Por Jordan Campos
Eu estou enganado ou os carros vêm ao contrário?
(aquela velha sensação de que toda a unanimidade é tola...)
Eu estou piegas ou aquela canção ainda me faz chorar?
(aos que não foram ainda contaminados com o terrível vírus da pseudo-lucidez)
Eu falo demais, ou demoraram a entender o que a primeira palavra disse?
(sim... a coisa é bem simples, mas repetimos as mesmas palavras quando nossos olhos já disseram tudo)
Eu magôo ou você se permitiu?
(os dois...)
Onde estão os sinais que não enxergo?
(escondidos e aprisionados nas ideias atemporais de que o passado é presente e o futuro foi ontem)
A vida é uma biblioteca ortodoxa com aquela placa de silêncio enorme.
Então se for crime gritar, me condene logo.
Leve-me à masmorra ou à forca.
Não avise que vai me "matar": ou mate ou morra.
Pois a masmorra desabará pelo meu grito.
E a forca desatará pelo meu suor.
Mas, pode apostar que eu vou e chego lá!
A mão estará aqui, mesmo com o "aperto opcional".
A minha Verdade agora é maior que minhas dores.
...
sexta-feira, 22 de outubro de 2010
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Abrindo a Porta
Por Jordan Campos, com citação de Renato Russo.
Agora que tanta chuva passou
Sinto cheiro de mudança no ar.
O que será mais uma vez?
Não tem olho-mágico na porta e estou com um medo gostoso de abrir.
E sinto que você também...
E se de repente não for bem isso que eu estava esperando?
Bem, estou tentando, e com muito Amor no peito...
Depois de descobrir que o micróbio não é nada
Mas o terreno é tudo... E reformar aquele velho quintal,
E matar o tal micróbio de fome... (não tive pena, e quase me empenei)
Quero abrir e tocar, e sem promessas malucas, apenas dizer:
- Eu sou exatamente o conjunto de minhas experiências no esforço constante em ser melhor.
- Sem perfeição mitológica ou capa de super-herói – Ser Humano, simples e tudo.
Você pode me ajudar?
Eu posso segurar sua mão quando você for vacilar, Ok? E você?
Sei que não faz muito meu tipo ter esta cautela toda.
Mas coisas andaram mudando aqui dentro.
E me deslumbro tão fácil como as palavras que falo sempre às vésperas da paciência do tempo.
É que embora viva nele, desacredito dele.
Mas só assim irei saber, isso eu sei...
“Mas é fácil teorizar” – você vai dizer isso e eu concordarei. Só temos as mesma palavras para dizer as coisas.
Olha a atitude, a atitude!!! Ela sempre falará mais alto.
A vida é este conjunto complexo de retalhos nossos mesmo. De choros e risos.
Prática de substituir reticências por pontos finais é sempre meio complicado.
Mas se houver Amor, se faz tudo. E como há em mim!!!
“É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.”
Na incerta certeza que consome minha razão, por ter uma rara verdade aqui.
No café amargo que tomei para acordar.
No absinto para queimar este medo tolo de vez.
Na dita “loucura” insistente em acertar, que sem ela, sou pouco de mim.
Vou abrir a porta.
Abri...
(...)
Agora que tanta chuva passou
Sinto cheiro de mudança no ar.
O que será mais uma vez?
Não tem olho-mágico na porta e estou com um medo gostoso de abrir.
E sinto que você também...
E se de repente não for bem isso que eu estava esperando?
Bem, estou tentando, e com muito Amor no peito...
Depois de descobrir que o micróbio não é nada
Mas o terreno é tudo... E reformar aquele velho quintal,
E matar o tal micróbio de fome... (não tive pena, e quase me empenei)
Quero abrir e tocar, e sem promessas malucas, apenas dizer:
- Eu sou exatamente o conjunto de minhas experiências no esforço constante em ser melhor.
- Sem perfeição mitológica ou capa de super-herói – Ser Humano, simples e tudo.
Você pode me ajudar?
Eu posso segurar sua mão quando você for vacilar, Ok? E você?
Sei que não faz muito meu tipo ter esta cautela toda.
Mas coisas andaram mudando aqui dentro.
E me deslumbro tão fácil como as palavras que falo sempre às vésperas da paciência do tempo.
É que embora viva nele, desacredito dele.
Mas só assim irei saber, isso eu sei...
“Mas é fácil teorizar” – você vai dizer isso e eu concordarei. Só temos as mesma palavras para dizer as coisas.
Olha a atitude, a atitude!!! Ela sempre falará mais alto.
A vida é este conjunto complexo de retalhos nossos mesmo. De choros e risos.
Prática de substituir reticências por pontos finais é sempre meio complicado.
Mas se houver Amor, se faz tudo. E como há em mim!!!
“É só o amor! É só o amor
Que conhece o que é verdade.
O amor é bom, não quer o mal,
Não sente inveja ou se envaidece.
O amor é o fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É um não contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder.
É um estar-se preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É um ter com quem nos mata a lealdade.
Tão contrário a si é o mesmo amor.”
Na incerta certeza que consome minha razão, por ter uma rara verdade aqui.
No café amargo que tomei para acordar.
No absinto para queimar este medo tolo de vez.
Na dita “loucura” insistente em acertar, que sem ela, sou pouco de mim.
Vou abrir a porta.
Abri...
(...)
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Na Subida!!!
Por Jordan Campos
Existem tantas coisas que eu poderia falar agora.
Tenho cerca de sete novos temas polêmicos a tratar aqui.
Mas algo, neste momento, me pede para focar em algo do SER HUMANO que é fascinante.
A capacidade de mudança e superação embutida em supostas “linhas tortas”.
As pessoas entram neste planeta Terra com muito mais medo do que saem dele.
Nascer é mais angustiante que morrer. Pode anotar e me contar depois.
Esquecemos tudo de antes e entramos num rio esquisito e cheio de tentações.
Acaba que nos esbarramos com pessoas importantes e situações talvez repetidas a milênios.
Mais uma chance em reparar, aprender e resolver.
Mas é claro que não vai ser fácil.
Se viemos aprender a paciência, acordaremos com goteira na cabeça, tomaremos choque no primeiro banho do dia, a torrada vai queimar e o trânsito vai nos sufocar.
Sim, a prova é proporcional ao pedido.
E toda a paz é inversamente proporcional à expectativa.
Se estiver sem paz repare que vai ter grandes expectativas na sua mente...
Quando estiver em paz, as expectativas estarão repousando...
Ops, volta, volta... Jordan!!!
Sim: a prova é proporcional ao pedido.
O problema é que nos esquecemos disso por vezes, e nos desesperamos com as ‘linhas tortas’ da vida.
Achamos às vezes que estamos sendo vítimas de um golpe sujo, quando por simplesmente Deus não errar, estamos experimentando exatamente uma reação a algo que fizemos igualzinho.
Outras vezes as pessoas vão nos ferir e vão sacar algo que fará perdermos o chão.
Hei, levanta... Você estava na pessoa para saber lá o porquê dela ter feito aquilo?
O motivo real? Ou o que você quer acreditar?
Sabe lá a estrutura mental dela, o passado, as conexões?
Ou seja: não julgue!!!
Não fique procurando respostas tolas na sua massa encefálica de 10%.
Ganhe seu tempo se fazendo as verdadeiras perguntas.
Sim, sua dor vai passar, o salário há de aumentar e uma hora você vai perdoar.
O seu pior inimigo vai ser seu maior caso de amor.
O seu maior amor vai virar inimigo uma hora e testar seu perdão.
Na verdade, esqueça a palavra “inimigo” e substitua por “oportunidade de aprendizado e perdão”.
Deus nunca estará longe de você nesta jornada meio às cegas que é sua vida agora!
NUNCA!
Então, pare de remontar o que te magoou, isso só vai te deprimir e é passado.
Cate teus cacos, faça as perguntas reais e se tiver que descer do salto, desça.
Descer do salto do orgulho é subir na escada da sabedoria.
Subamos juntos!
Estou muito feliz agora!!!
E você?
...
Existem tantas coisas que eu poderia falar agora.
Tenho cerca de sete novos temas polêmicos a tratar aqui.
Mas algo, neste momento, me pede para focar em algo do SER HUMANO que é fascinante.
A capacidade de mudança e superação embutida em supostas “linhas tortas”.
As pessoas entram neste planeta Terra com muito mais medo do que saem dele.
Nascer é mais angustiante que morrer. Pode anotar e me contar depois.
