Há muito tempo venho pesquisando, apurando fatos e dados, bem como acompanhando e sendo ferramenta complementar em casos de transtornos psiquiátricos, principalmente Transtornos Obsessivos Compulsivos (TOC); Pânico, Bipolares e Esquizofrenia, que venho agora, na forma deste texto explicitar fatos urgentes e de interesse geral. Serve de atenção especial aos Centros Espíritas Karcedistas e aos Centros-Espíritas-Não-Kardecistas (que misturam a filosofia espírita com várias outras manifestações místicas e religiosas), ao que segue:
Da Motivação:
São inúmeros os casos de que tenho registro de principalmente jovens entre 14 e 22 anos com graves queixas psíquicas e de desorientação generalizada, produzindo claramente sintomas conhecidos e encaixados como Esquizofrenia, TOC e Bipolares que tiveram seu início em Centros Espíritas quando do chamado: “desenvolvimento mediúnico”.
Dos Fatos:
Adoro números e estatísticas, e tenho em mãos variados casos que movidos de tamanha semelhança e sincronicidade chegam a assustar. São relatos de jovens, na maioria do sexo masculino (65%) que desenvolveram transtornos psiquiátricos logo após serem “diagnosticados” como médiuns e que” precisam urgentemente”, segundo os Centros, de “desenvolvimento mediúnico”. Pois “não têm nada, só mediunidade...”
Jovens que estavam sadios, repletos de vida, estudando, namorando, descobrindo seus processos e focados num destino que esteja sob seu comando, com problemas comuns a todos os habitantes do Planeta Terra, mas que depois de conduções errôneas, distorcidas e por que não chamar de criminosas, feitas por certos ditos: “Centros Espíritas”, nunca mais voltaram a ser os mesmos. Entram em um colapso generalizado de dilatação do seu extra-sensorial ou mediunidade que fica completamente fora de controle, e produz fatos gravíssimos que os “Centros” depois colocam a “culpa” na faculdade mediúnica não vigiada e não resolvem o problema que dispararam.
O fato é que muitos transtornos severos estão tendo início por “trabalhadores” espíritas completamente mistificados e sem a mínima condição de decidir sobre tal “desenvolvimento mediúnico”, sob verniz de grandes sábios do espiritismos, com práticas intensivas e inapropriadas, tomando uma parte como um todo, e comprometendo vidas. O fato outro é que sou um terapeuta com raízes fundamentais na filosofia espírita, freqüentando e “trabalhando” em Centros desde os 14 anos, e falo com propriedade e vivência, deste fato.
Do Problema:
Onde está a Federação Espírita? Onde está o bom senso e o controle, e principalmente a formação destes doutrinadores e dirigentes espíritas? Creio que a Federação deva urgentemente adotar medidas rígidas de certificação da capacidade a quem está em Centros Espíritas sendo porta vozes de uma filosofia tão linda, transformada em pedestal de auto-estima pessoal e mistificações, neste casos. Estamos vivendo a Era do contrabando da Fé, e infelizmente vejo lamentáveis condutas ligadas ao nome de espiritismo, que mais parecem seitas de “sabe-tudo”, longe da essencial moral kardecista. Sem falar nas lutinhas de poder e vaidades dos bastidores do movimento no Brasil, estamos sujeitando inúmeros jovens a um processo agudo de calamidade mediúnica.
Desenvolver a mediunidade para que? Usar como regra geral este roteiro baseado em que?
Quem decide isso?
Existem inúmeras formas de desenvolver a nossa percepção e fazer bom uso de nossas habilidades extra-sensoriais. E sem ter um retrato profundo da vida daquela pessoa, de seus problemas de infância, de seus traumas e complexos, de sua história familiar e processos íntimos pode ser fatal. Os jovens têm carregado processos complexos herdados de cargas biológicas e “cármicas” de seus antepassados e de seus traumas de infância, e um desenvolvimento mediúnico pode resultar no aflorar de todo este conteúdo em forma descontrolada, que ligado ao processo espiritual, sem supervisão terapêutica, podem produzir danos irreparáveis.
