestres se chocam com meu sorriso
E espantados acham incongruente e exclamam mudos
Os antigos dados viciados receberam alta
E soube que procuraram meu endereço num site de busca.


Havia um homem na esquina cantando velhas canções sobre mudanças
Havia uma voz sussurrando: “feche os olhos e pule”...
Let it be
Havia algo cujo eufemismo era deslumbrante... Aqui, bem aqui.

Ontem e amanhã não existem, e amanhã vai ser de novo hoje
Presente então, como num embrulho dos céus
Minha poesia sem poema bateu à porta, velha saudade.
E num copo de vinho quase cheio me aqueci e abri o velho ‘piano’.

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Talvez

Por Jordan Campos

“Talvez eu venha a envelhecer rápido demais.”
E como sempre esqueço o protetor, fique com rugas, feio e só.
Venha a chorar rios de lágrimas em dias chuvosos
Pelo meu jeito desmedido, piegas, exigente...
É que me deram quando nasci uma passagem em mãos.
E espero este trem chegar - me confundo com cores, sons e dói.
Será que sou tão complexo assim só porque tenho este canhoto de passagem?
Eu preciso mostrar as verdades que eu digo, nas vezes que eu minto.
Fazer entender que sou apenas um homem, com a tatuagem de um sol no braço
Imensamente apaixonado.

“Talvez um dia o sol deixe de brilhar, mas então irei me banhar na chuva.”
Adapto.
Hoje, se não ama, minta...
Quero me enganar um pouco.
Talvez com o decorrer dos anos eu perca grandes amizades e amores.
Mas irei aprender que aqueles que realmente são meus verdadeiros amigos e que me amam, nunca estarão perdidos.

“Porque no final não haverá nenhum “talvez” E sim a certeza de que a minha vida valeu à pena e eu fiz o melhor que podia”. .

domingo, 16 de agosto de 2009

No Limite (da nossa paciência)

E a programação da Tv brasileira a cada hora fica mais apelativa, extrema e ridícula. Será que é o efeito de não precisar mais de diploma para ser jornalista? Seria um protesto subliminar, uma teoria da conspiração para o Supremo tribunal voltar atrás?

Vou começar pela parte interessante. A Globo e a Record entraram em guerra franca. A primeira destina dez minutos do sagrado jornal nacional a acusar a igreja universal de extorsão, roubo e completa má fé (ficou até paradoxo). Os fiéis coitados, financiam cada vez mais o aumento do império deles, e eles compraram mansões, emissoras, artistas, jatinhos e poder!!! O Edir Macedo se defendeu e disse que o jatinho é para levar a palavra de Deus mais rápido a outros países. A igreja universal já está em 170 países e diz o dono que sonha dominar os países muçulmanos. Daí, do muito que todos já sabem há muito tempo, a Globo resolve mostrar os bastidores da coisa negra... Claro que numa hora em que se vê perdendo larga audiência para as concorrentes – tudo bem pensadinho. Os artistas indo embora... etc e etc. Mas juro que não entendi ainda aquela novela lá da Record... dos Mutantes que tinha demônios e vampiros em horário nobre. Quer dizer que apelaram para o filho do capeta para ter audiência? Uai... Em quem confiar meu Deus???


Ok, esta história toda vai longe. Agora fiquei pensando porque a Globo está perdendo audiência, mas neste domingo estava assistindo à dita cuja e realmente está notória e evidente a tal causa. Primeiro no fantástico, na “Liga das Mulheres (objeto)”, elas tentam fazer um loira desencalhar. Nossa... Minha primeira azia. A mulher tinha problemas de relacionamento e identidade, gente - um bloqueio com o sexo masculino evidente, e a colocaram em boates, festas e nada... Depois tentaram uns encontros armados e nem assim ela desencalhou. A liga das mulheres falhou... Se bem que não vi acertarem em nada ainda, mulheres reajam!!! O programa está ‘queimando’ a classe e é extremamente machista para um médio entendedor. A mulher precisava de umas sessões de regressão e de PNL e resolvia este caso.


No final da noite, dei uma pausa no leve e divertido livro que lia do Allan & Barbara Pease e tive a infelicidade de ver o “No Limite (da nossa paciência)” e a globo realmente apelou com nuances de terror. Eu pensei que estavam colocando no ar um episódio de Jogos Mortais... O pessoal do programa teve que comer olho de cabra cru, depois matar 24 peixinhos ao vivo e comê-los ainda tremendo... Que coisa sádica!!! Tomara que seu filho tenha ido dormir cedo... E por fim comer ovo com um pintinho quase para nascer. Foi o fim... Sangue escorrendo pela boca, pena sendo cuspida... Eca... Depois a globo não sabe o que acontece e vai brigar com a Record. Virou emissora ‘lado B’ trash. Enquanto isso o Edir deu outro depoimento dizendo que os pastores vestem Armani sim, pois têm que estar bonitos para Deus (???) E para dormir agora e finalizar este texto, vocês viram o que aquela senhora que doou 100 mil reais à Igreja recebeu em troca, pois Deus não deu em dobro? Recebeu da igreja um diploma de mérito por doação assinado por... por... Jesus Cristo. Sim, depois desta como é quem eu não vou sonhar com estas coisas horrendas? Estava lá assinado “Sr. Jesus Cristo” – pasmem!!!