Esquecemos tudo de antes e entramos num rio esquisito e cheio de tentações.
Acaba que nos esbarramos com pessoas importantes e situações talvez repetidas a milênios.
Mais uma chance em reparar, aprender e resolver.
Mas é claro que não vai ser fácil.
Se viemos aprender a paciência, acordaremos com goteira na cabeça, tomaremos choque no primeiro banho do dia, a torrada vai queimar e o trânsito vai nos sufocar.
Sim, a prova é proporcional ao pedido.
E toda a paz é inversamente proporcional à expectativa.
Se estiver sem paz repare que vai ter grandes expectativas na sua mente...
Quando estiver em paz, as expectativas estarão repousando...
Ops, volta, volta... Jordan!!!
Sim: a prova é proporcional ao pedido.
O problema é que nos esquecemos disso por vezes, e nos desesperamos com as ‘linhas tortas’ da vida.
Achamos às vezes que estamos sendo vítimas de um golpe sujo, quando por simplesmente Deus não errar, estamos experimentando exatamente uma reação a algo que fizemos igualzinho.
Outras vezes as pessoas vão nos ferir e vão sacar algo que fará perdermos o chão.
Hei, levanta... Você estava na pessoa para saber lá o porquê dela ter feito aquilo?
O motivo real? Ou o que você quer acreditar?
Sabe lá a estrutura mental dela, o passado, as conexões?
Ou seja: não julgue!!!
Não fique procurando respostas tolas na sua massa encefálica de 10%.
Ganhe seu tempo se fazendo as verdadeiras perguntas.
Sim, sua dor vai passar, o salário há de aumentar e uma hora você vai perdoar.
O seu pior inimigo vai ser seu maior caso de amor.
O seu maior amor vai virar inimigo uma hora e testar seu perdão.
Na verdade, esqueça a palavra “inimigo” e substitua por “oportunidade de aprendizado e perdão”.
Deus nunca estará longe de você nesta jornada meio às cegas que é sua vida agora!
NUNCA!
Então, pare de remontar o que te magoou, isso só vai te deprimir e é passado.
Cate teus cacos, faça as perguntas reais e se tiver que descer do salto, desça.
Descer do salto do orgulho é subir na escada da sabedoria.
Subamos juntos!
Estou muito feliz agora!!!
E você?
...
quinta-feira, 14 de outubro de 2010
Fotos Comentadas do II Congresso Brasileiro de Naturopatia e Iridologia
Finalizamos a segunda edição do Congresso Nacional de Naturopatia e Iridologia, acontecido em Curitiba - PR. Pela foto ao lado nota-se a grande participação de todo o Brasil. Uma organização fantástica pela equipe organizadora, liderada pelo Prof. Sérgio, a quem deixo meus sinceros votos de luz nesta estrada que tem. Os participantes soltavam no ar frases como: "o melhor congresso que já participei..." E foi, um lindo evento para nova medicina e saúde do MUNDO.
Tive a grata honra de conhecer pessoalmente o Dr. Marcio Bontempo, ao lado na foto - já lia os seus livros, feitos em 30 anos de dedicação que este mestre da naturopatia e saúde pública nos passou. Sou um imenso fã dele e dividir como conferencista o mesmo espaço dele, um privilégio. Fique muito surpreso quando ao me ver ele disse: "Você não é o terapeuta baiano, o Jordan?" - Eu disse: "Sim, sou eu..." E ele complementa: "Já ouvi falar de você e de seu trabalho..." e ainda fez questão de comprar meu livro (claro que eu ia dar um para ele) e com tanta simpatia, humildade e conhecimento nos encantou. Me deu dicas preciosas e torço aqui para que o Brasil possa aproveitá-lo de uma forma sitêmica na saúde pública nacional, pois é de pessoas assim que precisamos tomando decisões certas.
E eu achando que ia apenas dar uma palestra? (a que segue no post abaixo) Pois é... acabei voltando em mais uma palestra "improvisada", depois do horário, como extra, falando de "Nutrição Energética" até quase as 21hs e o público ficou em massa, e amei poder compartilhar esta nova ótica da nutrição e contar um pouco de minhas experiencias, história e de como é importante nutrir corpo, mente e espírito, e fazer entender principalmente, como isso acontece. Novos conhecimentos. Nova era.
Falando de Nutrição Energética, esboçamos a importância do nosso órgão nutricional de energia chamado glândula pineal e dos sistemas de força de nosso corpo, ou chácras. Conhecimentos milenares traduzidos à luz da moderna naturopatia e com comprovação científica, vide o belíssimo trabalho do Dr. Luis Felipe, da USP - SP, que é o diretor do "Pineal Mind" e conseguiu o feito inédito de colocar em uma faculdade de medicina uma disciplina obrigatória chamada: "Medicina e Espiritualidade" na USP.
Ensinamos estratégias para a proteção energética e como funciona o nosso campo áurico. Para muitos foi uma imensa novidade e muitas perguntas ficaram no ar, que quando na mesa redonda pudemos rapidamente esmiuçar um pouco mais do conteúdo. Congresso é para se levar novidades, chocar um pouco, sacudir sempre com bom senso e com apoio da bancada científica, extraordinária.
Na foto ao lado, da esquerda para a direita: Dr. Márcio Bontempo - que dispensda apresentação; Prof. Elias de Souza - diretor do "Oásis", clínica de reabilitação volta à naturopatia; o espanhol, Dr. Salomé - um dos maiores nomes da iridologia mundial, criador da iridologia quântica; Eu, Jordan Campos; e a doce Coneição Trucom, autora de diversos livros que nos ajudam cada vez mais a integrar nutrição e alma.
Ah... este almoço foi delicioso, a torta de palmito de forno disputada até o fim.
Momento mesa redonda, ao final do congresso, onde os conferencistas podem se aproximar mais ainda das pergunats pertinentes.
Aplausos, para o carinho dos participantes, para as perguntas congruentes e para um verdadeiro e bem feito, Congresso. A maior leva de questões durante a minha participação, foi sobre a glândula pineal e sobre o pânico. Dois setores mal vistos e mal entendidos pela ciência atual, que consome trilhões de dólares em medicamentos para o externo e esquece-se da nossa farmácia da alma interna. Esquece-se não: faz de conta que não existe.
Momento lindo de entrega de certificados aos participantes. Ao fundo o competente Prof. Sérgio, que com carisma, educação, energia e foco conduziu brilhantemente o evento, que acabou sendo maior do que se esperava, mas menor do que poderíamos dar (RISOS)... PODERIA DURAR UM MÊS!!!
Agradeço a todo o grande carinho recebido. Aos novos amigos feitos. Aos velhos em reencontro. Apesar do frio o calor de alma me aquece até agora.
domingo, 10 de outubro de 2010
Notícias de Curitiba - II Congresso Nacional de Iridologia e Naturopatia
Por Jordan Campos
Neste domingo, dia 10/10/10 me apresentei no
II Congresso Nacional de Iridologia e Naturopatia, em Curitiba – PR. Fora o frio de 14 graus, fiquei bastante emocionado e aquecido com a receptividade do público, dos organizadores e dos colegas conferencistas. O Brasil e o Mundo estão aqui.
Como representante do Nordeste neste evento que conta com nomes como Dr. Javier Salomé; Dr. Marcio Bontempo; Prof. Edomar Batista da Cunha... Entre tantas outras “feras”, apresentei uma visão do que chamo de Iridologia Transpessoal focada nos distúrbios de ansiedade – um trabalho fiel, técnico e intuitivo, resultado prático de centenas de íris examinadas e com seus donos tratados.
Juntar a iridologia com a naturopatia é genial. Uma acaba completando a outra. Coloquei uma pitada de conceitos e estudos avançados em processos mentais – Cuidar do hardware (corpo) e do software (espírito). Como não se pode obter resultados diferentes fazendo a mesma coisa, estamos fazendo história diferente aqui. Ousando realizar uma medicina integrativa na era da inquisição científica. Os tais avanços científicos, no caso do câncer mesmo... Em 20 anos de pesquisas, muitas cifras e quase nada se evoluiu – a cada dia se morre mais e mais pessoas e tudo está fora de controle. Em 20 anos, por exemplo, só conseguiram prolongar em dois meses a sobrevida do câncer de pulmão! Tentam de tudo para tirar o sintoma e esquecem que o sintoma não é a doença, e que ela está na mente, nos hábitos, nas crenças.