Acredito e sugestiono que todo o Centro Espírita tenha um Psicólogo, Terapeuta ou Psiquiatra responsável pela avaliação da necessidade e conduta destes “desenvolvimentos”, a grande e esmagadora maioria desnecessários. É preciso também uma espécie de “selo de qualidade” e “provão” aos Centros e seus trabalhadores, visando a excelência no trato e abordagem das ferramentas espirituais. Acredito que um bocado de gente seria obrigada a se reciclar, estudar e ter uma disciplina em relação ao generalizar todos os casos. A situação é caótica, lamentável e não para de crescer. Muito longe de criticar negativamente o espiritismo, pois estaria negando a mim mesmo, estou gritando por lucidez e atualização de procedimentos. Antigamente os fenômenos eram mais necessários, mas hoje, tenho certeza que não. A educação mediúnica ou extra-sensorial é a primeira coisa que se deve fazer, e não apenas desenvolver por desenvolver, algo que pode fugir do controle, e está acontecendo como epidemia.
Dos Dados:
Para quem interessar possa:
- 85% dos casos de Transtornos Obsessivos Compulsivos (TOC) e 75% dos Bipolares têm em comum abuso sexual na infância, consciente ou inconsciente; verdadeiro ou falso.*
* O nosso cérebro pode produzir truques e associar/distorcer eventos não sexuais com os mesmos e deturpar informações, principalmente oriundas de eventos intrauterinos e da primeira infância. Há quem se diga vítima de abuso sexual, e ao se colocar sob intervenção terapêutica profunda descobre que isto nunca ocorreu; e há quem diga que nunca a teve, e descobre-se nas sub camadas da mente, o processo vivo.
Todos estes números foram registrados em um universo de cerca de 230 "portadores" dos transtornos acima em conjunto com colegas terapeutas, psicólogos e psiquiatras, com estudo de caso e com um esmiuçar de toda a história familiar com a ajuda e aprovação dos familiares. Estes dados são meus e não refletem e nem têm a pretensão de serem verdades únicas, apenas pontes para reflexão profunda. Ocorre que quando uma pessoa, traumatizada consciente ou inconsciente pelos números acima, sofre uma condução errada em um processo de desenvolvimento mediúnico a mesma o desenvolve numa forma voraz e rápida. O mau desenvolvimento serve de “gatilho” fatal de processos que precisam de assepsia antes de serem explorados.
Desejo uma revisão profunda e uma discussão pontual sobre este fato nos Centros Espíritas, em prol da vida e da filosofia em pauta. Não podemos mais, com tanta informação, tapar os olhos a isto. A ignorância nos protege muitas vezes, mas saber e persistir no erro é um grave atentado contra a vida. “Instruí-vos”, disse o Espírito da Verdade!
Conclusão:
Concluo, com todos os dados, pesquisa, e enorme esforço em ser uma ferramenta na reversão destes processos que deve-se parar todo o núcleo de desenvolvimento mediúnico em ação e refletir profundamente sobre os dados novos que temos. Sou palestrante, trabalhador e freqüentador de diversas Casas Espíritas, admiro a condução de diversas e desaprovo outras também. Isso me faz questionar quantas “doutrinas espíritas” temos hoje.
Será que cada qual cria uma nova forma de fazer e organizar esta filosofia e criam uma religião ortodoxa que produz efeitos nocivos e ninguém faz nada?
Avante guerreiros da boa nova, vamos fazer nossa parte e mudar este cenário de caos.
É hora de evoluir e sair do lugar comum de achismos e condutas cegas.
Continuo crendo que o “mal” é um “bem” fora do lugar.
Levantemos as mangas e coloquemos então no lugar.
Avante guerreiros da boa nova, vamos fazer nossa parte e mudar este cenário de caos.
É hora de evoluir e sair do lugar comum de achismos e condutas cegas.
Continuo crendo que o “mal” é um “bem” fora do lugar.
Levantemos as mangas e coloquemos então no lugar.
Com respeito e carinho,
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