Antes ter assistido à Samara ou o ao Massacre da Serra Elétrica, seria mais educativo e menos chocante.

Oficina de Excelência Pessoal para Jovens

Neste domingo acordamos cedo para realizar uma Oficina de Excelência Pessoal dedicada a jovens que estão concluindo o segundo grau.
Embora eu também seja jovem (risos), tenho um carinho especial por esta fase, principalmente por poderem fazer literalmente tudo que quiserem - construir grandes sonhos, traçar grandes feitos e mudar a si mesmo e a seu mundo. Um momento único e muito mal usado nos dias de hoje, onde a juventude repousa silenciosa em um mar de fugas, superficialidade e controle.
Conheço muitas pessoas que quando recebem algumas informações chave sobre si mesmas depois de bem crescidas, colocam a mão na cabeça pelo ‘tempo perdido’ e por só agora poderem despertar. E essas pessoas, quando bem ‘despertas’ já produzem façanhas – imaginemos então estes jovens entendendo tudo que podem e principalmente como fazer isso.
Oferecer recursos para um autoconhecimento profundo, técnicas de PNL, neurociência acessível, meditação e diálogo interno, controle emocional e principalmente entender como o corpo e a mente funcionam para cumprir o nosso destino, que é uma massa de modelar nas mãos de quem desvenda estes simples e imensos mistérios.

Fica a dica para professores, pais, diretores e alunos.





























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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Opostos

Por Jordan Campos


Longo é o pérfido desejo das nobres causas.
Curto é o gemido frígido de quem tirou as calças.
Molhado foi o beijo que molhou tudo.
Seco foi o adeus a mais num beijo em que você se enganou.
Distantes são os planos com a “grana” daquela “loteria” que ainda deseja ganhar.
Curto é o caminho ao “bilhete” que você sempre esquece de “jogar”.
Traidora é a opção de quem se deixa enganar.
Fiel é o cachorro às três da manhã, no portão gelado, a te esperar.
Calmo, brando e indulgente é o Amor.
Agitada, ardente, e juiz é a Paixão.

Feliz é o espelho.
Triste é o Mundo.
Amarga é a solidão dos que andam juntos.
Doce é a união dos que vivem a mil quilômetros de distância.
Achar é acreditar.
Fé é não duvidar.

Sorrir é ver a saudade entrar de verde.
Chorar é ver a saudade ir ainda de verde.
Esperar é correr para deixar tudo em ordem para o dia D.
Impaciência é ficar parado esperando a solução cair do céu.
Finita é a dor, a ilusão, os erros e a prisão.
Infinito é tudo aquilo que você acabou de fazer.

Enfim o oposto é um aposto explicativo às vésperas do grande jantar.

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domingo, 9 de agosto de 2009

III Workshop de Iniciação em PNL (programação neurolinguística)

Você já se perguntou por que poucas pessoas, independente de formação ou condição social conseguem realizar grandes feitos, ser saudável, estar sempre radiante e bem sucedida em relacionamentos e negócios? Você sabia que mesmo sem saber elas estão usando a PNL?
Há menos de 50 anos cientistas e psicólogos descobriram a linguagem cerebral destes feitos e codificaram a estrutura do sucesso e harmonia pessoal. Não estamos falando de auto-ajuda ou truques de motivação e sim de ciência, a mais pura fórmula teórica e prática ao seu alcance, no ilimitado mundo da programação neurolinguistica. Ouse aprender a usar o potencial e a linguagem de sua mente e revolucione sua vida!

Data: 05 de Setembro de 2009 – Sábado
Carga Horária: 8 horas – Manhã e Tarde – Com Certificado reconhecido pela OTHB
Local: Instituto Quatro Estações, Rua Recife, 115 – Jardim Brasil – Salvador – BA
Vagas Limitadas – 60 vagas
Inscrições Abertas!!!

O que é PNL?
É a ciência que estuda a estrutura dos comportamentos, dos pensamentos e do processo subjetivo envolvido em toda a nossa vida. Digamos que PNL é a bula da mente.