Aprendemos neste caminho que a atitude principal é tirar o terreno que alimenta o micróbio e não, tentar matar o micróbio. Repito: o mal é um bem fora de lugar!!! E este terreno é completamente avaliado com a iridologia e sua precisão, complementado com a naturopatia, o Ser ganha! Isso aqui é ciência também!!!
Que a medicina possa se unir e interagir além de nos ver como uma molécula ou como um tumor qualquer. Parabéns aos médicos que estão rompendo esta fronteira.
Queria agradecer a Deus por me fazer de ferramenta, e sentir tanto feedback de volta. Tanto calor humano. Agradecer também ao meu mestre Prof. Edomar Cunha, que me apresentou à iridologia além dos livros. Ao Dr. Celso Batello pela extensa bibliografia; ao Dr. Hammer por ter tido a coragem de enfrentar o mundo em busca da verdade por detrás dos sintomas... E por fim a todas as pessoas que passaram por mim como pacientes, e confiaram numa ousada guinada e estão juntos de coração!!!
Parabéns Brasil por receber mais uma edição deste Congresso revolucionário com casa cheia!!!
Em Novembro agora, estarei em São Paulo, apresentando mais um tema no II Congresso Nacional de Terapia Regressiva. Quem cuida de gente não pode perder esta oportunidade, ainda há vagas: www.congressonacionaltr.com.br
Saudações!!!!
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Terapia do Rock'n Roll - Bon Jovi no Brasil
Por Jordan Campos
Nesta quarta parei um pouco para realizar um grande desejo de músico e de homem apaixonado pelos mais belos clichês piegas desta vida: Fui ao Morumbi em São Paulo assistir ao show da banda Bon Jovi. Nossa, estava bem na frente do palco - os fãs da banda são diferentes e distintos – pessoas maduras, muitos casais, um público acima dos 25 anos... muito tranquilo para um show de rock’n roll dos melhores!!! Foram 68 mil pessoas!!!
Eu me lembro quando eu tinha 13 anos e comprei meu vinil do Bon Jovi e aquelas músicas, letras e a forma de expressar os sentimentos ali expostos mudariam minha vida, me influenciaria como músico e marcaria, como trilha sonora, as minhas paixões, quedas, conquistas e amores. Foram 3 horas de show, simplesmente fantásticas. Aprendi Inglês traduzindo as canções na minha adolescência. São muitas histórias.
E este dia 06 de Outubro de 2010 marcou.
Seguem aqui algumas fotos que fiz e uma mistura de várias letras do Bon Jovi adaptadas em uma poesia só, livremente, falando sempre algo que pulsa aqui dentro... Então eu me misturo abaixo nesta poesia dilatada como se estivesse fazendo uma composição com o Jon Bon Jovi e o Ritchie Sambora! Apenas um super fã saberia dizer quem é expressão de quem aqui abaixo... (isso não é um desafio lançado, ok?)
Dedicado a todos que Amam
No meu retrovisor minha vida está ficando mais clara
O pôr-do-sol suspira e lentamente desaparece.
Estas bugigangas já foram tesouros, hoje e agora eu sei o que quero.
Então eu dirijo, vendo estas linhas brancas passarem... as amarelas sumiram.
Com minha imagem de Jesus no painel do carro e uma tatuagem no braço.
Esperando para nos receber, perdoar e Ser feliz.
Diga adeus ao passado
Pise fundo, não há freios nesta rodovia perdida, chamada Planeta Terra
Eu não sei muito bem agora para onde estou indo
Mas eu sei muito bem onde estive e não quero voltar lá
Então eu dirijo e piso fundo agora... tirei as cargas e o vício extremo do “pé no freio”.
Ó, santo patrono das almas perdidas, diga a este eterno garoto para onde ir!
Guie o carro, você tem as chaves!
( ... )
Agora, este Romeu está sangrando
Mas você não pode ver o seu sangue
Isto não é nada além de alguns sentimentos que abandonaram há poucos dias
Tem sido chuvoso desde que aconteceu...
E eu não consigo cantar uma canção de amor do melhor jeito que deva ser cantada.
Bem, acho que não sou mais tão bom, mas ainda, sou apenas eu.
Quando você fizer suas preces, tente entender que eu já cometi erros, pois sou apenas um homem.
Bem, não há sorte nos dados viciados quando não se muda realmente.
Mas quando há amor, há chance...
Então, podemos sempre refazer nossos antigos sonhos e nossas antigas vidas
Encontraremos um lugar onde o sol ainda brilha
Eu posso te prometer o amanhã
Mas eu não posso comprar de volta o ontem...
E eu estava lá quando você estava feliz.
Eu estava lá quando você estava triste.
Eu sempre vou estar.
Eu não queria ter perdido mais uma chance, tente entender que não há chance perdida e sim oportunidade de mudança conquistada.
Descanse agora suas mãos em mim...
Sou um lutador, sou um poeta, sou um pregador.
Se você me mostrar como conseguir sair do chão agora
Eu posso te mostrar como voar e nunca mais descer.
Resenhas em um Vôo da GOL.
Por Jordan Campos
Estávamos eu e minha irmã, voltando de São Paulo... Depois de um atraso de quase 4 horas aguardando um avião que "sumiu": a informação era de que em 15 minutos a tal nave pousaria ... e foram 249 minutos de espera. Ou ela foi abduzida por marcianos ou ficou fazendo turismo em Congonhas.
Embarcamos então em um avião sujo, onde não havia sido feita a limpeza e todo mundo muito estressado. Era a nova companhia Gol / Varig ... em mais um vôo onde sabem que a “escolha da empresa aérea é uma opção do cliente, obrigado”.
De repente, quando eu achei que já tínhamos passado de tudo vem o lanche.
Ops, lanche não... este troço aí na foto ao lado que fiz questão de registrar.
Uma batata frita que nunca vi a marca, ainda dizendo que vinha com 10% de batata a menos (os anuncios não eram para mais?) e o menor torrone que já vi na minha vida, não tinha nem peso na embalagem... rsrsr. Realmente eu precisei tirar esta foto para dar uma “risada pra não chorar” de como nós somos cada vez mais destratados e ridicularizados quando estamos reféns destas empresas aéreas.
A ANAC não resolve nada, a Infraero pior... quem paga o pato é a comissária sempre.
Tomara que o Tirirca, depois de saber o que é ser deputado federal e ajudar sua família, crie uma Lei para os passageiros.
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
Pessoas que Passam em Nossas Vidas
Por Jordan Campos, adaptado de um texto que não sei quem é o autor.
Pessoas entram na sua vida por uma "Razão”,
Uma "Estação" ou uma "Vida Inteira”.
Vamos entender as diferenças:
Pois quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.
Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"...
É geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou.
Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade,
Te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente.
Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são!
Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá.
Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente,
Esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim.
Às vezes, essas pessoas morrem.
Às vezes, eles simplesmente se vão.
Às vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição.
O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas,
Nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito.
As suas orações foram atendidas.
E agora é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação",
É porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender.
Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir.
Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez.
Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer...
Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".
Já pessoas que entram para um relacionamento de uma "Vida Inteira"
Te ensinam lições para a vida inteira:
Coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida.
Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos
os outros relacionamentos e áreas de sua vida.
Ela por vez vai te magoar: você vão se magoar, e terão que ter a serenidade e paciência de recomeçar.
Algo inexplicável parece que os fortalece a cada desencontro, ou perdão sincero.
Não é parecido com as pessoas acima... É algo parcelado e não pago à vista.
Tem a ver com Carma, Destino, Lei Maior, ou Similares...
É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente.
Amar é ser amigo, então neste paradoxo viverão os melhores e piores momentos, juntos.
Façam o saldo positivo no final, ok?
Pare aqui e simplesmente SORRIA.
Você tem vida, está respirando, pode optar...
E tem três tipos de pessoas que sempre estarão com você.
Pessoas entram na sua vida por uma "Razão”,
Uma "Estação" ou uma "Vida Inteira”.
Vamos entender as diferenças:
Pois quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.
Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"...
É geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou.
Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade,
Te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente.
Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são!
Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá.
Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente,
Esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim.
Às vezes, essas pessoas morrem.
Às vezes, eles simplesmente se vão.
Às vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição.
O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas,
Nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito.
As suas orações foram atendidas.
E agora é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação",
É porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender.
Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir.
Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez.
Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer...
Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".
Já pessoas que entram para um relacionamento de uma "Vida Inteira"
Te ensinam lições para a vida inteira:
Coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida.
Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos
os outros relacionamentos e áreas de sua vida.
Ela por vez vai te magoar: você vão se magoar, e terão que ter a serenidade e paciência de recomeçar.
Algo inexplicável parece que os fortalece a cada desencontro, ou perdão sincero.
Não é parecido com as pessoas acima... É algo parcelado e não pago à vista.
Tem a ver com Carma, Destino, Lei Maior, ou Similares...
É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente.
Amar é ser amigo, então neste paradoxo viverão os melhores e piores momentos, juntos.
Façam o saldo positivo no final, ok?
Pare aqui e simplesmente SORRIA.
Você tem vida, está respirando, pode optar...
E tem três tipos de pessoas que sempre estarão com você.
sexta-feira, 1 de outubro de 2010
A Estranha Arte de Viver e Morrer
Por Jordan Campos baseado no “Livro do Viver e Morrer Tibetano”
Prólogo
Para aqueles que estão no caminho de entender que “A vida é uma viagem, bebida sem gelo... Engolida às pressas, às vésperas da sede”
E que insistentemente provocam no seu caminho, revoluções.
São vistos como burros, imaturos ou qualquer adjetivo que os intitule: medíocres.
Poucos sabem na prática que o caminho de toda a verdadeira luz e da máxima perfeição que possamos ter aqui na Terra é composto de uma insistente luta-batalha...
Por uma certeza interna que inevitavelmente no início do caminho do aprendiz, leva à repetição, à tentativa e erro, e à uma desordem que é a própria evolução.
Entendamos:
Ato 1 (Primeiros Passos)
Ando pela rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Eu caio...
Estou perdido... Sem esperança.
Não é culpa minha.
Leva uma eternidade para encontrar a saída.
Ato 2 (Oportunidades de Aprendizagem)
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Mas finjo não vê-lo.
Caio nele de novo.
Não posso acreditar que estou no mesmo lugar.
Mas não é culpa minha.
Ainda assim leva um tempão para sair.
Ato 3 (A Insistência do Imaturo e o Choque)
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Vejo que ele ali está.
Ainda assim caio... É um hábito.
Meus olhos se abrem.
Sei onde estou.
É minha culpa.
Saio imediatamente.
Ato 4 (O Princípio da Maturidade)
Ando pela mesma rua.
Há um buraco fundo na calçada.
Dou a volta.
Ato 5 (Evolução)
Ando por outra rua?
Ou volto e vejo que vale à pena concertar o buraco e não cair mais?
Epílogo
“Não vim até aqui pra desistir agora, Entendo você se você quiser ir embora
Não vai ser a primeira vez nas últimas 24 horas, Se depender de mim Eu vou até o fim.
Falando assim parece exagero, Pois Eu não vim até aqui pra desistir agora.” (Gessinger)
A opção final vinda da boa dor da maturidade nos faz, com gratidão e respeito, agradecer ao buraco da queda - sem eles não seríamos quem somos hoje.
A opção em andar por outra rua e deixar o buraco lá é nossa.
Mas alguém há de rapará-lo, apenas com Amor pelo mesmo,
Caindo de novo e de novo, em alguns atos como acima, no mesmo tipo de caminho.
A opção de pôr as mãos nele, aceitá-lo, concertá-lo e ressignificá-lo é a que poupa, que inevitavelmente, mesmo andando em outra rua, encontremos o mesmo tipo de buraco e caiamos nele.
Não subestime o buraco.
Alguns chamam isso de necessidade de aprendizagem.
Alguns chamam de “Carma”.
Outros, simplesmente de Lei de Deus.
Eu chamo de Amor.
...
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
SUBAMOS !!!
Por Jordan Campos
O aprendizado maior é a capacidade de entender
Entender e aceitar. Só isso.
Aceitar que estamos numa das salas de aula da nossa extensa missão.
Esta sala de aula é o nome que consta no nosso RG: é como nos chamam.
Uma parte de uma imensidão que nossa capacidade cerebral com sabedoria nos dá em véu.
Nada nos acontece ao acaso.
Não existem vítimas e culpados, apenas ações e reações.
O mal é um bem fora de lugar.
Tudo pode ser modelado, flexibilizado e reescrito enquanto o coração bater.
Hoje o Sol invadiu minha alma diferente
Uma estranha lucidez de missão em continuidade invadiu.
Espero que este Sol lhe invada agora que lê este texto.
Ele pede para confiar nele, que levante a cabeça,
Que aposte que tua sentença é ser feliz e será.
Um sorriso se abriu.
Se agora dói é porque algo está pedindo para dar certo.
Ame o que lhe provoca a dor, pois permitida foi.
Ninguém vence o espinho odiando nem tentando ver culpados.
Se ele veio permitimos, e permitiram "lá de cima".
A sala, não esqueçam... Isto é apenas uma sala de aula.
Evite repetir de ano e “subamos”...
Com uma tatuagem nos pés que nos dá asas
Não para a fuga, mas para o reencontro com o que sabemos não ter sido à toa.
Ame, ame até o fim.
Abrace o amargo e coloque teu doce nele.
Se entorpeça do bem.
Grite ao Amor... Ele não faltará!
Não se culpe nem culpe, aceite, assuma, abra os olhos enquanto eles puderem abrir.
Faça a ligação agora
Mande o email agora.
Vá agora... Saque o dinheiro da poupança e compre a passagem.
Ou peça carona abrindo um sorriso.
Você chegará lá!!!
Para entender que tudo sempre esteve simplesmente aí, ao seu lado.
Talvez não da forma como você esperava ou quisesse
Mas exatamente como deveria ser, melhor para você.
Evoluir não é descobrir novas coisas:
É apenas se dar conta do que sempre esteve aí existindo.
...
O aprendizado maior é a capacidade de entender
Entender e aceitar. Só isso.
Aceitar que estamos numa das salas de aula da nossa extensa missão.
Esta sala de aula é o nome que consta no nosso RG: é como nos chamam.
Uma parte de uma imensidão que nossa capacidade cerebral com sabedoria nos dá em véu.
Nada nos acontece ao acaso.
Não existem vítimas e culpados, apenas ações e reações.
O mal é um bem fora de lugar.
Tudo pode ser modelado, flexibilizado e reescrito enquanto o coração bater.
Hoje o Sol invadiu minha alma diferente
Uma estranha lucidez de missão em continuidade invadiu.
Espero que este Sol lhe invada agora que lê este texto.
Ele pede para confiar nele, que levante a cabeça,
Que aposte que tua sentença é ser feliz e será.
Um sorriso se abriu.
Se agora dói é porque algo está pedindo para dar certo.
Ame o que lhe provoca a dor, pois permitida foi.
Ninguém vence o espinho odiando nem tentando ver culpados.
Se ele veio permitimos, e permitiram "lá de cima".
A sala, não esqueçam... Isto é apenas uma sala de aula.
Evite repetir de ano e “subamos”...
Com uma tatuagem nos pés que nos dá asas
Não para a fuga, mas para o reencontro com o que sabemos não ter sido à toa.
Ame, ame até o fim.
Abrace o amargo e coloque teu doce nele.
Se entorpeça do bem.
Grite ao Amor... Ele não faltará!
Não se culpe nem culpe, aceite, assuma, abra os olhos enquanto eles puderem abrir.
Faça a ligação agora
Mande o email agora.
Vá agora... Saque o dinheiro da poupança e compre a passagem.
Ou peça carona abrindo um sorriso.
Você chegará lá!!!
Para entender que tudo sempre esteve simplesmente aí, ao seu lado.
Talvez não da forma como você esperava ou quisesse
Mas exatamente como deveria ser, melhor para você.
Evoluir não é descobrir novas coisas:
É apenas se dar conta do que sempre esteve aí existindo.
...
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Sagrado Coração
Por Jordan Campos
Prólogo
As cartas do Tarot saíram:
O mundo / A torre / O imperador / Os enamorados / A Lua
Sendo respectivamente:
Quem somos / A sombra do agora / O norte / O desfecho / A explicação dos fatos
Ato 1
Eu fui embora
E parece que desta vez a porta bateu.
Bateu tão forte que a chave por dentro, caiu.
Caiu como meu choro insistente
Que a chuva de ontem dissimulou
Quando o guarda-chuva quebrou.
Fui insistente, nas palavras convincentes...
Que esbarram na parede de chumbo.
Na verdade estou sempre indo e voltando.
Acostumando a ter que deixar.
Deixar quem era por quem será.
Ou simplesmente: crescer!