O que você vai aprender no Workshop?
A usar todo o seu potencial mental, ter excelência em comunicação, aprender linguagens hipnóticas, superar fobias, traumas e medos. Acessar um conteúdo de alto impacto, novíssimo e aprender a sua teoria e prática. Melhorar sua saúde, memória, concentração e qualidade de vida. Desenvolver qualquer meta com PNL e ressignificar a si mesmo.

Programa
Neurolinguagem, Pressupostos, Rapport, Padrões Lingüísticos, Metalinguagem, Canais Mentais, Hipnose (desmistificando), Modelagem, Ressignificação, Espelhamento, Conquista, Ancoragem, Centros de Força e muita prática.

Público Alvo
Profissionais de todas as áreas e estudantes

Facilitador
Jordan van der Zeijden Campos, Terapeuta de Regressão e Transpessoal – OTHB 381. Perfil completo em http://www.intercessio.com.br/

Inscrições
Apenas 60 vagas.
Valor: R$ 160,00 Profissionais e R$ 80,00 Estudantes
Inscrição no Instituto Quatro Estações, Rua Recife 115 – Jardim Brasil – Salvador / BA
Ou pela internet, solicitando ficha virtual através do e-mail: jordan.terapia@gmail.com

Informações: 71. 3247.6711 / 9935.0700

sábado, 8 de agosto de 2009

Qual o sentido da vida, então?


Voltando no tempo com certeza esta foi a pergunta que mais se fez e se faz.

Acostumamos então, para frear a desmedida proporção desta filosofia demasiada correndo nas veias, a aprender conceitos básicos que ‘seguram a nossa onda’ e consolam um pouco, até algumas crises ou perdas começarem a acontecer em nossas vidas e passarmos a nos perguntar de novo e de novo. Temos convicções imprecisas sobre tudo que o futuro nos aguarda, e nos protegemos muitas vezes de pensar sobre isso na próxima máscara.
Cremos em vários Deuses ao redor das culturas deste do mundo, pintamos este Ser infinito numa forma finita e falha, e vejo muitas pessoas acreditando cegamente que Ele os colocou aqui e agora intitulou regras num livro para voltarem até ele. Joguetes? Fantoches? É muitas vezes mais fácil engolir esta pseudo-verdade do que pensar e a nenhum lugar por vezes chegar, reconheço. Acreditamos na vida após a morte, em reencarnação, na morte espiritual ou na condenação eterna... E se estivermos errados?


Quer questionar tudo e refletir? Vá ao IML e peça, para assistir a uma autópsia completa ou clique no youtube e procure uma 'bem legal'. Se você não for da área de saúde médica a cena vai te fazer pensar um pouco na fragilidade da vida, no mínimo.


A vida é uma bela imprecisão. Uma aventura na qual arrotamos a valentia do livre-arbítrio até uma cordinha nos puxar e mostrar realmente o limite. Estamos agora perdendo para os vírus e bactérias, eles são o futuro da humanidade - pelo menos estão a cada dia contabilizando mais e mais vitórias e nem têm cérebro, são puro instinto programado.

Ah, esta nossa tola convicção de superioridade! Arrasados pelo passado, ausentes do presente e cada dia mais a solidão real invade estes corpos colocando de tudo, menos as próprias almas, lá dentro.


Zumbis aprisionados. Aprendizes de estátua sem manual de instrução, feiticeiros sem mágica nestes dias de ilusão.


Unf... Vontade de comer melão com presunto...

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Vem aí o I Congresso Nacional de Terapia Regressiva


Este congresso será realizado na nossa terrinha, Salvador, de 20 a 22 de Novembro deste ano e estarão presentes os maiores nomes da terapia regressiva no Brasil.
A terapia transpessoal que tem como uma de suas ferramentas a terapia regressiva, vem crescendo a cada dia, trazendo espaço para uma nova abordagem de cura total e assepsia da alma. Esta terapia, suas fundamentações teóricas e práticas chegam em um momento de colapso de diagnóstico e cura puramente reféns da medicina ortodoxa, onde somos assaltados por medicamentos e visão limitada de controle e prisão.


Se você é um profissional de saúde, estudante ou simpatizante dos processos mentais e holísticos esta é uma grande oportunidade de aprender mais sobre este infinito universo transpessoal.
As vagas são limitadas.


Já estão confirmados no congresso nomes como os de: João Carvalho Neto, Dr Ribamar Tourinho, Idalino Almeida, Jordan van der Zeijden Campos, Marta Moreira Mendes, Renato Coutinho... Entre outros.