Ato 1.2
Os processos geram vítimas
Que repetem atos de processos que não lhes pertencem.
E por se sentirem vítimas esquecem que também são algozes.
Deus não deixa que existam vítimas, apenas são lacunas divinas de reparação.
E se nossa capacidade de perdão for pequena, emaranhados ficamos eternamente.
Ato 2
Eu acordo de repente
E calo minha emoção às pressas
Para não acordar mais uma vítima.
O mapa de plutão molhou?
Todos os dias nos despedimos de algo sem saber...
Até mesmo deste passado que ficou nas reticências acima
E do futuro que será minha exclamação no final desta frase!
O presente então passa a praticamente não existir, entende?
E ao mesmo tempo ser tudo que se tem.
Ato 3
Não, não mudei de assunto...
Eu fui embora mesmo
Embora do passado, viajante do futuro.
Presente anagramático.
Qual o próximo passo?
Eu fui embora de mim para um “mim mesmo” diferente.
“É preciso nascer de novo para entrar no reino dos céus” – Disse o Mestre
E quero o céu, quero as linhas de trem para o paraíso.
Engana-se quem pensa que não se morre
E não se Nasce estando vivo nesta carne.
Ir embora de si mesmo para voltar melhor, sem as cascas do ego.
Limpo... pronto.
"Vai e não erres mais.." - Repetia o Mestre.
Epílogo:
O Sagrado Coração irá agora ser tatuado no branco braço cardíaco
Uma tatuagem de religação com o divino para espelho ver
E não se esquecer...
Que hoje sempre pode ser a última chance.
...
Prólogo
As cartas do Tarot saíram:
O mundo / A torre / O imperador / Os enamorados / A Lua
Sendo respectivamente:
Quem somos / A sombra do agora / O norte / O desfecho / A explicação dos fatos
Ato 1
Eu fui embora
E parece que desta vez a porta bateu.
Bateu tão forte que a chave por dentro, caiu.
Caiu como meu choro insistente
Que a chuva de ontem dissimulou
Quando o guarda-chuva quebrou.
Fui insistente, nas palavras convincentes...
Que esbarram na parede de chumbo.
Na verdade estou sempre indo e voltando.
Acostumando a ter que deixar.
Deixar quem era por quem será.
Ou simplesmente: crescer!
Ato 1.2
Os processos geram vítimas
Que repetem atos de processos que não lhes pertencem.
E por se sentirem vítimas esquecem que também são algozes.
Deus não deixa que existam vítimas, apenas são lacunas divinas de reparação.
E se nossa capacidade de perdão for pequena, emaranhados ficamos eternamente.
Ato 2
Eu acordo de repente
E calo minha emoção às pressas
Para não acordar mais uma vítima.
O mapa de plutão molhou?
Todos os dias nos despedimos de algo sem saber...
Até mesmo deste passado que ficou nas reticências acima
E do futuro que será minha exclamação no final desta frase!
O presente então passa a praticamente não existir, entende?
E ao mesmo tempo ser tudo que se tem.
Ato 3
Não, não mudei de assunto...
Eu fui embora mesmo
Embora do passado, viajante do futuro.
Presente anagramático.
Qual o próximo passo?
Eu fui embora de mim para um “mim mesmo” diferente.
“É preciso nascer de novo para entrar no reino dos céus” – Disse o Mestre
E quero o céu, quero as linhas de trem para o paraíso.
Engana-se quem pensa que não se morre
E não se Nasce estando vivo nesta carne.
Ir embora de si mesmo para voltar melhor, sem as cascas do ego.
Limpo... pronto.
"Vai e não erres mais.." - Repetia o Mestre.
Epílogo:
O Sagrado Coração irá agora ser tatuado no branco braço cardíaco
Uma tatuagem de religação com o divino para espelho ver
E não se esquecer...
Que hoje sempre pode ser a última chance.
...
domingo, 26 de setembro de 2010
Só mais três minutos.
Por Jordan Campos
Andar de ônibus sempre me fez ter as melhores ideias
Grandes feitos meus ocorreram ali.
Aqui então, agora, dentro de mais um rodando a cidade apenas para inspirar-me.
Escuto algumas risadas jocosas, mas não vejo as faces destes risos.
Risos que ninguém escuta e me ensurdece.
E se eu não descer no próximo ponto?
Se a minha vida, por mais motivos que continuar vivo, em minha frágil condição, acabasse ali?
E se neste momento de morte eu tivesse apenas três minutos
Para falar algo definitivo sobre tudo que aprendi?
Isso agora me veio forte.
Os risos invisíveis cessaram.
Uma luz azul chegou.
Em três minutos eu diria então, com as mesmas lágrimas que me brotam agora:
Diria que somos certos e errados a cada segundo, presos nesta polaridade racional.
Diria que somos fantoches de memórias celulares, familiares e programações passadas.
O diabo é o Deus que não entendemos.
Diria que um dia vamos ferir e decepcionar, e haverá outro dia também.
Possivelmente nos apaixonemos mais de uma vez e amemos pelo menos uma.
E isso tudo uma hora vai acabar.
A única certeza que temos quando começamos qualquer coisa é que esta coisa uma hora vai terminar, mas não ainda enquanto vivos.
Sendo assim, não podemos nos aprisionar e nos apegar no que chamam de pecado às coisas aparentes que decepcionam o nosso espelho, amigos ou quem se ama.
Esta vida é tão curta, mas tão curta... E tão sensível para qualquer medida definitiva.
A frase “nunca mais” ou: “é a última vez” vai lhe trair e lhe ensinar muito ainda.
Diria que achamos ter livre-arbítrio e essa é uma grande piada.
Temos na verdade uma corda do “seja feita a vossa vontade” em nós...
Oramos e esquecemo-nos disso.
Esta corda é providência divina.
Já desfalecendo, pediria que deletassem a frase acima, aquela: “nunca mais”.
No fundo, tudo é sempre daqui a pouco.
Pediria perdão a quem feri ou a quem não tive coragem ou tempo de perdoar.
Ninguém neste mundo erra sozinho...
Uma rede complexa e emaranhada comanda quase tudo.
É segurar nãos mãos!!! Olhar forte, ver o choro sincero do dissimulado ego
Ele é a mais pura forma de Deus por aqui.
Fecharia então meus olhos.
Ninguém ia ver meu espírito sair e este diria um “se...” ao ver o corpo no chão.
Quantos “se” usaríamos na hora fatal ???
“Se eu tivesse”, “se eu falasse”, “seu eu fosse”, “se eu perdoasse...”
Prenderia-me assim à culpa de ser agora tarde de mais.
Para nascer de novo e encontrar de novo o que desisti.
O preço quase paga por esta omissão às vezes é alto de mais.
Só o Amor persistente desmanchará as ciladas do ego.
As vítimas são culpadas apenas por não terem se dado o direito de tentar mais uma vez.
Nesta curta vida.
É a hora do mergulho agora.
Acredite: você não tem nada a perder se pudesse se ver de cima.
Andar de ônibus sempre me fez ter as melhores ideias
Grandes feitos meus ocorreram ali.
Aqui então, agora, dentro de mais um rodando a cidade apenas para inspirar-me.
Escuto algumas risadas jocosas, mas não vejo as faces destes risos.
Risos que ninguém escuta e me ensurdece.
E se eu não descer no próximo ponto?
Se a minha vida, por mais motivos que continuar vivo, em minha frágil condição, acabasse ali?
E se neste momento de morte eu tivesse apenas três minutos
Para falar algo definitivo sobre tudo que aprendi?
Isso agora me veio forte.
Os risos invisíveis cessaram.
Uma luz azul chegou.
Em três minutos eu diria então, com as mesmas lágrimas que me brotam agora:
Diria que somos certos e errados a cada segundo, presos nesta polaridade racional.
Diria que somos fantoches de memórias celulares, familiares e programações passadas.
O diabo é o Deus que não entendemos.
Diria que um dia vamos ferir e decepcionar, e haverá outro dia também.
Possivelmente nos apaixonemos mais de uma vez e amemos pelo menos uma.
E isso tudo uma hora vai acabar.
A única certeza que temos quando começamos qualquer coisa é que esta coisa uma hora vai terminar, mas não ainda enquanto vivos.
Sendo assim, não podemos nos aprisionar e nos apegar no que chamam de pecado às coisas aparentes que decepcionam o nosso espelho, amigos ou quem se ama.
Esta vida é tão curta, mas tão curta... E tão sensível para qualquer medida definitiva.