Para saber mais sobre o perfil destes profissionais, forma de inscrição e temas abordados acesse o site do evento agora mesmo: http://www.regressaocongressoba.blogspot.com/

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

Hoje a Amanhã

Estava aqui filosofando como de costume sobre a nossa displicência com a vida, a nossa oportunidade de estar aqui - e como somos ingratos e muitas vezes suicidas inconscientes.
Vivemos correndo. Acorda. Pega o ônibus ou carro. Transito. Trabalho ou escola. Almoço às pressas. Transito. Fila. Cansaço. Salário. Comissão. Mesada. Dorme. Acorda. Rotina. – fazemos a poupança, sonhamos com a casa própria, com o carro, com um dia fazer uma coisa legal quando puder.
Mas... E se ao acabar de ler esta mensagem a arteriazinha do seu coração estourar e vc cair sobre este teclado a sua frente? O que ficou? O que vc fez? Vc vai poder sacar a poupança que guardou este tempo? Dirigir o carro? Mostrar a casa aos amigos? O que vc vai levar? ... Daqui: NADA!!!
E por que então passamos a vida coletando o que não nos servirá de nada e aquilo que é de Moral e de Espírito ficamos sempre esperando uma data para acontecer, um dia para realizar... Uma loteria para ganhar.
Tudo é “um dia farei”, “quando eu tiver dinheiro vou...”. PARE! PARE!
Não dá para ver que isso é loucura?

Costumo dizer que existem dois dias onde nada pode ser feito... Ontem e amanhã.
São eles. Estáticos. Imóveis. Só hj vc pode perdoar, praticar a caridade real (que é compartilhar o que vc tem de melhor e não o troco do bolso amarrotado).
Então... Perdoemos agora, falemos Eu Te Amo agora. Pegue caneta e papel e faça a lista de compras de teu sonho para hoje
O que você vai fazer hoje se ficar sempre esperando amanhã, e o amanhã vai ser de novo hoje e você sempre estará esperando mais um amanhã...
Amanhã? Ok, tomara que ele exista.
Muitas vezes só acordamos pela dor, e muitas vezes (quase sempre) é tarde de mais. Hoje é a hora. O nosso cedo. Que virará abóbora à meia noite.

Motivação na Rede Pública - Parte 3 (suadeira)

Mais uma bem sucedida reunião de motivação com alunos da rede públida do estado da Bahia.

A meta é levar uma esperança nova, auto-estima e recursos neurolinguísticos para estes cidadãos que em breve estarão ainda mais ativos na nossa sociedade. A turma do 2.o Ano do Manoel Novaes me surpreendeu.
Vamos agora fazer uma oficina de excelência pessoal.
Não reparem na quantidade de suor que desepejei... Ufa!!!

Inverno na Bahia não existe.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Ensaio sobre o Borogodó

Desculpem-me os belos rostos e corpos apenas gostosos:
Mas borogodó é fundamental.
Caiu a ficha?
Sim, falo daquele negocinho que tira do sério...
E faz dizer que ama... Mesmo sem amar
Que apaixona... E desnorteia a mais falsa moral que há.
Em todo o relacionamento há de se ter borogodó
Para que seja duradouro e digamos, em ciclo fechado.

Casalsinho conformado e sem briga?
Tem galha no meio, pode apostar.

Sim, borogodó é também um tipo de pegada
Mas não falo de tato, preste atenção:
Pegada são os cinco sentidos em um
Comer com os olhos, encher a boca d’água com o cheiro
Perder o pudor, de cara limpa, suor, olhos... Uma mão que aperta.
Queimadura desejada de dois ou mais corpos escaldantes
Borogodó é aquilo que te faz remexer na cadeira só de pensar...
Falar coisas borogodescas...

É escutar o espírito buscando o último oxigênio que queima o suspiro.
É tocar, pegar, amassar... Tudo isso junto e simples.
É passear no shopping de mãos dadas e melar o nariz do outro com sorvete de chocolate.
É voltar para casa, e se o elevador fosse até mais que o décimo andar, um filho ali seria feito no caminho.

Borogodó é ritmo também, uma canção interminável.

Um pouqinho de ausência, insegurança e muita surpresa não faz mal a ninguém.
Borogodó é riso, gozo infinito e sem pecado.
É Terra do Nunca visitada e relembrada.

E viva o borogodó !!!

sábado, 1 de agosto de 2009

CONTRAMÃO


Eu estou enganado ou os carros vêm ao contrário?
Eu estou piegas de mais ou aquela canção ainda me faz chorar?
Eu falo demais, ou demoraram a entender o que a primeira palavra disse?
Eu magôo ou você se permitiu?

Onde estão os tais óbvios sinais que não enxergo?

A vida é uma biblioteca ortodoxa com aquela placa de silêncio enorme.
Então se for crime gritar, me condene.
Leve-me à masmorra ou à forca.
Pois a primeira desabará pelo meu grito.
E a segunda desatará pelo meu eterno suor.

Como um Dom Quixote calejado.
Pois pode apostar que eu vou!