A frase “nunca mais” ou: “é a última vez” vai lhe trair e lhe ensinar muito ainda.
Diria que achamos ter livre-arbítrio e essa é uma grande piada.
Temos na verdade uma corda do “seja feita a vossa vontade” em nós...
Oramos e esquecemo-nos disso.
Esta corda é providência divina.
Já desfalecendo, pediria que deletassem a frase acima, aquela: “nunca mais”.
No fundo, tudo é sempre daqui a pouco.
Pediria perdão a quem feri ou a quem não tive coragem ou tempo de perdoar.
Ninguém neste mundo erra sozinho...
Uma rede complexa e emaranhada comanda quase tudo.
É segurar nãos mãos!!! Olhar forte, ver o choro sincero do dissimulado ego
Ele é a mais pura forma de Deus por aqui.
Fecharia então meus olhos.
Ninguém ia ver meu espírito sair e este diria um “se...” ao ver o corpo no chão.
Quantos “se” usaríamos na hora fatal ???
“Se eu tivesse”, “se eu falasse”, “seu eu fosse”, “se eu perdoasse...”
Prenderia-me assim à culpa de ser agora tarde de mais.
Para nascer de novo e encontrar de novo o que desisti.
O preço quase paga por esta omissão às vezes é alto de mais.
Só o Amor persistente desmanchará as ciladas do ego.
As vítimas são culpadas apenas por não terem se dado o direito de tentar mais uma vez.
Nesta curta vida.
É a hora do mergulho agora.
Acredite: você não tem nada a perder se pudesse se ver de cima.
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Fui traído (a)... E agora?
Por Jordan Campos com citações da psicoterapeuta Maura de Albanesi
Mais do que comum, este é um dos assuntos dos mais recorrentes e explorados no meio terapêutico atual. Não poderia deixar de colocar aqui no blog. Desde uma aventura ou desabafo instintivo até uma completa traição amorosa, vítimas e réus se estabelecem. Culpados emergem - raiva, choro, desilusão e uma procura por um ponto de luz. Afinal, existe fidelidade ou se está fiel? Qual a diferença da traição masculina para a feminina? Até onde é uma traição? Beijo, sexo, orkut...? Garotas e garotos de programa são uma traição, quando acionados? ( ??? )
Entre inúmeras polêmicas no assunto, vou tentar focar que quando isto acontece o casal deve assumir o problema sem colocar a culpa em terceiros. Ouvir detalhes sobre a traição só piora o processo de reconciliação e o torna quase impossível, um caminho sem volta na maioria das vezes. A dita “traição” é uma forma que a pessoa encontra para mostrar a sua indignação com o parceiro, com a relação ou com uma situação. São vários motivos que podem levar à traição: carência, questão cultural, repetição de situações dos pais, insatisfação em relação a desejos e expectativas do outro, vingança, busca pelo novo, entre muitos outros ... E na grande maioria das vezes não significa falta de Amor, e sim um grito de que algo está ocorrendo e precisa de reparo e atenção... A manutenção do fato como rotina, sim, reflete-se em problema moral e talvez no desamor.
Segundo a psicoterapeuta Maura de Albanesi, a traição, no entanto, é um problema do casal e não da terceira pessoa que surgiu no meio do relacionamento. “Quando entra uma terceira pessoa é porque o casal deu brechas e motivos, portanto, os dois são responsáveis. O casal tem que encarar a traição como um problema dos dois e não colocar a culpa em terceiros como, por exemplo, na sogra, nos vizinhos, nos parentes, entre outros”, diz Maura. "Geralmente, a pessoa traída se coloca como vítima, mas, na verdade, é a maneira que ela encontra para tentar fugir de qualquer responsabilidade por aquele momento ruim do casal. Ela também não quer pensar e muito menos aceitar os motivos que levaram o parceiro à traição.
A grande maioria das vítimas da traição acha que após o perdão vai ter o controle total sobre o parceiro, pois ela se sente poderosa e espera que o outro faça tudo que ela quer. É muito engraçado. A pessoa que perdoa a traição, na realidade, nunca esquece a história. Na primeira briga, ela joga na cara do outro e remove coisas do passado. Esse tipo de perdão não serve. A pessoa traída acha que precisa ser reconquistada pelo outro para poder dar, de fato, o verdadeiro perdão, mas os dois têm que se reconquistar, sem brigas e exigências."
O verdadeiro perdão não chega depois de muita conversa, isso é uma mera ilusão de derrubar tijolinhos - Muitas pessoas gostam de ouvir detalhes de como foi traída e com quem foi. É uma grande besteira. A pessoa traída acha que isso vai aliviar a dor e ter armas para atacar o outro, mas só aumenta a revolta, porque ela começa a lembrar daquela viagem que o companheiro fez “sozinho” no fim de semana, daquela noite que ele disse que dormiu na casa da mãe, daqueles dias de longas horas extras no trabalho, enfim, a pessoa traída fica mais apreensiva e cheia de dúvidas se perguntando: Ela é melhor do que eu no que? Isso só piora o processo de reconciliação. A melhor maneira de retomar um relacionamento que passou por uma traição é ambos mostrarem maturidade e aceitar o problema como sendo somente dos dois.
“Aquele que traiu tem que se arrepender. A pessoa que foi traída também tem que abrir o coração e aceitar o fato. Se houve traição é porque alguma coisa não está legal, portanto, eles precisam descobrir juntos o que está faltando, sem por a culpa em terceiros. Para se obter a verdadeira reconciliação, acima de tudo, é preciso que haja amor. Caso não tenha mais amor, a separação é o melhor caminho. Cada um deve seguir a sua vida e buscar a felicidade”.
O bem da verdade é que todo mundo uma hora é traído: sua mãe foi, sua tia querida foi, sua melhor amiga foi, seu pai por alguém também foi, você é ou será e até quem lhe traiu corre o risco de ser. Que atire a primeira pedra quem nunca passou por isso! O quê, você nunca traiu? Prepare-se, seu teto não será eternamente de vidro. Desabafe, chore... mas não repita inúmeras vezes o ocorrido e nem interpele todas as criaturas que aparecem na sua frente como se você precisasse despejar o fato como modo de aliviar a dor. As pessoas geralmente são assim, elas acabam contando e refletindo inúmeras vezes sobre o mesmo fato, o problema é que muitas perdem o limite e perdem a noção que isso deve ser apenas por dias, apenas dias - meses e anos não... nunca!!!
A moral maior de quem com maturidade encara o fato é que, às vezes, quando se perde, ganha: ganha um amor renovado, sincero, pois amar de verdade é conhecer todos os ‘defeitos’ do parceiro e mesmo assim insistir em amar a criatura. Mas só não traia a você mesmo com lições de moral hipócritas e clichês. E mesmo nos momentos piores da vida, precisamos ter em mente que todas as situações ruins trazem com esse sofrimento, o crescimento. E digam-me: O que é a vida sem experiências? E só quem morre de chifre é o toureiro destreinado.
quarta-feira, 22 de setembro de 2010
Linda Primavera
Por Jordan Campos
Hey flor, te esperava há algum tempo.
Naquele frio que estava aqui lembrava de ti e podia enfim sorrir.
E ninguém me entendia, naquela dor de ossos e minha risada absurda aos prantos.
Oh, primavera de luz... Entre, entra!
Que a seiva de tuas flores batize minhas feridas e me faça de novo e de novo.
Que a sua luz e chegada triunfante coloque mais paz nos corações dos homens.
Que abafe toda a idéia violenta e vil.
Todo julgamento em telhado de vidro.
Pois quando saímos de nós e quebramos o ego
Entendendo que não somos, mas simplesmente estamos.
Tudo fica mais leve e inteligente.
E assim é.
E assim será.
Não como queremos, mas como deve e pode ser.
Quantas flores descendo sobre nós, vibrando em doce prece...
Primavera, que faça a compreensão reinar nos lares, que faça se ver que somos todos num mesmo barco-planeta.
Que faça o perdão, o aceitar.
Tentando acertar, não mais errar e subir nos religando ao Deus que possamos compreender.
Vem, nos enche de flores...
Vem, cobre nossas camas de rosas...
Vem e nos diz alto nos ouvidos d'alma que tudo vai acabar bem, mais uma vez.
Bem vinda em nossas vidas.
Aos que amo entrego uma flor,
Aos que desconheço ainda, entrego minha Fé.
Amém.
...
Hey flor, te esperava há algum tempo.
Naquele frio que estava aqui lembrava de ti e podia enfim sorrir.
E ninguém me entendia, naquela dor de ossos e minha risada absurda aos prantos.
Oh, primavera de luz... Entre, entra!
Que a seiva de tuas flores batize minhas feridas e me faça de novo e de novo.
Que a sua luz e chegada triunfante coloque mais paz nos corações dos homens.
Que abafe toda a idéia violenta e vil.
Todo julgamento em telhado de vidro.
Pois quando saímos de nós e quebramos o ego
Entendendo que não somos, mas simplesmente estamos.
Tudo fica mais leve e inteligente.
E assim é.
E assim será.
Não como queremos, mas como deve e pode ser.
Quantas flores descendo sobre nós, vibrando em doce prece...
Primavera, que faça a compreensão reinar nos lares, que faça se ver que somos todos num mesmo barco-planeta.
Que faça o perdão, o aceitar.
Tentando acertar, não mais errar e subir nos religando ao Deus que possamos compreender.
Vem, nos enche de flores...
Vem, cobre nossas camas de rosas...
Vem e nos diz alto nos ouvidos d'alma que tudo vai acabar bem, mais uma vez.
Bem vinda em nossas vidas.
Aos que amo entrego uma flor,
Aos que desconheço ainda, entrego minha Fé.
Amém.
...
Além do Retrovisor - diálogos da (des)ordem.
Por Jordan Campos
Ele veio me perguntar:
- O que se faz depois de se cair em uma cilada?
- Quantas pedras a mão pode alcançar?
- O que se pensa?
- O que se deveria não pensar?
- Onde fica por um segundo toda a virtude acumulada?
O choro na garganta ao invés do grito pelo tudo que há o consumia
Oh, algoz sádico e silencioso que cultivamos nos jardins de outros.
Acreditar que pudesse chegar aonde chegou e distorcerem tudo.
Interpretarem no calor dos mapas internos corrompidos e não entnderem nada.
Deitado estava em cama macia, e no puxar dos colchões: só prego.
Prossegue:
- Tudo bem, está tudo bem...
- Para quem já viu a sola dos piores, afundar a minha cabeça na lama, está bem...
- Relaxe, não haverá vingança...
- Apenas mudança...
- Em você não: em mim, que conheço mais um de vossa espécie predadora.
- O troco que ficou não sou eu quem vai dar
- Na lei de reação universal pois, pode decerto aguardar.
- Não vou tomar todas, pois não bebo.
- Não vou fazer besteira, pois seriam duas.
- Não vou usar meus poderes, não iam suportar.
- Gente... coisa difícil mas minha grande paixão.
Mesmo tomando na cara todo o golpe da vaidade corrupta. Agora eu te falo, cale-se um pouco.
- Concerta-se amigo, isso é vida!
- Nada mais que mais uma ferida. E isso passa. TUDO passa.
- Entenda então de uma vez: inimigo é oportunidade! Problema é oportunidade de resolução.
- Oportunidade de entender e de se vacinar.
- Sim mas digo mais: sobretudo de se desnudar, chorar e ver que vivo sempre estará.
( ... )
.
Ele veio me perguntar:
- O que se faz depois de se cair em uma cilada?
- Quantas pedras a mão pode alcançar?
- O que se pensa?
- O que se deveria não pensar?
- Onde fica por um segundo toda a virtude acumulada?
O choro na garganta ao invés do grito pelo tudo que há o consumia
Oh, algoz sádico e silencioso que cultivamos nos jardins de outros.
Acreditar que pudesse chegar aonde chegou e distorcerem tudo.
Interpretarem no calor dos mapas internos corrompidos e não entnderem nada.
Deitado estava em cama macia, e no puxar dos colchões: só prego.
Prossegue:
- Tudo bem, está tudo bem...
- Para quem já viu a sola dos piores, afundar a minha cabeça na lama, está bem...
- Relaxe, não haverá vingança...
- Apenas mudança...
- Em você não: em mim, que conheço mais um de vossa espécie predadora.
- O troco que ficou não sou eu quem vai dar
- Na lei de reação universal pois, pode decerto aguardar.
- Não vou tomar todas, pois não bebo.
- Não vou fazer besteira, pois seriam duas.
- Não vou usar meus poderes, não iam suportar.
- Gente... coisa difícil mas minha grande paixão.
Mesmo tomando na cara todo o golpe da vaidade corrupta. Agora eu te falo, cale-se um pouco.
- Concerta-se amigo, isso é vida!
- Nada mais que mais uma ferida. E isso passa. TUDO passa.
- Entenda então de uma vez: inimigo é oportunidade! Problema é oportunidade de resolução.
- Oportunidade de entender e de se vacinar.
- Sim mas digo mais: sobretudo de se desnudar, chorar e ver que vivo sempre estará.
( ... )
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sábado, 18 de setembro de 2010
Uma outra visão sobre o filme NOSSO LAR
Por Jordan Campos utilizando discussões realizadas no grupo "Voadores", pelo prezado Lázaro Freire, entre aspas.
Vamos lá... Eu li o livro “Nosso Lar” há 18 anos atrás quando estava completamente imerso no movimento espírita. Lembro que entre a minha adolescência e fase adulta já era coordenador de atividades espíritas em dois centros na época. Passei literalmente por todas as fases e etapas para ser um “espírita” trabalhador. Depois, desculpem a franqueza, vi que isso era muitas vezes um excesso doutrinário tipo militar, pois a maioria dos dirigentes ainda carregava naquela época, em si, a disciplina ortodoxa de seu passado religioso ou de frustração como síndicos de seus antigos “condomínios”. As coisas estão mudando... Ok. Lembro que o movimento espírita me decepcionou quando estive frente a frente com os bastidores das políticas das casas espíritas. A filosofia espírita é linda, a codificação feita por Kardec e Chico serão fontes de estudos por milênios. Li toda as obras de Chico Xavier por “André Luiz” – sempre fui fã dele e ao ver que a sua obra iria virar filme me preocupei. E o filme me decepcionou um tanto. Digo isto como um Espírita de fato sem o rótulo imposto e entendido pela FEB (Federação Espírita Brasileira).
Fazendo uma leitura crítica do filme, não o classifico como um filme espírita. Ele está bem distante do livro. O filme não é o livro: É uma obra de ficção inspirada no livro “Nosso Lar” e nos diálogos nele contido. O Filme é fraco para o que propõe e tem furos graves que não tiveram assessoria necessária. Muitas pessoas ridicularizam ele, e a culpa é da direção que se esqueceu de explicar coisas necessárias, tais como: vestuário no mundo espiritual, alimentação... A coisa do” bônus hora”, da família espiritual... E ainda mistura isso tudo a uma cidade que fica entre uma Brasília e a cidade dos Jetsons... Francamente, se o feito era gerar bilheteria com “efeitos nacionais”, fazer uma adaptaçãozinha e jogar uma rara oportunidade fora – conseguiram. Conseguiram confundir a cabeça das pessoas. Coisas básicas para quem nunca teve acesso ao espiritismo foram omitidas e pecaram feio. Para um espírita o filme é perfeito e simples, não estou chamando aqui de espíritas aquelas pessoas que vão aos centros esquentar cadeira, assistir doutrinária, tomar passe, beber água fluidificada e voltar para casa e ser tudo igual, ok? Vernizes de hipocrisia... Chamo de espíritas as pessoas que a cada dia se esforçam em melhorar e agem com o que conhecem; mas para os não espíritas é uma mera diversão.
"O que vimos no filme, como diversão, não é tão bom. Mas é aceitável sim, comparado com muitos filmes sobre vida após a morte. Fica difícil dizer, pensando melhor, até que ponto os atores globais são realmente maus atores, já que eles representam o papel de “ESPÍRITOS ESPÍRITAS”, com linguagem introduzida não pelo Chico, mas pela FEB que acaba fazendo de todas as suas publicações algo carola e de linguagem ultrapassada. Poucos negros ali ??? (provavelmente a maioria, por afinidade religiosa e cultural, teriam ido para outra cidade espiritual, passando ou não pelo umbral antes). Os mais elevados, como a mãe do André, tampouco estavam ali. Convenhamos, vimos uma cidadezinha de cristãos portugueses e cariocas do séc. XIX. e aqueles "mais ou menos", que precisam morar numa espécie - na visão do filme - de Monte Olímpio dos Umbrais."
"O que vimos no filme, como diversão, não é tão bom. Mas é aceitável sim, comparado com muitos filmes sobre vida após a morte. Fica difícil dizer, pensando melhor, até que ponto os atores globais são realmente maus atores, já que eles representam o papel de “ESPÍRITOS ESPÍRITAS”, com linguagem introduzida não pelo Chico, mas pela FEB que acaba fazendo de todas as suas publicações algo carola e de linguagem ultrapassada. Poucos negros ali ??? (provavelmente a maioria, por afinidade religiosa e cultural, teriam ido para outra cidade espiritual, passando ou não pelo umbral antes). Os mais elevados, como a mãe do André, tampouco estavam ali. Convenhamos, vimos uma cidadezinha de cristãos portugueses e cariocas do séc. XIX. e aqueles "mais ou menos", que precisam morar numa espécie - na visão do filme - de Monte Olímpio dos Umbrais."
"Outra coisa que precisamos lembrar é que o filme não é sequer uma adaptação fiel do livro “Nosso Lar”. É uma concepção livre e artística, onde colocam até Emannuel de ministro das comunicações. O desenho da cidade tampouco é fiel ao livro, ou a tal planta da cidade recebida mediunicamente. É outra concepção artística baseada nas descrições. Ou seja, fazem uma obra de FICÇÃO DIDÁTICA, com grande inspiração em Nosso Lar e seu formato de diálogos. Há furos de roteiro e coerência, mas em parte são culpa também do livro, que já continha alguns deles. Por exemplo, o sanitarista Carlos Chagas - que segundo Chico e muitos outros, seria o verdadeiro nome por detrás do pseudônimo "André Luiz", e que parece ter sido coerentemente a inspiração estética para montar o personagem que morreu em 1934. O livro relata anos de umbral, pelo menos uns 8. E então eis que, tempos depois que ele está em Nosso Lar, chegam as almas da guerra em 1939. Essas incoerências já foram apontadas contra o próprio livro, inclusive pela própria FEB no tempo que o proibia (Nosso Lar não foi aceito no meio espírita por muito tempo). Na época do lançamento de Nosso Lar, a FEB e Chico já haviam tido problemas com a suposta autoria espiritual de Humberto Campos. Para evitar problemas com a família - que exigia ou que parassem com esse desrespeito com o nome do morto usado para “proselitismo” doutrinário , ou que pagassem então os devidos direitos autorais - a FEB teve que passar a assinar os livros como sendo do "Irmão X". Essa história de "dar gratuitamente o que gratuitamente recebeste" em geral só beneficia financeiramente - de modo bilionário - a editora dos livros e dos filmes. Nada contra o dinheiro e religião, tudo contra a hipocrisia. Nesse aspecto, o processo da família de Humberto Campos contra a FEB foi didático. O pobre Chico, igualmente lesado inclusive no seu direito de ser traduzido, era vítima do mesmo grupo também. Não foi o único constrangimento que o médium passou na vida devido à ganância, proselitismo e controle da FEB."
"O filme incentiva a culpa e reprime a emoção. É um grave equívoco. Acho compreensível dentro do que acreditavam os espíritas de 70 anos atrás, desconhecendo neurociências, comportamento e psicodinâmica básica. O problema é que o filme mostra isso como praticamente uma LEI UNIVERSAL, e não atualizou isso, aí o argumento já cai por terra. Um espírito da época teria o direito de não saber ainda que emoções sejam constitutivas e naturais, e não um pecado mortal. Mas, supomos, DEUS precisaria já estar avisado de suas próprias leis. O que vemos ali é uma condenação perigosa das emoções, com forte senso de culpa. Aliás, a condenação nem é só essa. Do modo como é mostrado, em flashes mal explicados, o grande pecado de André teria sido fumar (era normal até 10 ou 20 anos atrás), comer bem (nem era gordo ou mal tratado assim), tomar um Martini. E, vá lá, na cultura da época, ter dado um beijo ou outro numa rapariga de vez em quando. Talvez trabalhar um pouquinho demais, sendo um pouco mais distante dos filhos, mesmo estando com eles naquela vidinha tranqüila da época. O filme mostra que devemos nos culpar e muito por "atos" suicidas como esse. Sinceramente, se fosse assim, estaríamos TODOS perdidos. Deus teria que mudar as regras. Mãe separada chegando tarde em casa, pelo jeito então, nem no umbral passa. Se bebesse ou transasse de vez em quando, então... Outra idéia repressora é a de que basta um pequeno pensamento de emoção - um marido ter pequeno ciúme por sua ex estar com outro, por exemplo, ou uma jovem se cansar um pouco de um tom por demais carola e professoral - para a pessoa ganhar um passaporte quase que imediato para o umbral. Se fosse assim, creio que muitos dirigentes espíritas estariam perdidos e já no umbral. Afinal, emoção não é apenas isso. Então, creio que a mensagem acaba se tornando apenas repressora. Condenadora das emoções, da vida. Algo um tanto quanto platônico. Compreensível, para a visão de um espírita. Mas um pouco estranho se tomado, conforme apresentado, como se fosse "a" Lei Universal de Deus."
"Muito curioso e atemporal o recebimento dos judeus em 1939. A "solução final" de Hitler é de 1941. Em 1939, que eu me lembre, temos a invasão da Polônia, e o começo dos guetos. Não ainda o extermínio em massa. Compreendo que esses fatos não fossem bem conhecidos por aqui sequer na época da escrita do livro, na década de 1940, talvez ainda durante a guerra. Mas supõe-se que, em se tratando de algum grau de realidade, o plano espiritual devesse saber, e ser coerentes com datas que Chico de fato não precisaria ainda conhecer." Erro grave!!!
"Os efeitos especiais de fato foram toscos, especialmente levando-se em consideração a contratação de empresa especializada, e orçamento milionário. Não é um critério subjetivo estético meu não, acontece que VISIVELMENTE o cenário apresenta partes DESENHADAS, outras modeladas no estilo edifícios funcionais de Brasília (simples e quadrados, para facilitar), e outros de construções bem artificiais no estilo "Os Jetsons", futuro do pretérito. Há anacronismos gritantes, do ponto de vista estético, partes do cenário em estilo nave da Star Trek, mas com paredes, divisões e placas originais da locação (provavelmente um hospital ou repartição pública). Não combina, fica claro tratar-se de montagem barata. Que não custou tão barato assim. Espero que não se ofendam, peço que os amigos espíritas lembrem-se que aquilo que viram na tela era uma representação artística, filmada na Terra, e não uma câmera astral no próprio Nosso Lar. Só estou dizendo que a montagem nos lugares terrenos e computacionais deixava brechas gritantes que nos faziam lembrar o tempo todo que era um filme. Faltou só tocar o celular de algum ator. E por falar em atores, eu espero que, ao vê-los numa obra de milhões de dólares, eu não me lembre o tempo todo de que são atores. Só isso. Violinistas ali tocavam movimentos rápidos de Vivaldi sem sequer mover os arcos direito!!! Todos chorando devido ao encontro da mãe de André, e eu rindo por causa dos arcos. Tá certo que eu estudei violino, e a maioria do cinema não. Mas não seria pedir muito se os atores ao menos movessem os braços no ritmo aproximado da música? Espero que pedir para que entendam que o movimento do arco promove o som não seja pedir demais do laboratório PROFISSIONAL que deveriam fazer para a composição de seu personagem de figuração como todo filme, Seria muito o diretor usar 2000 dólares de seus 20 milhões para pagar o cachê de uma orquestra de câmara que fizesse uma pontinha ali? Provavelmente iriam de graça, pela divulgação. Pelo menos era no astral. Nem vou comentar as mãozinhas das filhas de André ao piano no plano material, "tocando" um playback de Sonata ao Luar. Que eu me lembre, Beethoven era surdo, e não cego. Ele deve ter percebido, de algum lugar do umbral ou no “céu”."
Por fim: O filme emocionou e emociona muitas pessoas. Que bom que estão divulgando isso e melhor ainda que todos corram e leiam o livro e conheçam os bastidores que deram origem ao mesmo. A FEB me perdoe. Os artistas também e o público que discordar de mim idem: O filme NOSSO LAR é uma mera obra de ficção, mal produzida e com agravantes de interpretação ao movimento espírita, ainda com dogmas e rótulos, embora queiram afirmar que não. O filme está sendo recorde, e bem do contrário do filme “Chico Xavier” que foi ótimo, “Nosso Lar” foi, na minha expectativa e visão, um tiro no pé da filosofia espírita.
Grande abraço.
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